Baixe grátis - Podcast Os 5 grandes erros cometidos por confecções de roupas

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FGV: empresários otimistas devem começar ano contratando

SÃO PAULO - As perspectivas dos empresários da indústria brasileira para o início de 2011 são otimistas, de acordo com os resultados da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação de dezembro, realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O levantamento mostra que o indicador emprego previsto atingiu 126 pontos, o melhor nível desde maio deste ano, quando chegou a 126,2 pontos.

"A indústria deve começar o ano contratando", disse o especialista em análises econômicas do Ibre, Jorge Braga. De acordo com ele, os setores que apresentaram maior otimismo foram os de minerais não metálicos, vestuário e calçados, produtos têxteis e produtos alimentares. "Todos os setores são intensivos em mão-de-obra e foram beneficiados pelo aumento da renda e do crédito", afirmou.

Outro indicador que registrou otimismo é o de produção prevista que atingiu 142,1 pontos, o melhor nível desde dezembro de 2009, quando estava em 144,1 pontos. De acordo com o levantamento, 42,9% dos empresários acreditam que a produção deve crescer nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro e apenas 0,8% acreditam que deve diminuir.

O indicador tendências dos negócios para os próximos seis meses registrou 145,2 pontos. De acordo com Braga, embora em um patamar elevado, o resultado está distante do registrado em fevereiro deste ano, quando atingiu 169,6 pontos. Para 46,8% dos industriais, a situação dos negócios deve melhorar nos próximos seis meses. Para 1,6%, deve haver piora. Para Braga, os dados indicam perspectivas favoráveis para o início de 2011.

Braga citou que o indicador de estoques, que atingiu 98,7% em dezembro, aponta que as indústrias conseguiram ajustar os estoques no fim deste ano depois de terem acumulado mercadorias no terceiro trimestre que foi o mais fraco em vendas. Para 6,5% dos consultados, os estoques estão excessivos e para 5,2% estão baixos, confirmando que para a maioria dos industriais os estoques estão ajustados.

Na avaliação de Braga, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) é uma síntese desses resultados. "A média do ICI do quarto trimestre superou a média do terceiro trimestre, mas ficou abaixo do primeiro e do segundo trimestres deste ano", disse.

Brasil registra grande abertura de lojas de roupas em 2010

O segmento de moda ampliará o número de lojas no próximo ano, no ritmo de 2010, em que e a expectativa é alcançar 1.495 estabelecimentos, ante os 1.285 estabelecimentos comerciais de grande expressão em todo o País, conforme pesquisa realizada pela Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abeim). O estudo leva em conta grandes redes de varejo especializadas em vestuário, como Renner, C&A, Marisa, Marisol, além de unidades de supermercados que comercializam roupas -Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart- e que devem disputar ainda mais o consumidor depois de sentirem aumento das vendas ao longo de 2010.

Segundo o empresário André Luiz, da rede Four Style, "o principal desafio do setor é a diminuição da informalidade e a falta de profissionais aptos a lidar com uma área tão importante da nossa economia". O empresário, de olho na expansão no mercado nacional de vestuário, e que afirma estar à frente de uma marca que atua com fitness, vê um consumo de itens esportivos bastante promissor no Brasil, não só por causa do clima, mas também por conta dos grandes eventos que o País irá receber, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

"Estamos focando a produção em unidades franqueadas e de conveniência inseridas nas academias. Estamos ampliando a produção de bolsas, faixas de cabelo, garrafinhas, tops, bermudas, vestidos, macacões, blusas, bodies, calças, casacos, maiôs, regatas, sunguetes e sungas. Esperamos dobrar a produção e também faturar mais", planeja André Luiz.

Expectativa

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o comércio varejista pode comemorar, já que registrou em outubro alta de vendas de 0,4% se comparadas às do mês de setembro e crescimento de 8,8% em comparação ao registrado ao mesmo período do ano passado. Além disso, há seis meses seguidos o comércio varejista registra alta de 11% ao ano.

Para André Luiz, mesmo atuando com uma marca nova no mercado, a expectativa é de crescimento. "Nossas metas de crescimento envolvem os segmentos de atacado (através de lojas multimarcas, representantes comerciais e consultoras de venda), academia (iremos selecionar as principais academias que já comercializam a nossa marca para dar um atendimento diferenciado) e franquias (nosso processo de formatação já está concluído, através do Grupo Soares Pereira)."

Para Sylvio Madel, presidente da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), no entanto, o crescimento do setor, que deve se manter, também tem a ver com o aumento do poder aquisitivo do brasileiro -- especialmente em função do salário mínimo e dos programas de inclusão social do governo: "A expectativa é de crescimento nos próximos anos. A moda universalizada está à disposição de todas as camadas sociais do País".

Para ele, as ferramentas que devem ser levadas em conta na hora de alavancar o segmento são: "Uma boa e variada oferta de artigos, preços competitivos, qualidade nos tecidos e acabamentos, uma boa exposição de produto, aperfeiçoamento constante da equipe de vendas, campanhas de publicidade e logística eficiente".

Oportunidades

De acordo com a Abeim, o principal desafio do setor nos próximos anos será a capacitação da indústria. A associação aponta, também, que um dos maiores obstáculos das fabricantes brasileiras é abastecer o varejo com roupas de inverno, como, por exemplo, jaquetas. Já a Abvtex afirma que no mercado não há, por exemplo, fabricantes nacionais de jaquetas, principalmente de fibras sintéticas, que consigam suprir o varejo em termos de quantidade, qualidade e preço.

"Isto já foi comprovado por meio de pesquisas pelas quais foi constatado que a indústria nacional não tem vocação ou interesse em investir neste segmento devido ao nosso clima tropical. O período de inverno é curto no Brasil e atinge principalmente os estados do sul e do sudeste, inviabilizando uma linha de produção massiva (sic) e constante neste segmento durante todo o ano. A solução é importar jaquetas para suprir o mercado consumidor."

Ele explica, ainda, que o varejo têxtil de grande superfície representado pela associação tem como principal desafio atender às demandas de um mercado consumidor em expansão, com produtos de moda e bons níveis de qualidade a preços competitivos. "O desafio maior que envolve entidades de varejo, da indústria e o governo é encontrar e implementar mecanismo para capacitação da indústria nacional para acompanhar este ritmo de crescimento. Também é fundamental a não-criação de barreiras à importação, pois o varejo, justamente para atender esta demanda crescente, necessita importar mercadorias para suprir alguns gargalos da indústria nacional", afirma.



FONTE: http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=14&id_noticia=356005

Senai Cetiqt lança revista voltada para o setor têxtil e de moda

Com o objetivo de difundir o conhecimento como um espaço de incentivo à pesquisa e à produção em diferentes campos, a escola Senai Cetiqt lançou em novembro a revista online Redige (Revista Design, Inovação e Gestão Estratégica). A publicação é gratuita, está disponível em ambiente aberto e conta com periodicidade quadrimestral.

A revista, que pode ser lida em português e inglês, tem como público-alvo pesquisadores, professores, empresários, profissionais e estudantes com interesse na cadeia têxtil e de confecção. A proposta inicial da Redige é abastecer a comunidade empresarial e acadêmica com textos científicos a respeito de todo o setor.

Os artigos veiculados pela publicação podem ser enviados por pesquisadores nacionais e internacionais, que também podem ser convidados a expor seus textos pelo conselho editorial da Redige.

Áreas como Administração, Artes, Design, Engenharia, Estudos Sociais, Produção do Vestuário, Comportamento e Consumo, entre outros assuntos são pautas para a publicação.

Ana Cristina Bruno, editora-chefe da Redige, ressalta a importância da publicação e a sua pluralidade de temas. " Esta revista trata de forma multidisciplinar assuntos que vão desde a cadeia de produção até o empresariado, atingindo assim diversos públicos ", afirma.

A primeira edição da revista traz dezenove trabalhos acadêmicos, dentre eles, sete publicações de autores internacionais.

Para conhecer a revista Redige, clique aqui.

http://www.cetiqt.senai.br/redige/

FONTE: http://www.abit.org.br/site/noticia_detalhe.asp?controle=2&id_m...

