Baixe grátis - Podcast Os 5 grandes erros cometidos por confecções de roupas

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A Dudalina muda de hábito e investe no varejo


Maior fabricante de camisas masculinas do Brasil, o grupo catarinense Dudalina decidiu entrar para valer no mercado de franquias. A decisão veio após a boa receptividade dos consumidores às seis lojas (cinco franqueadas e uma própria) abertas pela empresa de Blumenau em caráter experimental. Atualmente, suas três marcas, Dudalina (social), Individual (casual) e Base (esportiva) são vendidas em lojas de multimarcas de todo o País. Para formatar o novo nicho de mercado, a empresa contratou uma consultoria especializada, a Franchise Store, de São Paulo. A expectativa é chegar ao final do ano com 12 unidades. São focos da empresa os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e o Distrito Federal. "Estamos num processo de transformação, migrando da indústria para o varejo", diz Sônia Hess de Souza, presidente da Dudalina.


Desde que assumiu o comando da Dudalina, em 2003, Sônia vem moldando uma nova face para a empresa. Além da criação da rede de franquias, resolveu inovar no mix de produtos. Agora, além das camisas, conta com calças e malhas e, em breve, deve estrear no vestuário feminino, com camisas voltadas para executivas. Sônia é um dos 16 filhos da empresária Adelina Hess de Souza, fundadora da Dudalina, de quem herdou a vocação para o comando. Há 53 anos, dona Adelina, como era mais conhecida, começou a vender camisas que ela própria confeccionava e vendia nos arredores de Luiz Alves, município próximo a Blumenau, berço da empresa. Com o sucesso do negócio, a venda de secos e molhados, que dava o sustento à numerosa família, foi deixada de lado para dar lugar à primeira fábrica da Dudalina, cujo nome é resultado da junção do apelido do pai de Sônia com o nome da mãe. Até morrer e ser sucedida pela filha, dona Adelina era quem dava a última palavra na empresa.

Atualmente, a Dudalina possui quatro fábricas - além da de Luiz Alves, mantém unidades em Presidente Getúlio e Blumenau, em Santa Catarina, e em Terra Boa, no Paraná. Segundo Sônia, graças ao bom momento da economia, as vendas da Dudalina cresceram 25% nos primeiros cinco meses do ano, o que a levou a investir na ampliação das fábricas e na aquisição de quatro teares para a planta de Luis Alves, de onde sairá a produção de malhas. "Quero dominar a cadeia da fabricação de malhas, da produção ao varejo", diz Sônia. Com o aumento da demanda, a expectativa é encerrar o ano com uma receita de R$ 175 milhões.

Além da liderança no mercado doméstico, a Dudalina também é a maior exportadora de camisas masculinas do País. Cerca de 5% da produção mensal de 200 mil camisas seguem para o exterior, especialmente para o mercado latino-americano. "Essa participação chegou a ser de 15% das vendas, mas caiu em função da desvalorização do dólar", afirma Sônia. Outra fonte de receita da Dudalina são as camisas customizadas. A empresa é fornecedora de grifes como Brooksfield, Via Veneto, Daslu e Zara, entre outras, que respondem por 20% de sua produção.



Fonte:estadao.com.br

terça-feira, 29 de junho de 2010

Reinaldo Polito desmistifica mito: falar em público não é dom, é treino!


Veja entrevista exclusiva com um dos mais renomados especialistas em oratória do Brasil ao Portal Administradores e aprenda técnicas de apresentação

Não é toda pessoa que tem facilidade para se apresentar em público. Pode dar aquele "friozinho na barriga" ou um verdadeiro "branco" na hora de proferir o discurso. Tem aqueles que ficam tão vermelhos de vergonha que até parecem que vão explodir. Algumas vezes acontece também do apresentador olhar para o público e ver o semblante de desinteresse no rosto das pessoas que o assistem. Mas o que há de errado? É possível reverter essa situação? O que deve ser feito para melhorar a apresentação?


Em entrevista exclusiva ao www.administradores.com.com.br , Reinaldo Polito, um dos mais renomados especialistas em oratória do Brasil, além de professor, palestrante e escritor, nos conta que com bastante treino e vontade é possível sim reverter esse quadro de exposições ruins e fazer boas apresentações.


Para esse momento, Polito destaca o bom humor, o carisma e a expressão corporal como boas formas para conseguir seduzir a plateia. Veja a entrevista completa com Reinaldo Polito e as dicas que o especialista deixa na hora das apresentações.


1 - Podemos dizer que todo bom orador (palestrante) apresenta como característica carisma e bom humor em suas apresentações ou não há essa semelhança?


Sem dúvida um bom orador precisa ser carismático, bom contador de histórias e bem-humorado. Há exceções que até servem para confirmar a regra, mas, em quase todos os casos, esses são ingredientes fundamentais para o sucesso na comunicação.


Não conheço nenhum palestrante de agenda lotada que não possua essas qualidades oratórias. Cada um, a sua maneira, contam histórias, brincam com a plateia e seduzem os ouvintes com seu jeito de ser.

Embora o conteúdo seja importante, de nada adiantaria conhecer o assunto se não fossem esses ingredientes que projetam e marcam a imagem do orador.



2 - Entre as técnicas para falar em público, qual você apontaria como fundamental ou que não pode faltar em uma apresentação?


Além de ser bom contador de história e bem-humorado, as técnicas mais importantes para falar em público são a concatenação lógica do raciocínio, a naturalidade, a emoção, a voz, o vocabulário e a expressão corporal.


O orador precisa saber como iniciar, preparar, desenvolver e concluir de maneira correta suas apresentações. Deve usar a voz de forma adequada, com bom volume, boa dicção e alternar o volume da voz e a velocidade da fala para imprimir sempre um ritmo agradável e motivador. O vocabulário precisa ser apropriado às características dos ouvintes. A expressão corporal de qualidade é aquela que produz gestos que acompanham bem o ritmo e a cadência da fala, sem falta e sem exageros.



3 – O presidente dos Estados Unidos Barack Obama, é um forte exemplo de orador pela forma que consegue transmitir e contagiar as pessoas que ouvem seu discurso. Em sua opinião o que faz suas apresentações despertarem tanta atenção nas pessoas?


Barack Obama sabe como poucos adaptar a maneira de transmitir a mensagem de acordo com os anseios dos ouvintes. Esse entendimento que tem sobre as aspirações das pessoas e a capacidade de transmitir as informações levando em conta a circunstância que a cerca faz do presidente americano um orador excepcional.


Sempre elegante, usando a energia e a emoção na medida certa, com voz pausada e raciocínio lógico e bem estruturado é um orador que conquista e seduz as massas.



4 - Existe algum outro orador que você destacaria como importante nome que sabe se apresentar e lidar com tamanha facilidade e competência?




O presidente Lula também possui muita facilidade para transmitir a mensagem de acordo com as características das plateias. Sua popularidade impressionante se deve muito à sua capacidade de comunicação. Incluo também nessa lista de grandes oradores o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um dos mais competentes que já vi em ação. Entretanto, a grande novidade da oratória no Brasil nas últimas décadas é Roberto Jefferson. Depois que se projetou com seus discursos contundentes recebi inúmeros alunos pedindo para falar com a mesma qualidade e eloquência desse orador.



5 - Que dicas você daria para as pessoas que tem que se apresentar em público, mas tem vergonha, ou para aqueles que querem melhorar sua forma de se expressar diante de outras pessoas?




Para ficar mais segura diante do público a pessoa deve seguir as seguintes recomendações:


- conhecer o assunto com profundidade.

- saber como iniciar, preparar, desenvolver e concluir suas apresentações.

- praticar bastante – o máximo que puder.

- identificar as próprias qualidades de comunicação. Saber se é bem-humorado, se sabe contar histórias, se tem presença de espírito, bom vocabulário, boa voz, elegância com a postura etc.


Quanto mais se conhecer pelo lado positivo, mais segura será. Deve também investir para corrigir suas falhas. Um bom curso de expressão verbal e a leitura de livros sobre o assunto ajudam bastante.


Fonte:administradores.com.br

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O décimo terceiro jogador - Rafael Cervone Netto


O goleiro Barbosa, que tomou o fatídico gol do atacante Ghiggia, não foi o único culpado pela opinião pública e a imprensa pela derrota do Brasil para o Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950. O uniforme de nossa seleção também foi sumariamente julgado e condenado como um dos grandes responsáveis pela chamada “tragédia do Maracanã”. A sentença têxtil baseou-se no fato de a camisa branca, com golas azuis, “ser insuficientemente nacionalista”. À época, o jornal carioca Correio da Manhã decretou, em editorial, que o traje sofria de “falta de simbolismo moral e psicológico”.

O bom senso e a razão reparam a injustiça histórica, pois Barbosa não perdeu aquela copa sozinho e o uniforme branco, embora jamais utilizado novamente pela Seleção, não teve qualquer influência no resultado. Nos 60 anos desde aquele triste episódio do esporte nacional, o futebol evoluiu muito em termos de preparação física, conceitos táticos e materiais. Goleiros e atletas, como qualquer ser humano, continuam suscetíveis a eventuais falhas, mas os uniformes nunca mais poderão ser culpados. Mais do que isso, deixam de ser um item passivo do jogo como em 1950, tornando-se um dos fatores ativos para a performance física.

Sem dúvida, uma seleção que disputasse a Copa do Mundo de 2010 utilizando camisas e calções antigos levaria sensível desvantagem em relação aos times vestidos com peças dotadas das últimas tecnologias desenvolvidas pela indústria têxtil. Seus jogadores cansariam mais, ficariam mais desidratados e carregariam um peso extra em comparação aos oponentes. Os grandes avanços ocorridos nos tecidos possibilitam, por exemplo, que os uniformes atuais sejam muito mais leves, não concentrem suor e favoreçam a oxigenação da pele dos atletas.

Toda essa tecnologia faz com que os treinamentos intensos, alimentação correta e o bom preparo físico e técnico não sejam os únicos responsáveis pelo sucesso no esporte. O traje tecnicamente adequado também faz parte do conjunto de equipes e atletas vencedores. É como se fosse o 13º jogador num time de futebol (o 12º, claro, continua sendo a torcida!). Os chamados tecidos tecnológicos resultam de pesquisas realizadas pela indústria têxtil, como ocorre no Brasil, onde o setor é um dos mais avançados do mundo.