Natação brasileira prova ascensão no primeiro ano sem supermaiôs


Um ano sem a enxurrada de novos recordes, mas que mais uma vez confirmou o crescimento da seleção brasileira. Apesar de 2010 ter tido apenas quatro marcas mundiais quebradas na natação, e em piscina curta, o Brasil fechou bem a primeira temporada de veto aos supermaiôs.

Embora o país tenha feito uma campanha inédita no Pan-Pacífico de Irvine, com oito medalhas contra dois bronzes na edição de 2006, alguns dos principais atletas da equipe deixaram os Estados Unidos insatisfeitos com suas marcas e puderam se recuperar antes que a temporada terminasse.

A primeira reviravolta foi de Thiago Pereira. Após conquistar quatro ouros na estreia da Copa do Mundo de piscina de 25 metros, realizada em setembro, no Rio de Janeiro, ele decidiu participar das seis etapas restantes (Pequim, Cingapura, Tóquio, Berlim, Moscou e Estocolmo) e ganhou a coroa da competição, com 19 ouros e três pratas.

"Não planejei ir a todas às Copas. Decidi logo depois do Pan-Pacífico, quando bati um papo com o David (Salo, seu treinador, em Los Angeles) para saber o que ele achava. Ele me disse: vai. Fui indo, fui indo e fiquei feliz com o resultado, em me tornar o primeiro brasileiro a ser Rei da Copa do Mundo", diz o atleta do Corinthians.

"Este ano foi muito bom para mim, o primeiro de um ciclo. Eu esperava mais resultados em piscina longa, principalmente no Pan-Pacífico. Mas o David já me conheceu, eu também o conheci melhor", acrescenta Pereira, medalhista de bronze nos 200m e 400m medley, em Irvine.

Quem também venceu a Copa do Mundo, mas de Maratonas Aquáticas, foi Ana Marcela Cunha, tomando o posto que foi de Poliana Okimoto no ano anterior. Além do feito em outubro, a nadadora baiana foi bronze na prova de cinco quilômetros do Mundial, disputado no Canadá.

O ápice brasileiro veio na última grande competição do ano, o Mundial de Dubai de piscina curta. Mais focado do que no Pan-Pacífico, Cesar Cielo unificou as conquistas dos 50m e 100m livre ao ficar com o primeiro lugar das provas em que é campeão também em piscina de medida olímpica.

"Procuro tentar fazer a perfeição no treino e na hora da prova apenas deixar fluir. A diferença entre eu e o segundo colocado é só de meia braçada, 30cm. Mas é isso que me faz agora poder falar como campeão mundial", destaca o homem mais rápido do mundo nas piscinas.

Fora as duas medalhas douradas, Cielo ainda ajudou o Brasil a levar o bronze nos 4x100m livre - em que a equipe superou os norte-americanos - e 4x100m medley. Felipe França (ouro nos 50m peito e bronze nos 100m peito) e Kaio Márcio (prata nos 200m borboleta e bronze nos 100m borboleta) deixando a seleção na sétima colocação geral, sua melhor campanha no torneio.

Relembre a proibição dos supermaiôs

Os trajes, que eram fabricados de poliuretano e foram proibidos pela Federação Internacional de Natação (Fina) a partir de janeiro de 2010, receberam caráter de doping tecnológico porque auxiliavam na flutuação do nadador, tornando mais fácil e veloz o deslocamento na piscina.

Agora são permitidos apenas maiôs feitos com material têxtil - no masculino, sungas e bermudas; no feminino, maiôs que não passem dos joelhos. A nova regra da entidade máxima da natação proíbe qualquer dispositivo que possa aumentar velocidade, flutuação ou resistência.

Em vez das 43 marcas superadas na piscina longa do Mundial de Roma, em 2009, a última temporada teve somente quatro novos recordes mundiais, todos estabelecidos na piscina curta de Dubai, em dezembro: 4x200m medley feminino (revezamento chinês), 4x200m livre masculino (revezamento russo), 200m e 400m medley (norte-americano Ryan Lochte).

FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/s/29122010/82/n-sports-natacao-brasile...

Ceará atrai 51 empresas com destaque para o setor Têxtil

Previsão de investimento com instalação de indústrias para os próximos três anos é de R$ 3 bilhões

Com a chegada das 51 novas empresas de médio e grande porte ao Ceará, foram gerados sete mil empregos somente este ano (GEORGIA SANTIAGO)

O Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico (Cede) contabiliza 51 empresas de grande ou médio porte – dos segmentos de indústria, comércio e serviço – implantadas no Ceará em 2010. O órgão considera o número um recorde, que garantiu investimento de R$ 567 milhões em empreendimentos e gerou sete mil empregos diretos no Ceará.

Além das 51 empresas instaladas no Estado este ano, 101 protocolos foram assinados para implantação de empresas, 60% do total de documentos assinados desde 2007. A previsão é de que os investimentos fiquem na ordem de R$ 3 bilhões e gerem outros 15 mil empregos diretos.

O setor campeão na atração de empresas foi a indústria têxtil. O presidente do Sindicato da Indústria Têxtil do Ceará (Sinditêxtil), Ivan Bezerra Filho, credita desempenho do setor às condições tributárias ofertadas pelo Governo do Estado, como a redução da alíquota interna de ICMS de 17% para 7%. “O governador (Cid Gomes) criou um ambiente muito propício para atração dessas empresas (têxteis). Quando reduziu a carga tributaria interna, fez com que as empresas passassem a vir ao Ceará”, afirma.

Valdemar Zanotti, controlador da Zanotti Textil, é um dos empresários que afirma ter investido no Ceará devido às condições do governo citadas por Bezerra. “O Estado nos deu todas as condições de infraestrutura, por esta razão os investimentos destinados à expansão da empresa em 2011 serão todos no Ceará”, disse Zanotti. A Zanotti Textil tem matriz em Santa Catarina e em 2010 investiu R$ 34 milhões na fábrica de Pacatuba (Região Metropolitana), unidade que gerou 340 empregos diretos.

Ivan Bezerra diz que o “grande desafio de 2011” para o setor empresarial será aumentar a competitividade com produtos importados. “São concorrentes desleais”, afirma Ivan. “Os importado têm incentivo fiscal na importação e não pagam na entrada, enquanto pagamos impostos internamente”. Ainda de acordo com Bezerra, está previsto um investimento de R$ 500 milhões para os próximos três anos a fim de tornar a indústria local mais competitiva.

Atualmente o Cede negocia instalação de unidades das empresas Hering e Eternit, e procura facilitar condições fiscais para montagem de um centro de distribuição de confecções da marca Marisa, que atenderia as regiões Norte e Nordeste.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

Desde que recebeu incentivos tributários no setor têxtil, o Estado recuperou quatro posições no ranking dos maiores produtores e está na quarta posição. O Ceará já foi o segundo maior produtor do País.

 
FONTE: http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2010/12/30/noticiaeconom...

Empresários têxteis fazem balanço de 2010 e traçam perspectivas para 2011

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Empresários e autoridades do setor têxtil e de confecção brasileiro reuniram-se na sede da ABIT, em São Paulo, no dia 16 de dezembro, onde foi realizada a última reunião de 2010 do Conselho da entidade.

Os industriais abordaram temas relevantes para o setor por meio de palestras e discussões. Dante Sicca, ex-secretário de Indústria e Comércio da Argentina e sócio da Abeceb.com (empresa de consultoria econômica e empresarial), falou sobre as perspectivas políticas e econômicas do país vizinho para 2011.

Em seguida Paulo Rabello de Castro, doutor em economia pela Universidade de Chicago e sócio da RC Consultores, apresentou os principais desafios que a presidente eleita Dilma Rousseff enfrentará no ano que se inicia. O economista abordou dados do mercado financeiro nacional, internacional e falou sobre as metas futuras para que o País possa manter seu crescimento econômico, mesmo sob os empecilhos impostos pela questão cambial.