Os modernos materiais utilizados na produção de uniformes para equipes e esportistas de alta performance acabam beneficiando também os torcedores e os atletas amadores e de final de semana, pois os produtos esportivos colocados à disposição dos consumidores têm as mesmas características e peculiaridades. No Brasil, estima-se que somente a comercialização de camisetas das equipes tradicionais do futebol nacional cresça em média 30% e movimente mais de R$ 200 milhões por ano. Na Europa, há grandes clubes, como Barcelona, Real Madrid, Internacional de Milão, Arsenal, Chelsea e Manchester United, que movimentam, cada um, valores até maiores na venda de camisas.

Obviamente, os investimentos em pesquisa e inovação, muito fortes na indústria têxtil paulista, visam à produção de tecidos cada vez melhores para todo tipo de confecção. Assim, os 190 milhões de torcedores da Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo de 2010, vestidos ou não de amarelo, têm roupas muito mais aptas do que em 1950 para proporcionar conforto e bem-estar ante as reações orgânicas inerentes às fortes emoções do futebol...



*Rafael Cervone Netto é o presidente do Sinditêxtil-SP e presidente em exercício do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)


Fonte:ogirassol.com.br

domingo, 27 de junho de 2010

Ampliar rede de contatos é sinônimo de empregabilidade


A cada ano, o mercado de trabalho torna-se mais competitivo. Com as constantes transformações no meio organizacional, os profissionais devem utilizar diversos recursos e possuir flexibilidade na busca de um novo emprego, muitas vezes, em circunstâncias cada vez mais difíceis. Apesar de tantas alterações no cenário corporativo, quando o assunto é empregabilidade, uma prática se mantém forte e cada vez mais ganha força: o networking.

Manter e, principalmente, ampliar a rede de relacionamentos é uma ferramenta muito influente para qualquer um, independentemente da área de atuação. As opções de contato podem ser os ex-empregadores, colegas de trabalho, chefes, clientes, fornecedores, familiares, amigos e parceiros de estudo. Tudo depende da forma e do momento de tocar no assunto ‘emprego’. O profissional tem que ter dinamismo, possuir iniciativa, ser comunicativo e, de certa forma, persuasivo. A persistência e entusiasmo também são características imprescindíveis para quem se utiliza deste recurso, que pode pular diversas etapas em um processo seletivo.

Segundo a pesquisa “A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros” , realizada em 2009 pela Catho Online, o networking é a principal fonte de recrutamento para os respondentes: 44,5% obtiveram seus últimos empregos por meio de indicações de amigos. Os recrutadores também utilizam muito este meio de contratação, correspondendo a 28% da forma de contratação, de acordo com o estudo. Os dados apurados também mostram que as mulheres fazem menos networking na hora de conseguir um novo emprego do que os homens. 44,1% dos homens alegaram já terem utilizado este recurso, contra 36,5% das mulheres.

O networking aumenta a possibilidade de empregabilidade pois nele existe o contato direto com quem decide nas contratações. Quando há um processo em aberto, por uma indicação o candidato pode chegar à frente. Não significa que será contratado, mas conseguirá enxergar a oportunidade antes dos demais, porque mantém uma rede de contatos ativa no mercado. “Se quem fez a indicação não tem influência dentro de uma empresa, a recomendação não terá tanto poder. O que se sugere é buscar o contato direto com quem decide ou com quem faz os processos de recrutamento”, alerta Eduardo Bahi, consultor de carreira da Catho Consultoria. De acordo com Bahi, é necessário ter um pouco de cuidado e atenção, pois muitas vezes a pessoa que possivelmente faria a indicação, ou teria influência para tal, não ajuda na recolocação.

Uma boa comunicação é imprescindível para quem almeja uma nova posição no mercado. Quando o profissional vai buscar sua rede de contatos, não deve colocar pressão e responsabilidade em cima dessas pessoas, sejam ex-colegas de trabalho, amigos ou até familiares. Mônica Rizzatti, diretora de gestão de carreira da SeRHumano Consultoria, recomenda para que a pessoa não chegue requisitando diretamente uma recolocação. “A conversa deve ser transparente, dizendo que está fora do mercado de trabalho. Porém deve pedir de forma tranqüila e educada uma indicação de contato, um encaminhamento de seu currículo. Isso pode ser um diferencial entre candidatos que têm as mesmas qualificações”, aponta Mônica.

Outro estudo desenvolvido em 2009 pela Catho Online, intitulado “O Desempregado Brasileiro” , aponta que 76% dos respondentes já contataram amigos e conhecidos na tentativa de um novo emprego. Profissionais especializados (81,3%) e trainees/recém-formados (81%) são os que mais entram em contato amigos e conhecidos.

Os chamados encontros informais também podem ser boas oportunidades na prática do networking. Mas ter bom senso é requisito básico neste tipo de situação, pois se presume que o contato não esteja disponível para falar de negócios em qualquer momento. Em ambientes e situações que não são do âmbito corporativo, basta ter o cuidado de conduzir a conversa de maneira informal. Eduardo Bahi aconselha: “é muito indelicado chegar em uma roda de amigos e começar a pedir emprego para todo mundo. O aconselhável é trocar informações rápidas sobre a área de atuação, mercado de trabalho e apresentar um cartão de visitas, por exemplo, com o contato de telefone e e-mail”. Já Mônica Rizzatti exemplifica uma outra situação: “ligar para um amigo que está trabalhando e pedir diretamente uma recolocação é errado. Nesses momentos, deve haver a compreensão que a melhor atitude é enviar um e-mail, e monitorar esta mensagem”. Para a consultora, é uma situação que exige disciplina, persistência e que não produz resultados imediatos.

Internet e networking

De alguns anos para cá, a internet se tornou uma ferramenta poderosa na prática do networking, encurtando os caminhos entre os profissionais. Existem diversos fóruns e sites de networking empresarial que viabilizam discussões e promovem debates para aprofundar, difundir e trocar conhecimentos. Sem falar das emergentes redes sociais, como LinkedIn (mídia social focada no meio empresarial; os usuários registrados mantêm uma lista detalhada de contatos de pessoas e empresas que confiam) e Facebook (maior rede social do mundo, com mais de 400 milhões de inscritos), por exemplo.

“É comprovado que as pessoas que estão presentes em sites de relacionamento têm, em média, 200 amigos na rede. Pessoas atuantes em mídias sociais têm um alcance maior no mercado do que um profissional que está fora da web”, observa Bahi. Ainda para o consultor, com a procura cada vez maior das organizações dentro dessas mídias, tornou-se quase que obrigação possuir um perfil em sites de relacionamento.

Mas apesar da internet ser uma ótima maneira para manter-se atualizado sobre o que acontece na área de atuação e de manter e ampliar os contatos, a presença virtual nunca irá substituir a presença física.


Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 399ª Edição

Johannes Castellano: diretor de RH da Azul Linhas Aéreas Brasileiras


Johannes Castellano é diretor de RH da Azul - Linhas Aéreas Brasileiras, companhia de aviação comercial, que com apenas um ano e quatro meses de história atingiu, em abril deste ano, a marca de 3 milhões de clientes transportados, batendo mais um recorde mundial.

O executivo, formado em administração de empresas, fala nesta entrevista exclusiva sobre os principais desafios enfrentados pelo RH de uma companhia aérea e traz dicas importantes para motivar os colaboradores. Além disso, destaca os diferenciais da organização na prática de Gestão de Pessoas e conta os planos de expansão que a Azul está preparando para os próximos meses.

Boa leitura!

Conte-nos um pouco sobre o início de sua carreira em Recursos Humanos.

Comecei a trabalhar com recursos humanos em função da consultoria de desenvolvimento de sistemas, Embra Software, de que me tornei sócio em 1987. Lá, nós iniciamos um projeto que nos colocou em RH sobre o viés da área de informática. Por volta de 1995, criamos um setor de prestação de serviço dentro da empresa, focado em consultoria de RH na área de remuneração, que foi a minha primeira especialização, em seguida migramos para uma consultoria mais completa e finalmente para gestão empresarial. Foram 22 anos da minha vida profissional nesta consultoria como sócio, e de onde eu saí para ir direto para a Azul.

O que mais te atraiu na área de RH e quais são os maiores desafios para esses profissionais?

Eu não desenvolvi minha carreira toda na área de RH, comecei na área de sistemas, Tecnologia da Informação, cuidando basicamente da área comercial da empresa. Mas como o mercado que atendíamos era recursos humanos, acabei entrando nesta área. Estando dentro de RH percebi a existência de uma lacuna muito grande na formação dos profissionais da área em relação às diversas questões ligadas a negócios. Muitos gestores de RH não sabiam ler um balanço, desconheciam os fundamentos da contabilidade, gestão financeira, compras, e assim por diante. E na condição de sócio eu tive aoportunidade de enxergar tudo isso, então passamos a prestar um modelo de consultoria focada no desenvolvimento de Rh, buscando trazer todas as competências necessárias para o executivo navegar nas diferentes áreas da empresa, com especial atenção para a questão financeira e contábil. O fato de eu ter me desenvolvido e participado do startup de grandes companhias, como a GOL Linhas Aéreas e a Peugeot Citroen do Brasil, acabou me dando a visão, a competência e a formação necessária para o sucesso na Azul também.

Como se deu o seu ingresso na Azul?

Quando cheguei à Azul, há pouco mais de dois anos, o RH não existia, porque eu vim para 'abrir' a empresa. O fundador da companhia estava a procura de executivos, já que entendia que precisava de alguém na área de RH para ajudar nos processos de seleção e estabelecer as questões de remuneração, entre outras necessidades. Então, diante desta busca, alguém me indicou e após uma vez avaliação realizada por uma consultoria especializada, que fez uma pesquisa a meu respeito, finalmente fui abordado.

O meu primeiro interesse era vender nosso projeto de consultoria, já que havíamos apoiado a Gol, e lá tivemos a oportunidade de atuar fortemente em todos os subsistemas da área de RH. Ele entendeu, achou interessante, mas me fez uma proposta de emprego que, confesso, não me interessou na primeira vez. Então me foi apresentada uma segunda proposta bastante arrojada, e eu entendi que era irrecusável, e assim aceitei integrar o time executivo da companhia. Pedi licença da consultoria e já estou há dois anos como executivo em RH no desenvolvimento organizacional da Azul.

Como é o trabalho de um diretor de RH em uma empresa do segmento aéreo? Quais os principais desafios?

Hoje eu tenho dois grandes desafios na Azul. Um deles é a contratação de profissionais especializados na área, como por exemplo, comandantes e técnicos de manutenção. A gente precisa ter atrativos para profissionais que tenham competências suficientes, e para isso, devemos acrescentar uma formação adicional para que possam atuar. Então atrair, treinar e reter, sem dúvida nenhuma, são os principais desafios.