A última exposição feita durante a reunião ficou por conta de Domingos Mosca, coordenador da Área Internacional da ABIT, que abordou a posição da Entidade em relação a acordos com diversos países, bem como o trabalho executado pela Associação para viabilizar negociações que possam aumentar a competitividade do setor têxtil brasileiro.

Logo após a reunião de Conselho, Rafael Cervone Netto iniciou a homenagem aos 10 anos do Texbrasil, Programa de Exportação da Indústria da Moda Brasileira desenvolvido pela ABIT em parceria com a Apex-Brasil

José Alencar - O braço-direito

Avalista de Lula quando ele ainda tinha a desconfiança do setor produtivo, o vice José Alencar foi o elo com o setor privado e a verdadeira "consciência" do governo.

José Alencar Gomes da Silva entrou para a história política do Brasil como aquele que deveria calar, mas preferiu falar, e, na maioria das vezes, para apontar os erros do Palácio do Planalto.

Crítico número 1 da política de juros altos do governo, o vice-presidente foi o fator de equilíbrio de uma gestão que conseguiu agradar tanto ao setor financeiro quanto às camadas mais pobres.

 
"Se eu tivesse conhecido o Zé Alencar antes, não teria perdido tantas eleições"

Lula, sobre a importância de seu vice

Alencar assumiu a Presidência durante 477 dias, o bastante para se tornar o vice que mais governou o País – durante um sexto do mandato de Lula –, mas as maiores contribuições do empresário ao governo passaram longe da assinatura de decretos durante viagens presidenciais.

Fundador em 1967 da Coteminas, hoje uma das maiores empresas do setor têxtil do País, com unidades no Brasil e no Exterior, Alencar também havia sido presidente da Federação de Indústrias de Minas Gerais e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria.

Foi essa conexão com o setor produtivo que ele levou para perto de Lula. “Não conseguíamos enxergar que o Lula seria capaz de fazer um governo como esse que ele fez. Foi o Alencar que nos fez ver isso”, lembra Fuad Mattar, presidente da Paramount Têxteis.

O presidente assina embaixo. “Se eu tivesse conhecido o Zé Alencar antes, quem sabe não teria perdido tantas eleições”, disse Lula durante discurso de homenagem a Alencar, no fim de 2009.

O papel de avalista de Lula no setor produtivo – e de representante do setor no governo – ganhava força cada vez que o vice-presidente criticava a política econômica. Era uma espécie de “consciência” do presidente.

No fim de 2005, disse que o discurso de crescimento e desenvolvimento que ajudara a vencer a eleição em 2002 não fora posto em prática e criticou a política de austeridade realizada pelo então ministro da Fazenda António Palocci.

O vice ecoava a insatisfação dos empresários e cobrava crescimento para a economia. Em março de 2009, voltou a atacar: “A situação relativamente boa da economia brasileira é apesar da política econômica praticada, não é por causa dela.”

Também criticou a autonomia do Banco Central, qualificada por ele como “balela”, mas sempre manteve uma convivência amigável com o presidente do BC, Henrique Meirelles. O olhar crítico não perdeu a força nem durante o segundo mandato, quando o vice lutou contra um câncer no abdômen que lhe valeu internações e várias cirurgias.

No primeiro mandato, passou 15 meses à frente do Ministério da Defesa e pediu para sair quando a relação com o presidente ficou tensa. Não foi a primeira opção de Lula para vice na reeleição, e cogitou sair ele próprio candidato à Pre-sidência.

Mas a dupla foi reeditada e, de tão bem-sucedida, a relação se transformou em amizade. “Duvido que no mundo alguém tenha encontrado um vice-presidente da magnitude do companheiro José Alencar. Para mim é mais que um irmão, é um companheiro em quem eu tive a mais absoluta confiança”, disse.

FONTE: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/45357_O+BRACODIREITO

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Polos de confecção reúnem 2.300 empreendimentos

Boa parte das 2.300 empresas especializadas em moda praia está instalada nos polos industriais do segmento, com destaque para Itapagé (CE), Natal, Salvador, Brasília, Vila Velha (ES), Cabo Frio (RJ), São José (SC) e Sarandi (PR).

Cabo Frio é, segundo o Sebrae, um dos mais antigos arranjos produtivos locais especializados em moda praia, congregando mais de 60 empresas, muitas delas exportadoras. Mas foi o polo de Natal, com cerca de 12 indústrias e pouco mais de duas décadas de atividade, um dos que mais se destacaram na última temporada nas feiras nacionais e internacionais. A explicação, segundo Francisca de Aquino, coordenadora da carteira de têxtil e confecção do Sebrae Nacional, está na melhoria da qualidade e do design dos produtos e na adoção de elementos da cultura local nas coleções. "Hoje, os biquínis e maiôs ali produzidos têm identidade, uma história para contar. Nas estampas, as flores são típicas do Nordeste, os personagens fazem parte da cultura popular."

Um dos responsáveis por essa mudança é o Projeto Natal Pensando Moda, que contou com a participação do estilista Ronaldo Fraga. Por meio de oficinas e consultorias dentro das próprias empresas, ele ajudou as confecções locais a dar uma nova identidade a suas criações. Com 23 anos de mercado, a empresária Débora Sayonara Santos de Azevedo, dona da Mater Sol, foi uma das que incorporaram na coleção as propostas de Fraga. "Desenvolvemos técnicas de pintura manual com temas do Nordeste. O trabalho foi muito bem aceito", revela.

Com um faturamento anual próximo dos R$ 3 milhões e uma produção de 40 mil peças/mês, a Mater Sol há seis anos exporta 30% do que produz, principalmente para os Estados Unidos, França, Itália, Qatar, Dinamarca e Portugal. Segundo a empresária, a participação da marca na feira de moda praia de Paris rendeu-lhe bons negócios, entre eles o desenvolvimento de um mostruário exclusivo para uma cadeia de 400 lojas em Portugal. "As feiras funcionam como importantes vitrines, principalmente para quem é pequeno e não dispõe de verbas para prospectar novos mercados", diz. Segundo Auxiliadora Salles, gerente da Unidade Indústria do Sebrae RN, os negócios gerados pelas empresas potiguares nas feiras internacionais somaram €100 mil em 2009 e a expectativa é que em 2010 os resultados sejam 20% maiores.

Com 3 mil clientes espalhados pelo Brasil, a Mater Sol luta para driblar a sazonalidade. "Apesar do aumento das exportações, ainda enfrentamos muita ociosidade nos meses de inverno", afirma Débora. Para mudar esse cenário, o Sebrae do Estado realizará a partir de 2011 uma série de rodadas de negócios em vários Estados do país. A ideia é fomentar novas parcerias e abrir canais para escoamento da produção local.(K.S.)

Fonte:valoronline.com.br













Principais regiões produtoras de têxteis no país

A indústria têxtil nacional

Além da região Sudeste, a região Norte também reduziu sua parcela de participação na produção nacional, o que pode ser atribuído à redução do tamanho do setor de juta. As demais regiões ganharam maior participação no período analisado.

A presença de concentrações regionais é uma das peculiaridades deste segmento, sendo as principais:

- Região de Americana/ SP – segmento têxtil;

- Vale do Itajaí/ SC - setores têxteis e confecções;

- Fortaleza/ Ceará – ramo do algodão;

- Sul de Minas Gerais – malharias;

- Região de Nova Friburgo/ Rio de Janeiro – moda íntima e lingerie.

O setor têxtil tem uma participação modesta na indústria de transformação do Estado de São Paulo, respondendo por 2,5% do seu PIB. A indústria têxtil paulista, apesar de sua importância reduzida na atividade industrial do Estado, ocupa uma posição de destaque no cenário nacional, expressada pelas participações de 42,7% do produto industrial e 39% no pessoal ocupado.

O grupo de empresas de acabamento em fios, tecidos e artigos têxteis por terceiros responde por 59% da produção nacional, seguidas pelas fábricas de manufatura de artefatos têxteis a partir de tecidos (excluindo vestuário), e pelas fábricas de outros artigos têxteis (58%) e de fiação (51%).

Em termos de distribuição física da indústria têxtil, verifica-se uma forte concentração em duas regiões: a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), com 44,7% do produto industrial gerado no Estado, seguida pela Região de Campinas, mais precisamente o pólo formado por Americana e por alguns municípios de seu entorno, com 37,1%.

As grandes empresas estão sempre em busca de melhor posicionamento na ponta do mercado, reforçando sua posição estratégica na cadeia produtiva.

Para tanto, é comum a prática de subcontratação das atividades de produção, sem prejuízo da eficácia de todo o processo. Com essa mudança no setor, verifica-se que empresas proprietárias de marcas muito bem posicionadas no mercado consumidor paulista e brasileiro, aproveitam as vantagens dos altos volumes de produção de empresas especializadas na fabricação de determinados artigos de vestuário e terceirizam sua produção.

Dessa forma, podem manter seu próprio foco na valorização da marca, na melhoria da distribuição e em outras atividades que não a fabricação dos produtos. Assim, algumas grandes empresas (como o Grupo Vicunha e a Santista Têxtil) fabricam, por exemplo, calças jeans para diversas marcas explorarem sua comercialização.

No que se refere à geração do produto industrial dentro do Estado de São Paulo, o setor de confecções representa cerca de 1% do total da indústria de transformação, sendo que o grupo de confecção de artigos do vestuário e acessórios responde por 90% do total paulista do setor de confecção.

Esse segmento da indústria apresenta elevada concentração nas duas áreas já mencionadas (Região Metropolitana de São Paulo e Região de Campinas) que, juntas, respondem por mais de 85% do produto gerado por essa atividade no Estado.

A RMSP, em especial, destaca-se por sediar mais de 65% das empresas, além de responder por 68% do pessoal ocupado no setor paulista.

 
Fonte:sebrae.com.br













Entenda o SPED – Sistema Público de Escrituração Digital e seu grande Nó

Sabemos que inúmeras são as obrigações acessórias que os contribuintes devem regularmente apresentar aos Fiscos da União, dos Estados e dos Municípios sob pena de prestação pecuniária na hipótese de descumprimento. Vale destacar que a inobservância de preceitos de lei que regem o sistema financeiro tributário, pode acarretar em sanção penal, entre as tipificações previstas nos crimes contra a ordem tributária.

Assim, cada dia mais, o contribuinte se vê a mercê dos Órgãos Públicos para atender às normas legais e administrativas que regulamentam as denominadas obrigações acessórias.

Neste contexto, instituído pelo Decreto n º 6.022, de 22 de janeiro de 2007, o projeto do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (PAC 2007-2010) e constitui-se em mais um avanço na informatização da relação entre o fisco e os contribuintes.

A Escrituração Contábil Digital (ECD) foi prevista inicialmente para os fatos ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2008 em relação às Empresas sujeitas ao acompanhamento econômico-tributário diferenciado, conforme Portaria RFB nº 11.211/2007 e aos optantes pelo lucro real (inciso I, art. 3º, IN RFB nº 787/2007); em relação aos fatos contábeis desde 1º de janeiro de 2009 para as demais Empresas sujeitas ao lucro real (inciso II, art. 3º, IN RFB nº 787/2007).

Vale destacar que há entendimento no sentido de que cooperativas estão dispensadas ao seu cumprimento, com fundamento na IN RFB n º 787/2007, que dispõe acerca de sua obrigatoriedade apenas para as sociedades empresárias.

O Sped Contábil capacita o Fisco em obter informações relevantes de todas as operações praticadas pelo contribuinte já que estão compreendidos os livros: Diário, Razão, Balancetes, Balanços, Fichas de Lançamento e auxiliares quando existirem.

Quanto à Escrituração Fiscal Digital (EFD) instituída pelo Convênio ICMS nº 143/2006, a sua obrigatoriedade é estabelecida a critério da unidade federada. O Protocolo ICMS nº 77/2008 traz em seus anexos a listagem das empresas que estão obrigadas à EFD, o Estado de São Paulo se encontra no anexo XXIII, sujeitando-se a atualizações por meio do Comunicado Deat.

Desde 1º de janeiro de 2009 há contribuintes sujeitos à EFD e a sua obrigatoriedade cresce. Muitos estarão obrigados a partir de 1º de janeiro de 2011, o que poderá ser confirmado, em relação aos contribuintes paulistas, através de consulta por meio de aplicativo disponibilizado pela Secretaria da Fazenda do Governo do Estado de São Paulo.

A EFD substitui a escrituração e impressão dos seguintes livros fiscais (cláusula 7ª, Convênio ICMS 143/2006): registro de entradas; registro de saídas; registro de inventário; registro de apuração do IPI e Registro de Apuração do ICMS.

Por fim, destacamos que em breve muitos serão os contribuintes sujeitos ao Sped do PIS e da COFINS.

A EFD- PIS/COFINS será utilizada pelas pessoas jurídicas de direito privado na escrituração das contribuições PIS/PASEP e COFINS, e nos regimes de apuração não cumulativo e/ou cumulativo, com base no conjunto de documentos e operações representativos das receitas auferidas, bem como dos créditos da não cumulatividade.

Os documentos e operações da escrituração representativos de receitas auferidas e de aquisições, custos, despesas e encargos incorridos, serão relacionadas no arquivo da EFD- PIS/COFINS em relação a cada estabelecimento da pessoa jurídica. A escrituração das contribuições sociais e dos créditos será efetuada de forma centralizada pelo estabelecimento matriz da pessoa jurídica.

Estão obrigadas a adotar a EFD-PIS/COFINS:

I) Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de abril de 2011, as pessoas jurídicas sujeitas a acompanhamento econômico-tributário diferenciado, nos termos da Portaria RFB nº 2.923, de 16 de dezembro de 2009, e sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no Lucro Real (redação alterada pela IN RFB nº 1.085/2010);

II) em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de julho de 2011, as demais pessoas jurídicas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no Lucro Real;

III) em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2012, as demais pessoas jurídicas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no Lucro Presumido ou Arbitrado; e

IV) fica facultada a entrega da EFD-PIS/COFINS às demais pessoas jurídicas não obrigadas, nos termos deste artigo, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de abril de 2011 (redação alterada pela IN RFB nº 1.085/2010).

A EFD-PIS/COFINS será transmitida mensalmente ao Sped até o 5º dia útil do 2º mês subsequente a que se refira a escrituração e a não apresentação no prazo fixado acarretará a aplicação de multa no valor de R$ 5.000,00 por mês-calendário ou fração.

Diante do exposto, conclui-se que em face das inúmeras obrigações dos contribuintes, as informações prestadas devem ser concisas, evitando-se divergências e visando ao não questionamento e/ou possíveis autuações fiscais.

Autora: Elaine C. Mendes Gomes Lucizano

O grande nó da escrituração fiscal digital

Fazer a escrituração fiscal em formato digital é simples. Complicado é ter as informações exigidas pelo Fisco. E, a partir de janeiro do ano que vem sua empresa já deve estar preparada para esta obrigação.

Qual é o grande nó da escrituração fiscal digital?

Toda mudança acarreta apreensão, incertezas e novas formas de trabalho. E, como a legislação fiscal muda muito e sempre, as empresas a todo momento modificam seus processos de trabalho.

Pois bem, agora é o momento de refletir sobre as mudanças que as empresas devem se preocupar em realizar para atender a obrigatoriedade da escrituração fiscal digital.

Tudo leva a crer que, a partir de janeiro de 2011, o Fisco estará exigindo de todas as empresas que pagam ICMs e IPI juntos, a apresentação da escrituração fiscal no formato digital.

E, apesar de ser um procedimento simples, as informações que devem conter nesta documentação – muitas vezes – não estão disponíveis nos sistemas de gestão das empresas. E, quais seriam estas informações? Cadastro de produtos, de clientes, de fornecedores e das operações.

Na experiência que adquiri nos anos que participei na construção do projeto com as empresas piloto ( as 40 maiores do país) percebi que não havia um caso igual ou parecido com outro.

Mesmo empresas do mesmo setor, por suas particularidades nos modelos de sua administração interna não tinham o mesmo tipo de problemas.