Outro ponto é a questão cultural. A empresa já tem 2100 funcionários, vamos contratar mais 1000 nos próximos seis meses. Então eu tenho pessoas das mais diversas empresas e culturas de mercado. É muita gente nova chegando em um curto espaço de tempo, portanto, ajudar esse grupo todo a ter uma única visão, concentrar nessas pessoas todos os nossos valores e cultura organizacional, e ainda crescer mantendo a unidade cultural da empresa, esse sim é outro enorme desafio que teremos de enfrentar.

Como é a visão de um RH ideal? Que cultura realmente alavanca a motivação e as habilidades dos funcionários?

Eu acho que algo que pode realmente destacar o Recursos Humanos é conseguir ajudar cada colaborador a enxergar com clareza uma relação de causa e efeito entre o seu trabalho e o resultado final dele para o negócio e para a empresa. Quando o RH consegue estabelecer isso, a organização fica muito mais forte e sólida, e as pessoas se sentem motivadas porque sabem exatamente o que estão fazendo e que tipo de consequência isso vai trazer.

O que a Azul proporciona para seus colaboradores em relação aos benefícios, condições de trabalho, bem-estar e qualidade de vida?

A Azul trabalha com públicos que têm necessidades diferentes, e para cada um deles a gente tem procurado atuar de forma específica. Quando se trata da tripulação de vôos, os comandantes, os co-pilotos e os comissários, que é um grupo especial, já que a maioria das empresas não tem esse tipo de mão de obra, a gente procura planejar a escala de trabalho de maneira mais inteligente. A regulamentação do aeronauta fala em oito folgas mensais, a Azul tem conseguido praticar uma media de onze folgas, mantendo a mesma produtividade. Então ele voa mais horas por dia, ainda respeitando os regulamentos, mas consegue com isso ter 3 ou até 4 folgas a mais. Isso parte de um dos nossos objetivos, que é proporcionar mais qualidade de vida por meio de uma escala inteligente.

Existem também programas de comunicação, como o “RH das bases”. As bases são os diversos aeroportos em que atuamos e os grandes departamentos de “Azulville”, que é a administração da companhia em São Paulo. Nós temos um profissional de RH em cada uma destas bases, e ele possui algumas tarefas e missões específicas, entre elas uma visita mensal àquela localidade, para conversar com cada um dos tripulantes ou colaboradores pessoalmente.

Temos outro programa chamado “Padrinhos da Base”, que são os diretores da companhia que têm uma base designada também, da qual ele é padrinho. Eu, por exemplo, sou padrinho da base de Fortaleza. Então, no mínimo uma vez a cada três meses eu vou até lá e trabalho um dia com eles, faço reuniões, apresento os resultados da companhia e ouço sugestões. Além disso, o padrinho faz contatos regulares com os gestores do local e oferece ajuda para resolver qualquer tipo de problema.

Então essa é a cultura que a gente procura trazer para a Azul, a cultura de serviços, em que a administração serve a operação, e não o contrário. Com isso, é possível trazer o lado mais humano para a empresa, que tem sido responsável pela manutenção de um ótimo ambiente de trabalho, em que pessoas sentem liberdade para se expressar, além de saber que são ouvidas e que suas ideias e opiniões são levadas em consideração.

Com uma carreira consolida e com tantas conquistas, ainda tem algo que não realizou?

Se tratando do ponto de vista profissional, eu me considero realizado, mas entendo que para me manter vivo eu tenho que continuar progredindo e buscando novos desafios. Vejo com muito entusiasmo o crescimento que vamos ter nesse segundo semestre e no ano que vem. A Azul tem dezoito meses de operação, e o que vamos fazer nos próximos dezoito meses é duas vezes mais do que já realizamos até hoje. Isso é altamente motivador. Nunca me envolvi em um projeto tão grandioso, de uma magnitude tão impactante, e isso é o que eu quero realizar. Desejo realmente apoiar a empresa e ajudá-la a crescer, além de fazer uma abertura de capital muito bem sucedida. Ver a organização consolidada no mercado e valorizada pelos acionistas é o que está me motivando e me enchendo de gás para este grande projeto que é o crescimento e consolidação da Azul.

Que recado você deixaria para os profissionais de RH?

Eu diria que quando o RH sabe falar a língua dos negócios, que é a língua do dinheiro, ele sabe vender os projetos de recursos humanos, porque consegue estabelecer para os financeiros, para o conselho e para o presidente da empresa uma relação de causa e efeito. Então, ele é capaz de fazer um “business case” que mostra exatamente o custo, o investimento, como que ele vai medir o retorno, qual o retorno previsto e porque a companhia deve esperar esse tipo de retorno e perseguir determinado resultado. Saber falar a língua dos profissionais que detêm o controle financeiro das empresas é essencial para ser bem sucedido. Eu vejo o RH desta forma, o profissional deve entender que gerir pessoas é gerir desempenho, e gerir desempenho é gerir os resultados da companhia.



Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 399ª Edição

sábado, 26 de junho de 2010

Qual o buraco negro da sua empresa?


Muitas empresas criam dezenas de metas para o ano que, na maioria das vezes, são mal definidas, ou mal interpretadas, e trazem um plano de ação desconhecido


Quero propor uma forma produtiva para ser realizada a gestão das suas metas corporativas. Classifico esse conceito de blackhole, ou buraco negro, traduzido para o português, remetendo a similaridades conceituais da sua definição astronômica. Explico essa relação de maneira muito simplista. Um buraco negro é uma região no espaço que contém uma enorme quantidade de massa concentrada que nenhum objeto consegue escapar de sua atração gravitacional. Ou seja, é uma área de tamanha intensidade de foco que tudo é "sugado" para esse ponto.