Você pode não acreditar, mas empresas que já estão obrigadas desde janeiro do ano passado, ainda não conseguiram gerar as informações pedidas para o fisco.

Um dos problemas, mas não o maior, é o volume de informações que são geradas de uma mesma operação. Para melhor entendimento, damos como exemplo os dados relativos à compra de produtos: quando os livros eram em papel informávamos somente o valor total da nota, bases de cálculo e os valores creditados de ICMS e IPI. Pois bem, no livro digital além desses dados são informados todos os itens que compõe essa nota fiscal: descrição do produto, NCM, valor unitário, descontos, os valores relativos as bases de cálculo e contribuição ao PIS e COFINS.

Em outras palavras: se mandávamos 100 informações sobre uma operação, hoje mandamos 1.000.

Mas onde está o grande nó?

Nas informações que as empresas “não sabem” que não tem, ou que não tem a qualidade requerida pela fiscalização.

Vamos fazer um teste: a sua lista de mercadorias, matéria-prima, por exemplo, contém os códigos de produtos do IPI? Na grande maioria das empresas não.

E, não tem porque os sistemas de gestão que utilizam não contemplam estes dados, que são para o Fisco, obrigatórios na escritura fiscal digital.

Então, o grande nó da questão escrituração fiscal digital está em cadastrar todos os seus produtos em seus sistemas, de forma a evitar multas e penalizações do Fisco.

Este processo exige esforços e é demorado. Existem empresas que já há dois anos estão obrigadas a fazer a EFD e não conseguiram devido a esta falha. Ou seja, o Fisco pede muito mais coisas que os sistemas têm a oferecer.

Fica, então, o nosso alerta: analise seu sistema e veja se ele dá conta desta nova obrigatoriedade fiscal e comece, agora, a cadastrar as informações de qualidade que o Fisco exige.

E, mesmo que em janeiro de 2011 o Fisco resolva postergar a data, você terá procedimentos fiscais digitalizados, seguros, com eliminação de papéis e ganhos excelentes de tempo e de dinheiro.

Como a adoção é inevitável, as empresas podem antecipar os estudos sobre a implantação, verificando a qualidades dos dados gerados por seus sistemas informáticos, bem como, regularizar o que for necessário.

Em minha opinião, do Projeto SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) que também inclui a Nota Fiscal Eletrônica NF-e e a ECD (Escrituração Contábil Digital), a Escrituração Fiscal Digital – EFD é o mais abrangente e complexo em volume e qualidade de informações. E esse volume tendo a crescer ao longo do tempo.

Um abraço,

Homero

Autor: Homero Rutkowski, diretor-presidente da Tupi Consultoria, representante do Conselho Federal de Contabilidade nos projetos de criação do SPED, colaborador da Comissão de Informática do CRC-SP e diretor da Associação das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (AESCON).

Fonte:ogerente.com.br
















sábado, 25 de dezembro de 2010

Setor de varejo têxtil brasileiro comemora os resultados de 2010

O setor de varejo têxtil encerra 2010 com resultados positivos. Segundo a ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), o número de lojas cresceu 13,7%, na comparação com 2009, passando de 1.553 estabelecimentos para 1.776.

O setor ainda apresentou alta de 8,8% no número de empregados, de 176.856 em 2009 para 192.358 pessoas em 2010.

"Este foi, sem dúvida, um excelente ano para o varejo de vestuário, em especial graças à recuperação do poder aquisitivo do salário mínimo e da oferta de crédito", afirma o presidente da associação, Sylvio Mandel.

Indústria

O crescimento do varejo têxtil também acentuou um problema já conhecido dos empresários da área: o fato de a indústria nacional não acompanhar o mesmo ritmo de expansão do varejo.

De acordo com a associação, é preocupante os fornecedores não conseguirem acompanhar o crescimento do varejo, que tende a continuar a crescer em 2011.

"O consumidor pesquisa e exige qualidade a preço competitivos", avaliam os representantes da ABVTEX. Eles acrescentam que, neste sentido, as empresas são obrigadas a importar e a adoção de barreiras à importação não resolve este problema, que é estrutural.

Pensando nesta situação, o presidente da entidade afirma que a defasagem entre a capacitação da indústria nacional e os volumes de demanda de mercado consumidor fez com que a ABVTEX, em parceria com as entidades representantes das indústrias, buscassem soluções sobre o assunto.

Este ano, a ABVTEX, a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) e o IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo) realizaram um encontro com o objetivo de estabelecer medidas que fortaleçam o setor têxtil. "Para 2011, vamos criar o Fórum Permanente de discussão para formatar uma agenda que incluirá ações a curto, médio e longo prazo, bem como identificar os problemas da produção e do varejo", finaliza Mandel.

*Os textos aqui apresentados são extraídos das fontes citadas em cada matéria, cabendo às fontes apresentadas o crédito pelas mesmas.


Fonte:sebrae-sc.com.br







sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A Metrologia no contexto da indústria têxtil.

Com a globalização dos mercados, torna-se imprescindível que a estrutura de avaliação da conformidade de cada país alcance reconhecimento junto aos fóruns internacionais competentes. Sem a "ferramenta" em questão, as empresas que desejam se voltar para o mercado externo vão encontrar dificuldades, pois se defrontarão com diferentes exigências em diferentes mercados.

O presente trabalho tem por objetivo divulgar e representar a história da metrologia ao longo da evolução da humanidade. Dando ênfase a importânciada metrologianos processos produtivos nas mais diversas áreas que buscam um aprimoramento em seus processos e qualidade nos seus produtos através de padronização.

Um breve histórico.

O ser humano primitivo já usava medições, porém sem precisão como: perto-longe, rápido-devagar, leve-pesado, claro-escuro, duro-macio, silêncio-barulho etc. Estas percepções eram individuais, com o passar do tempo, com experiências e a vida em comum, as sociedades desenvolveram uma base de comparação geralmente aceitas.

As unidades de medição primitivas estavam baseadas em partes do corpo humano, pois ficava fácil chegar-se a uma medida que podia ser verificada por qualquer pessoa. Foi assim que surgiram medidas padrão como a polegada, o palmo, o pé, a jarda, a braça e o passo.

Algumas dessas medidas-padrão continuam sendo empregadas até hoje. Alguns exemplos e suas equivalências

1 polegada = 2,54 cm

1 pé = 30,48 cm

1 jarda = 91,44 cm

O Antigo Testamento da Bíblia é um dos registros mais antigos da história da humanidade. Em Gênesis, lê-se que o Criador mandou Noé construir uma arca com dimensões muito específicas, medidas em côvados.

O côvado era uma medida-padrão da região onde morava Noé, e é equivalente a três palmos, aproximadamente, 66 cm.

Em geral, dessas unidades eram baseadas nas medidas do corpo do rei, sendo que tais padrões deveriam ser respeitados, por todas as pessoas que, naquele reino, fizessem as medições.

Posteriormente foram criadas grandezas utilizadas para medir que seriam usadas das mais diversas formas, facilitando as criações e execuções em todos os campos.

No transcurso dos anos, muitas mudanças aconteceram, um mercado a ser conquistado o avanço da tecnologia e consumidores mais exigentes, deram outro viés a forma de medir e sua utilização.

Etimologicamente é definida como a ciência da medição que abrange todos os aspectos teóricos e práticos relativos às medições, qualquer que seja a incerteza, e foram criadas para qualquer campo da ciência e da tecnologia.

Segundo Silva (2003), “metrologia é a ciência que abrange todos os aspectos teóricos e práticos relativos às medições, qualquer que seja a incerteza em qualquer campo da ciência ou tecnologia”. O mesmo autor afirma que é uma ferramenta fundamental no crescimento e nas inovações tecnológicas, promovendo a competitividade e criando um ambiente favorável ao desenvolvimento científico e industrial dos países.

Medir significa, de um modo geral, comparar uma grandeza desconhecida com outra uniforme e válida, da mesma espécie. Necessários para as relações econômicas e técnicas dos homens entre si, estes padrões de comparação são úteis tão somente na medida em que sejam utilizados de maneira generalizada e quando forem facilmente substituíveis.