Mas, podemos definir este conceito como uma metodologia a ser aplicada dentro de uma empresa. Como? Podemos pensar que uma blackhole é a meta mais importante e fundamental da empresa, que guia a ação de todas as outras metas ou projetos. É basicamente o alvo de toda a estratégia que o empreendedor vai definir para que, assim, atinja o seu objetivo final.


Muitas empresas criam dezenas de metas para o ano que, na maioria das vezes, são mal definidas, ou mal interpretadas, e trazem um plano de ação desconhecido. Em metas, quanto menor o número almejado, maior a execução. O conceito de blackhole simplifica essa estratégia: uma meta principal que guia todas as outras.


Isso não significa que a sua empresa terá apenas uma meta, ela pode ter mais. Mas, é importante lembrar que todas elas devem ser complementares à meta mais importante da empresa, cuja esta será única e dará foco total aos colaboradores da organização. Podemos fazer uma analogia da imagem de um organograma: a blackhole estaria no nível mais alto e, abaixo dela, seriam desenvolvidas metas secundárias ou projetos de execução que ajudarão na realização do fim a que se dirigem as ações do grupo.


E como descobrir a principal meta? Você deve simplesmente entender que o principal objetivo de uma empresa com fins lucrativos é gerar lucro aos empreendedores ou acionistas. Isso significa que a meta blackhole deve estar sempre ligada a resultados financeiros de alguma forma. Se a meta mais importante da sua empresa não remete à finança, possivelmente ela é uma ONG (Organização Não Governamental) ou qualquer outro tipo de entidade sem fins lucrativos.


E qual os benefícios em aderir a este sistema? As empresas que adotam a estratégia blackhole, conquistam diversas vantagens. Primeiro, facilita a comunicação entre equipes, coordenadores e diretores referente ao objetivo da instituição, alinhando a equipe, evitando confusões e, com isso, as desculpas de desconhecimento da meta corporativa é finalizada. Outro acréscimo para a empresa é a facilidade de mensuração do progresso da meta e acompanhamento através dos projetos de suporte. Estes projetos são as tarefas de grande duração que serão executadas ao longo dos meses para apoiar a realização da meta mais importante. Se seguir boas práticas para gestão de projetos, as atividades terão mais controle e capacidade de gestão, o que muitas vezes não acontece na gestão de metas.


Pense sobre esse conceito, onde um objetivo maior atrai a realização de metas menores, assim como o blackhole. Converse com seus sócios e apresente a ideia à diretoria. Faça com que cada um se pergunte: qual o nosso buraco negro que merece todo o foco e energia? Que projetos ou submetas suportam a execução dessa meta? Experimente o processo e veja os resultados!


Fonte:administradores.com.br

Têxteis Americanos vão da China para Vietname, Cambodja e Bangladesh


A procura por custos de produção baixos é uma constante no modelo de negócio dos retalhistas americanos. Nem a deslocalização massiva da sua produção para fornecedores chineses parece ter sido suficiente. Agora, equacionam abandonar as fábricas daquele país, à procura de preços ainda mais baixos.


Alguns dos retalhistas de moda mais importantes dos EUA estão a equacionar a retirada das suas produções da República Popular da China. Segundo o Wall Street Journal, a anunciada saída de algumas empresas americanas do maior país do mundo em termos de população e de produção de têxteis e vestuário visa a continuidade da procura de preços baixos.

Esta notícia vem trazer um exemplo prático da ideia generalizada de que é sempre possível encontrar alguém a negociar por um preço mais baixo e surge como resposta ao aumento de preços que está a acontecer na China na sequência do desenvolvimento económico que este país tem vindo a conhecer.

Entre as hipóteses equacionadas pelos retalhistas norte-americanos aparecem países como o Vietname, o Cambodja e o Bangladesh, que conseguem oferecer custos laborais bastante inferiores àqueles encontrados actualmente no mercado de trabalho chinês. O único ponto que está a levar a que estas empresas pensem duas vezes é o previsível aumento dos custos logísticos e de transporte que esta “transferência” poderá acarretar.

Entre os retalhistas americanos que se encontram a ponderar esta deslocalização estão nomes bem conhecidos como Ann Taylor Stores Corp, Guess Inc e Coach Inc. Esta “deslocalização” para países produtores de têxteis e vestuário mais competitivos em termos de custos irá acontecer de forma faseada, não sendo expectável que se venha a verificar a transferência integral da produção que estas empresas actualmente contratam junto de empresa chinesas.

«Estamos a analisar a transferência da nossa produção para geografias de mais baixo custos, onde se incluem países como o Vietname e a Índia», revelou, ao jornal nova iorquino, Mike Devine, director financeiro da Coach. O retalhista de acessórios de moda de luxo já produz parte das suas colecções naqueles países, mas prevê aumentar a sua presença em ambos. Já para o director financeiro da Guess, os planos passam pela deslocalização para o Vietname, Cambodja e Indonésia, onde estão a tentar construir uma base de aprovisionamento sólida. As recentes subidas verificadas no salário mínimo chinês aumentaram os custos laborais naquele mercado entre os 5% e os 15%, segundo referiu Rick Darling, presidente da Li&Fung USA.

Apesar das vantagens obtidas com os menores custos laborais de países como o Bangladesh, a sua presença fora das principais rotas da marinha mercante levará a um aumento dos custos logísticos e de transportes associados. No caso do Vietname, os custos laborais reduzidos são prejudicados pela inexistência de produtores de matérias-primas e de tecidos, o que obrigará à importação desses componentes. Para o presidente da Li&Fung USA, «a única alternativa viável à China é a própria China». A sua empresa encontra-se, por isso, a procurar alternativas produtivas para os seus clientes em regiões chinesas onde os custos laborais permanecem relativamente baixos.

Fonte:portugaltextil.com

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Liderança é um talento nato ou desenvolvido


É uma questão que, ao longo dos anos, tem obcecado muitos estudiosos do conceito de liderança e é muitas vezes colocada em pauta por executivos em programas de desenvolvimento


Ou a pergunta sequer tem relevância?


As qualidades de um líder são natas ou adquiridas?


É uma questão que, ao longo dos anos, tem obcecado muitos estudiosos do conceito de liderança e é muitas vezes colocada em pauta por executivos em programas de desenvolvimento. Aqui está nossa resposta – é uma pergunta ruim, que gera respostas ruins.


A experiência de muitas décadas escrevendo sobre a liderança prova que esta é uma questão que não produz resposta satisfatória, principalmente para líderes aspirantes.


Compreensivelmente, a linha de pensamento adotada por educadores administrativos leva a crer que qualidades de liderança podem ser desenvolvidas, desde que haja características pessoais pertinentes, como inteligência e energia física. Mas o fato é que você não sabe exatamente com quais características nasceu até tentar arduamente expressá-las.


Então por que os executivos ainda debatem esta questão? Muitas vezes é para avaliar seu próprio potencial de liderança e, às vezes, para determinar o dos outros. No entanto, a pergunta "nata ou desenvolvida" não é apropriada para tais avaliações, pois faz com que executivos abordem os temas errados – como quais disposições são fixas e quais comportamentos são passíveis de mudança.


Na verdade, a questão pouco revela, pois não lida com um ponto chave: o tamanho da responsabilidade.

Qual nível de liderança que a pessoa aspira? Os mais altos níveis apresentam tarefas enormes, complexas e conflituosas. O ambiente, os limites e as regras se tornam menos definidas e, definitivamente, é a função do líder moldar as escolhas que surgem.


Além disso, quanto mais os executivos avançam como líderes, mais terão de lidar com pessoas de alto calibre que sabem muito bem como conseguir o que querem, que são difíceis de lidar, com gênio forte e que têm um acentuado apetite pelo poder.


Para os executivos que tentam avaliar seu potencial de liderança, propomos três questões críticas.


Questão 1: Até onde você quer ir?


Para chegar ao cargo mais alto e para cumprir suas obrigações, você deve, continuamente, tomar medidas que afetarão a renda e a vida dos outros. Você estará inserido em um contexto onde outras pessoas vão querer a sua posição ou estarão competindo com você para chegar ao cargo acima.


É fácil criticar a competência daqueles com responsabilidades maiores do que as nossas e é ainda mais fácil imaginar como faríamos melhor.


Muitos que aspiram à liderança sênior simplesmente subestimam o grau e o tipo de esforço necessário para assumir essas responsabilidades.


Um exercício útil: Olhe para as funções de seu chefe e pergunte-se, honestamente, se poderia fazê-lo tão bem, ou melhor. Em seguida, considere o líder no mais alto escalão – talvez o CEO – e descubra com quais assuntos esta pessoa lida todos os dias. Tente analisar a maneira como você passa seu tempo e, em seguida, o tempo, energia e recursos necessários para realizar os trabalhos do CEO. O que é preciso para se tornar CEO de sua empresa?


O que você tem que fazer, mas que, neste momento, ainda não pode, ou não gosta? Do que você gosta agora, mas teria de abrir mão?


Questão 2: Em que você está disposto a investir?


Aspirantes à liderança podem se iludir a respeito de seus pontos fortes e limitações. É difícil digerir o fato de que você tem limitações significativas, mas, se estiver determinado a ser líder, enfrentará escolhas difíceis sobre quanto esforço deve aplicar e em quais áreas – a fim de desenvolver as capacidades que permitem o exercício da responsabilidade extrema.


A liderança certamente exige inteligência nos negócios, habilidades técnicas e sensibilidades culturais, mas, acima de tudo, exige poder. Embora seja perturbador para algumas pessoas, a realidade brutal é que não importa o que faça, um líder deverá conquistar, exercer e manter o poder. Encontramos muitos com "grande potencial" que aspiram à alta liderança, mas como estão acostumados a receber recompensas por serem inteligentes e criativos, acabam deixando de lutar por ela.


Embora tenha conotação negativa para alguns, a sede pelo poder é uma condição necessária para alcançar posições de alta responsabilidade.


Haverá prazeres dos quais você deve desistir e, certamente, haverá implicações em sua vida pessoal – levantando questões não somente a respeito do "equilíbrio trabalho-vida pessoal" no curto prazo, mas sim de encontrar uma "mistura viável" a longo prazo.


E há convicções limitadoras que deverão ser superadas. Elas reduzem sua capacidade de enxergar as coisas como realmente são e impedem gerar novos comportamentos. Atuando como um líder, você tem de levar as pessoas onde nunca estiveram antes – em pensamento e ação – muitas vezes contra as vontades iniciais delas.