Para executarmos uma medição, três condições são necessárias:

- A existência de um sistema numérico.

- A definição da grandeza da medida.

- Estabelecimento da unidade de base.

A confiabilidade das medições aumenta a credibilidade dos produtos desenvolvidos e permite melhorar os serviços a um mercado exigente. É um insumo indispensável ao desenvolvimento econômico e a redução das barreiras técnicas que hoje são obstáculos ao comércio internacional, reduzindo as possibilidades de expansão e livre concorrência.

Para conquistar o desenvolvimento e novas tecnologias, tudo deve ser bem planejado, pois envolve investimentos em recursos materiais e humanos significativos. Novamente citando Silva (2003), “a metrologia como elemento formador de cultura, da cidadania e da defesa dos direitos dos consumidores e do cidadão, deve ser explorada como um instrumento para esta incorporação”.

Sistema Internacional.

Em cada pais ou grupo de países eram criados seus sistemas de medidas. Em 1960 foi dado o nome de Sistema Internacional de Unidades (SI) ao sistema de unidades de base envolvendo, metro, quilograma, segundo, ampére, kelvin e candela. Era um sistema de unidades simples e único que podia ser reproduzido com exatidão em qualquer momento e lugar, através de meios disponíveis a qualquer pessoa.

Através do Decreto 81.621 de 03/05/78 são as seguintes as unidades de medida oficiais no país:

Grandeza Nome Símbolo

Comprimento metro m

Massa quilograma kg

Tempo segundo s

Intens.corrente elétrica ampére A

Temperatura termodinâmica kelvin K

Quantidade de substância mol mol

Intensidade luminosa candela cd

Fonte: Sistemas de Medidas e NormalizaçãoProf. Dr. João Candido Fernandes

Existem inúmeras formas e medidas, mas são reconhecidas e confiáveis se seu padrão esta dentro das normas do controle metrológico.

Controle metrológico é uma expressão usada para se referir ao controle efetuado com auxílio da metrologia legal dos instrumentos de medição são usados nas transações comerciais, na saúde, na segurança, na proteção ao consumidor e do ambiente, que por lei estão submetidos a esse controle.

Este controle resulta em desenvolvimento dos instrumentos, equipamentos, meios e sistemas de medição que se utilizam para medir, pesar e contar.

A metrologia vem desempenhando um papel central e básico para o desenvolvimento dos países que participam do movimento da globalização das economias. No nosso país, só acontecerá de forma efetiva, eficiente, confiável e economicamente viável se as organizações que participam do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro) se adaptarem as novas exigências, tanto no que competem ao desenvolvimento de novos instrumentos, métodos e procedimentos para efetuar as medições.

Quais as áreas da metrologia

Basicamente a metrologia esta dividida em três áreas:

- Metrologia cientifica que utiliza instrumentos laboratoriais, pesquisas e metodologias cientificas que tem por base padrões de medição nacionais e internacionais, para o alcance de altos níveis de qualidade metrológica.

- Metrologia industrial, cujos sistemas de medição controlam processos produtivos industriais e são responsáveis pela garantia da qualidade dos produtos acabados.

- A metrologia legal, que, controla e fiscaliza todos aquele instrumentos e medidas que estão relacionados com o consumidor.

Importância da calibração

Calibração - Comparação entre os valores indicados por um instrumento de medição e os indicados por um padrão (equipamento de classe superior).

A calibração dos equipamentos de medição é função importante para a qualidade no processo produtivo e deve ser uma atividade normal de produção que proporciona uma série de vantagens, tais como:

a) Garante a rastreabilidade das medições

b) Permite a confiança nos resultados medidos

c) Reduz a variação das especificações técnicas dos produtos

d) Previne defeitos

e) Compatibiliza as medições

Instrumentos delicados e precisos



Existem instrumentos delicados e precisos, apropriados para se medir dimensões bem pequenas. Por exemplo, o paquímetro e o micrometro. O paquímetro é adequado para se medir o diâmetro de uma agulha fina, o diâmetro de esferas de rolamento, profundidade de sulcos em peças de aparelhos que requerem alta precisão. O micrômetro é utilizado para medir espessuras de folhas, fios e diâmetros de tubos com alta precisão.

Distâncias

Para distâncias e objetos de dimensões ainda menores são necessários métodos indiretos de medida, como através de difração da luz, ou então microscópios especiais, devidamente calibrados. Já para distâncias muito grandes como, por exemplo, diâmetro da Lua, altura de uma montanha são utilizados métodos que usam relações simples de trigonometria ou então de triângulos semelhantes. Esse método é conhecido como triangulação.

Precisão necessária

Dependendo da precisão necessária a uma determinada medida é que escolhemos o aparelho mais adequado para efetuá-la. Tem que ser usado o conhecimento e o bom senso. Não tem sentido usar um aparelho de alta precisão para medir objetos nitidamente não-uniformes. Se o objeto a ser medido é muito menor que a menor divisão do instrumento usado, obviamente não se pode obter precisão alguma na medida.

Normas Técnicas

Segundo Prof. João Fernandesem sua obra Sistemas de Medidas e Normatização:

Em contraste com as normas "históricas" que devem seu crescimento mais ou menos ao acaso, entendemos a Norma, hoje em dia, como resultante de um trabalho de uniformização conduzido sob princípios firmes e estabelecidos para produzirem o efeito desejado, essencialmente nos ramos da fabricação de mercadorias e de sua distribuição.

Segundo o conceito da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Organização Internacinal de Padronização (ISO), InternationalElectrotechnicalCommission, normatizar é estabelecer regras ou leis de conformidade para atender exigências técnicas predeterminadas que permitam organizar atividades, visando contribuir para o desenvolvimento econômico e social.

O InstitutoNacional de Metrologia, Normalização e Qualidade disponível em http://www.Inmetro.gov.br/consumidor/produtos/esfigmo.asp garante que esta adaptação passa pelos “instrumentos de gestão necessários à coordenação de várias atividades envolvidas no processo metrológico, dando-lhes a rastreabilidade e a confiabilidade necessária para servir de lastro à credibilidade dos resultados das medições”.

Modernamente, os objetivos da normalização são:

- simplificação;

- intercambiabilidade;

- comunicação;

- adoção racional de símbolos e códigos;

- economia geral;

- segurança;

- defesa do consumidor

- eliminação de barreiras comerciais.

Atualmente existem muitas ferramentas que contribuem para medir com exatidão ou mais próximo possível, porém medir dentro de uma visão sistemática vai além da perfeição de uma peça é um processo que engloba e envolve todos os setores da empresa.

O papel da metrologia nas empresas

A metrologia garante a qualidade do produto final favorecendo as negociações pela confiança do cliente, sendo um diferenciador tecnológico e comercial para as empresas, reduz o consumo e o desperdício de matéria prima pela calibração de componentes e equipamentos, aumentando a produtividade. E ainda reduz a possibilidade de rejeição do produto, resguardando os princípios éticos e morais da empresa no atendimento das necessidades da sociedade em que esta inserida, evitando desgastes que podem comprometer sua imagem no mercado.

Segundo V Seminário de Metrologia no Rio de Janeiro (2007), Pedro Paulo Almeida diz que:O uso harmonioso da metrologia e da normalização conduzem, necessariamente, à redução dos custos associados à produção de bens e serviços, mediante a sistematização, racionalização e ordenação dos processos e das atividades produtivas, com a consequente economia para clientes e fornecedores.

É a inteligente aplicação desses instrumentos da Tecnologia Industrial Básica (TIB) que permite a redução do uso de padrões, testes e retestes e elimina a desnecessária diversidade de regulamentos, muitas vezes conflitantes, elaborados para produtos e serviços, por diferentes empresas, países ou consórcios de organizações nacionais ou internacionais.

A visita à empresa Viccina.

Nessa empresa trabalham essencialmente com o tamanho do objeto a ser medido, são necessários aparelhos ou métodos diferentes. Sabe-se que é possível medir com precisão adequada desde insetos pequenos até o diâmetro da Lua e dos planetas ou, então, distâncias entre dois sulcos de um disco a laser até a distância entre a Terra e a Lua.

As réguas, fitas métricas, trenas, são instrumentosadequados para medir a largura e o comprimento de uma folha de papel, o comprimento de uma saia e o tamanho de uma saia. Por isso esses são os instrumentos utilizados.

Com esses instrumentos são confeccionados os moldes (modelos) em papelão, que depois de serem utilizados várias vezes perdem a precisão das medidas, tendo que os refazer.

Segundo a gerente da empresa com a implantação do CAD isto não ocorrerá, já que a tecnologia oferece um suporte preciso de medidas sem desgastar com o manuseio.

Por isso percebe-se que as ferramentas tecnológicas dinamizam e qualificam a produção, isso somado a uma gestão que tenha uma visão de que todos os segmentos são indissociáveis, o sucesso e a qualidade dos produtos é uma certeza.

Conclusão

O presente artigo trás de forma bem clara a importância que a metrologia tem não apenas nos processos produtivos, mas também nas nossas vidas, garantindo-nos um padrão de vida mais elevado, estando ela presente em todos os bens de consumo existentes, presente em todos os processos produtivos nas mais diversas áreas.

Um país em franco desenvolvimento industrial comoo Brasil, cujo planejamento estratégico inclui dobrar as exportações em curto de tempo espaço de tempo e que se impõem surpreendentes desafios não pode prescindir de esforços tecnológicos ativos para o fortalecimento da normalização voluntária em metrologia, já que essa se constitui na mais legítima ferramenta de se sistematizar e racionalizar a produção, atuando, também, como instrumento de quebra das barreiras técnicas ao comércio externo internacional.


Fonte:oblogdaep.blogspot.com



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

"O mercado Têxtil Europeu tornou-se um mercado de todos. Isso criou concorrência desleal"

A indústria têxtil não foi respeitada no momento devido pelo poder central, era considerada uma indústria da gente do Norte, com salários baixos. Já perguntei a um Presidente da República se conhece alguma indústria que por ter salários altos triunfe, principalmente quando é exposta à concorrência da China. Se calhar, por termos salários baixos dentro da realidade que é a Europa, temos uma arma que nos vai permitir triunfar num futuro próximo, porque o esmagamento do mercado ocidental pela China não vai durar para sempre. Já temos industriais a dizer que alguns clientes europeus estão a regressar. Como era de esperar, são os mais exigentes em qualidade - não só de fabrico, mas quanto a entregas a tempo, design, moda, conselhos e assistência. Portugal e mais um ou dois países da Europa têm a melhor indústria têxtil do mundo.

Porque temos vergonha disso?

Tacanhez. Faz parte da tradição da intelligentsia central portuguesa ter vergonha de ter os melhores têxteis, a melhor indústria de calçado e de moldes. Esquecem--se que foi através do têxtil que se desenvolveu o trabalho em cadeia, que Adam Smith concebeu as suas teorias e fábricas, que se progrediu para a indústria automóvel em termos de método de fabrico. Não é por haver muita tecnologia que se triunfa na indústria, tendo pela frente China, Índia, Bangladesh e agora o Paquistão, que nos querem enfiar pela boca abaixo para satisfazer os interesses políticos de alguns dos colegas da União Europeia. Se é a tecnologia que nos ia salvar, porque é que o Silicon Valley da Califórnia se transferiu para a Índia? Quando se abre a porta à concorrência desleal de economias que não estão ao nível da nossa, arriscamo-nos a este tipo de situações. Devíamos ter pensado nisso antes.

Faltou mão-de-ferro à UE ?

Não temos verdadeiros estadistas. Qualquer pessoa com algum conhecimento da história da humanidade e de economia previa os efeitos do que se passou. A não ser que haja outra coisa, como interesses da grande distribuição e importadores, que se sobrepõem aos da indústria e que, para fazer fortunas, estão a provocar a liquidação da indústria de um continente - e nenhum país pode sobreviver sem indústria. Estiveram muito mal os governantes europeus. Cederam, foram fracos.

O grande desgaste deu-se a partir de 2005, com a liberalização total do comércio mundial?

A Europa de alguma forma desiludiu. De repente deixou de ser um mercado comum europeu para ser um mercado de todos. Temos estado sujeitos a um desgaste muito grande principalmente desde 2005, ano de adesão da China à Europa e não me engano quando digo adesão. A China beneficia em Portugal de todas as prerrogativas de um país europeu, sem os custos. Quando se importam produtos têxteis da China paga-se 7% de direitos aduaneiros; se enviarmos para lá alguma coisa pagamos 35%. Quem fez um acordo destes e porquê? Não é só no têxtil, todas as indústrias ligeiras estão a ter problemas.

Qual é o caminho a seguir?

Os diagnósticos estão feitos, faltam os remédios. Estamos em condições melhores de começar a recuperação antes de outros países. Em Portugal, o Estado podia ajudar, por exemplo, se o IRC das fábricas que têm lucros e os reinvestem na melhoria das capacidades de produção e distribuição só fosse cobrado quando houvesse distribuição de dividendos. As fábricas e os bancos estão descapitalizados. Temos de pensar que substituir as importações é tão bom como exportar. Portugal importa 70% dos alimentos que consome - antes da adesão à UE, importávamos 25% a 30%. É mais barato importar, mas pode ser que os portugueses tenham de optar por cenouras mais pequenas, portuguesas. Temos de meter na cabeça que o que é português deve ter prioridade, ou o que for realmente de origem europeia. Porque qualquer país, desde que a indústria em questão esteja devidamente certificada, pode aplicar a marca CE. Comprar produtos portugueses é salvar empregos. E isto tem de ser dito com coragem.

A indústria têxtil portuguesa acabará por se salvar?

Vai sobreviver, mas nunca mais teremos aquelas encomendas de milhões de peças, essas vão direitinhas para os países de mão-de--obra barata. Durante um tempo vamos continuar a ver empresas a fechar. Os clientes vão comprar menos. Em Portugal faremos as séries mais curtas, que exigem mais organização, tecnologia e a mesma qualidade que faz do nosso têxtil o melhor do mundo.


Fonte:netconsumo.com













Moda das praias brasileiras dita o padrão mundial

Quando a estilista Paola Robba, 48 anos, 22 deles à frente da Poko Pano, grife paulista de moda praia, fechou um contrato de exportação pela primeira vez, tinha apenas quatro meses de mercado e nenhuma experiência como empresária. "Eu me comprometi a enviar 700 peças para a Venezuela, quando produzia apenas 20 biquínis por dia", lembra. Duas décadas depois, as exportações fazem parte da rotina da empresa, que conta com mais de 500 pontos de venda no exterior, distribuídos por Portugal, Austrália, Estados Unidos, México e Moçambique. Lá fora as criações da estilista custam em média US$ 120 e são usadas por estrelas como Beyoncé.

"No início, para vender ao exterior era preciso fazer grandes modificações na modelagem, ampliar calcinhas e trabalhar os bojos", conta Paola. "Hoje, o estilo brasileiro está em alta e até as americanas querem usar os mesmos modelos que encontram nas areias paulistas e cariocas." Paola viaja com frequência ao exterior para conferir o posicionamento da marca Poko Pano e treinar a equipe para prestar consultoria na escolha do modelo ideal para cada tipo de corpo.

Segundo a empreendedora, um dos segredos da Poko Pano para fazer sucesso no exterior é manter sua personalidade, marcada por muita cor e variedade de formas, atendendo a diferentes tipos de corpos, independentemente da coleção. Para o próximo verão, serão 120 modelos com estampas que remetem à flora e à fauna do Brasil. Com a demanda aquecida no mercado interno, apenas 40% da produção de 120 mil peças/ano seguem para fora do Brasil. Os outros 60% abastecem mais de 400 pontos de venda espalhados pelo país, uma loja própria e uma franquia em Juqueí, litoral norte de São Paulo.

A Poko Pano faz parte de um seleto grupo de exportadores entre as 2.300 empresas especializadas em moda praia espalhadas pelo Brasil, que juntas produzem 274 milhões de peças por ano e movimentam negócios estimados em US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 2,7 bilhões), segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). O mercado interno é o principal canal de vendas da moda praia nacional, já que apenas 1% do que é produzido segue para o exterior, principalmente para os Estados Unidos, Portugal e Itália. Ocupamos a 22ª posição no ranking dos exportadores mundiais do setor, com um volume de negócios de US$ 13 milhões em 2009.

"O baixo percentual de exportações é reflexo direto do baixo investimento na fixação das marcas brasileiras no exterior e do tamanho e demanda do mercado interno", afirma Amnom Armoni, professor do MBA de marketing, gestão e estratégia em moda da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap). Segundo ele, o Brasil é reconhecido internacionalmente como ditador de tendências de moda no segmento, mas não usa esse trunfo a seu favor para valorizar as marcas no mercado exterior.

Na visão de Francisca de Aquino, coordenadora da carteira de têxtil e de confecção do Sebrae Nacional, as coleções de moda praia possuem cada vez mais valor agregado, apoiando-se em tecidos com tecnologia antibactericida e anticelulite, que secam mais rápido, com proteção contra os raios UV e até mesmo os que mudam de cor dependendo da exposição ao sol. "Os diferenciais não ficam mais por conta apenas da matéria prima, mas da adoção de traços da cultura nacional, como bordados e estampas inspiradas na cultura popular", afirma Francisca. "Todavia, com o crescimento do poder de consumo das classes C e D, o mercado interno tornou-se ainda maior e mais atraente, fazendo com que as pequenas confecções centralizem suas vendas no universo doméstico."

A teoria é confirmada na prática. Com três anos de mercado, a fabricante paulista de biquínis Areia Brancacomeçou suas atividades vendendo para o exterior. Das 8 mil peças produzidas por temporada, 70% seguiam para os Estados Unidos, França, Espanha, Israel e Japão. "Nossos produtos sempre foram muito bem recebidos nas feiras de Miami, Las Vegas e Paris, onde conquistamos clientes fiéis", afirma Fernando Masetti, 30 anos, sócio da Areia Branca. "Temos modelagem mais clássica, o que ajuda a vender no exterior." Disposto a apresentar um produto diferenciado com forte identidade visual, Masetti contou por um ano com a assessoria do Instituto Europeu de Design, que ajudou a marca a desenhar não só a logomarca, mas também as primeiras coleções e a acompanhar de perto a qualidade dos serviços oferecidos pelas oficinas terceirizadas, responsáveis pelo corte e montagem das peças.

Para o próximo verão, contudo, a maior parte da produção tende a ficar no mercado interno, onde a empresa já tem clientes em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. "A ideia é abrir no segundo semestre de 2011 uma loja própria na capital paulista para vender não só maiôs e biquínis, mas também objetos de decoração para casas de praia", revela o empresário. "A meta é crescer 70% no próximo ano e ampliar o faturamento que em 2010 deve fechar em R$ 1 milhão".

Se, na visão dos especialistas, o caminho para o segmento de moda praia fazer fama e negócios no exterior é valorizar o design brasileiro, a estilista Tatiana Hamada, 31 anos, formada em design de moda, já deu um passo à frente. Em sociedade com a amiga Yuka Nagayoshi, ela lançou em 2007, em Tóquio, a linha de biquínis Brasis Design. "Morei 13 anos no Japão e percebi que nenhuma confecção brasileira se preocupava em lançar biquínis com a cara do Brasil, mas adaptado ao perfil das japonesas", conta Tatiana. "A primeira coleção, inspirada em Florianópolis, apresentou modelos com sutiãs maiores e com suporte para bojo, um grande diferencial."

No início, eram 3 mil peças por temporada, agora são 5 mil totalmente produzidas no Brasil e comercializadas em 130 pontos de venda no Japão, entre eles a Isetan, uma das maiores cadeias de lojas de departamento do país. Os cerca de 30 modelos, vendidos a uma média de US$ 130 cada, abusam das cores, dos babados e das sobreposições, ingredientes apreciados pelas consumidoras japonesas. Com um faturamento anual de cerca de R$ 900 mil, a Brasis Design deverá expandir seus domínios em 2011. "Consolidada no Japão, a meta é ganhar espaço nas vitrines dos Estados Unidos e da Austrália", adianta a empresária.

 
Fonte:valoronline.com.br







O que fazer quando seu estilo de trabalho difere do da empresa?

Muitas vezes o profissional considera como uma questão de modo de trabalhar outros problemas que têm no ambiente profissional, mas que são de outra natureza.

O que fazer quando o seu estilo de trabalho não coincide com o da empresa onde você atua? Para responder a essa questão, é preciso primeiro saber se o problema que você aparenta ter é de fato uma questão de estilo, pois muitas vezes o profissional considera como uma questão de modo de trabalhar outros problemas que têm no ambiente profissional, mas que são de outra natureza.

"Eu, como profissional, devo sempre fazer uma autoanálise, entender meu perfil, saber quais são meus valores e analisar se o ambiente no qual eu estou inserido está de acordo ou não", afirma a consultora de Carreira da Career Center Claudia Monari.

Para ela, entender se os problemas advêm de uma questão de estilo de trabalho depende muito dessa análise. Por sua vez, a gerente da V2 Recursos Humanos, Andréa Kuzuyama, acredita que saber se o modo de trabalho de um profissional difere do da empresa depende de questões mais objetivas.

Perceber se consegue cumprir os prazos da organização, se tem dificuldades de relacionamento com colegas e líderes, se discorda da postura deles e dos valores da empresa já é um passo para notar que aquela vaga não é a sua cara. "Se existem características opostas, fica evidente essa diferença", diz Andréa.

"Tanto o profissional percebe como as pessoas que trabalham diretamente com ele têm facilidade de perceber, porque essa diferença tende a ser muito discrepante", afirma a gerente.

Claudia não acredita em um diagnóstico tão imediato. "Nem sempre é fácil perceber essas diferenças. Para isso, o profissional deve vivenciar as situações de dentro da empresa. Se ele se limitar apenas a fazer sua parte no trabalho e não conviver com as pessoas, vai ser difícil ler o ambiente", afirma.

Estilo ou emprego novo?

Trabalhar de uma maneira diferente daquela que a empresa exige pode ser uma questão de adaptação. Contudo, quando essa diferença é muito evidente pode acabar prejudicando a ascensão profissional do colaborador. "Quando isso acontece, dificilmente a pessoa consegue se manter na empresa ou ela acaba sendo desligada ou ela mesma por dificuldade de se adaptar acaba pedindo o desligamento", explica Andréa.

Claudia tem a mesma percepção. "Se ele não está totalmente adaptado ao ambiente, cedo ou tarde, ou a empresa ou o próprio profissional vai tomar a decisão de por um ponto final no contrato de trabalho e partir para uma outra oportunidade, mais adequada", considera.

Diante dos possíveis prejuízos, o que o profissional deve fazer: tentar se adaptar ao modo de trabalho da empresa ou mudar de emprego? Para Claudia, se o profissional perceber que mudar o estilo de trabalho pode fazer dele um colaborador melhor, a tentativa de mudança é válida.

O que não pode é forçar um perfil que não tem. "Caso essa mudança ultrapasse os valores e o próprio perfil desse profissional, é melhor que ele busque outras oportunidades", reforça a consultora. Andréa acredita em mudanças efetivas, mas concorda que elas não devem trazer prejuízos para o profissional.

Para ela, a questão de mudar de estilo ou de trabalho envolve uma vontade desse colaborador de efetivar essa mudança. "Eu acredito que o ser humano tem capacidade para mudar e se adaptar, mas, antes de tudo, ele precisa querer; ou deve buscar um emprego com a 'sua cara'", ressalta.

Hora da decisão

Escolher um outro estilo de trabalho ou sair da empresa é uma decisão que envolve um planejamento de carreira acertado. Para Andréa, o profissional precisa ter claro qual o objetivo de carreira e de vida dele. "Caso a mudança proposta seja em uma atividade transitória, que não tem a ver com os objetivos ou que vai contra os princípios, vale buscar uma outra oportunidade", acredita.

Fonte:administradores.com.br