Até você soltar os ganchos que o amarram ao seu próprio passado, não conseguirá alcançar novas fronteiras.


Questão 3: Como vai manter isto?


Por várias décadas, você precisa de métodos para se manter motivado nos momentos em que não está sendo reconhecido e recompensado pelo seu desempenho – e também para lidar com críticas, resistências, retrocessos e aqueles que não gostam de você ou aquilo que está pedindo. A avaliação dos custos da liderança não é um evento único. Se você visualiza mais 10, 20 ou mesmo 30 anos de trabalho de liderança, então deverá encontrar métodos eficazes para manter a vitalidade física, a flexibilidade emocional e o alcance e frescor intelectual.


Enquanto realizam o árduo trabalho da liderança, muitos se tornam cada vez mais fechados e dependentes da própria conduta que lhes trouxe o sucesso. Portanto, periodicamente, executivos seniores devem pausar as atividades para rever onde estão investindo seu tempo e energia para assegurar que permaneçam capazes de gerar novos comportamentos para lidar com novos desafios.


Educadores administrativos podem ter razão quando dizem que se aprende a liderança. Mas em vez de se reconfortar na idéia de que você pode se desenvolver, você deve temer a quantidade de trabalho há no desenvolvimento de métodos para administrar situações inusitadas e circunstâncias extremas.


A questão mais importante da liderança não é se é "nata ou desenvolvida". As questões primordiais são: quais são os seus bens no momento e o que está disposto a fazer – ou sacrificar – para conquistar a posição mais alta possível da liderança?



Preston Bottger é professor de Leadership and General Management, no IMD. Ele leciona nos programas Leading the Global Enterprise (LGE), Orchestrating Winning Performance (OWP) e o Program for Executive Development (PED).



Fonte:administradores.com.br

terça-feira, 22 de junho de 2010

Barack Obama, Steve Jobs... Saiba como falar como um líder


Barack Obama, Steve Jobs... Saiba como falar como um líderPostado por Erivaldo Cavalcanti em 21
Veja dicas de como transformar sua apresentação em um poderoso instrumento de trabalho, transmitindo credibilidade e segurança em reuniões, entrevistas e palestras


Quem nunca reparou no poder de persuasão de algumas pessoas? Na forma como certos profissionais conseguem falar de maneira clara e objetiva ? A confiança, a clareza e o convencimento são elementos que não dependem apenas de conhecimento do conteúdo, mas também da uma boa postura, naturalidade entonação da voz, expressão corporal e emoção no que é transmitido.



Steve Jobs em sua apresentação do Iphone



Atualmente, quando se fala em apresentações de qualidade, um dos principais exemplos citados é o do Steve Jobs, fundador da Apple Computadores, que possui uma reconhecida capacidade de envolver e seduzir platéias. Ao transformar os lançamentos de produtos da Apple em eventos memoráveis, Jobs estabeleceu novos padrões de apresentação para o mundo empresarial.




Presidente dos EUA, Barack Obama


Outro grande nome que, indiscutivelmente, "sabe falar em público" é o de Barack Obama. Sua habilidade pôde ser vista, principalmente, no ano em que assumiu a presidência americana, no qual, conquistou admiradores em todo mundo, não só pelas suas atitudes e ideais, mas também pela forma que conseguia transmitir e contagiar as pessoas que ouviam seu discurso.


Apesar de diferentes em alguns pontos, as técnicas utilizadas por Steve Jobs e Barack Obama encantam plateias de todo o mundo e podem sim, ser aproveitados como excelentes aprendizados para todos aqueles que desejam ter apresentações bem-sucedidas e que, realmente, a platéia se interesse naquilo que está dizendo.


Steve Jobs: o revolucionário


"Jobs não vende produtos, mas sim experiências. Suas exposições são verdadeiros acontecimentos, nos quais ele transforma consumidores em entusiastas de sua marca". É assim que o norte-americano Carmine Gallo, um dos principais especialistas mundiais em técnicas de comunicação reconhece o talento do executivo. Para Gallo, o sucesso de Steve Jobs está em seu forte carisma moldado com a utilização de variadas técnicas, que abrangem desde a linguagem, a roupa, as palavras-chave, os conceitos e os suportes visuais escolhidos.




Carmine Gallo, autor do livro

"Faça como Steve Jobs"




Em entrevista exclusiva ao administradores.com.br, Carmine Gallo, que é o autor do livro Faça como Steve Jobs - e realize apresentações incríveis em qualquer situação, conta que Jobs não se tornou um orador excepcional do dia para a noite. "Steve Jobs tem 'carisma', fazendo suas apresentações parecerem que não há esforço. E você sabe como ele consegue? Pela prática. Muita e muita prática. Ele está trabalhando em seu ofício ao longo de décadas e, por isso, é tão eficiente no que faz".


O especialista Carmine Gallo diz que com a utilização de técnicas de apresentação e muito treino, qualquer pessoa pode conquistar seu público, seja qual for o objetivo. Ele cita algumas dicas para uma boa apresentação com o uso das técnicas usadas por Steve Jobs. "É interessante elaborar um roteiro de apresentação eficaz e acrescentar dramaticidade e ritmo às suas apresentações. Outra coisa é, caso utilizar algum programa de apresentação, usar mais imagens do que texto. Há muito pouco texto em uma apresentação de Steve Jobs. Além disso, é muito eficiente desenvolver uma descrição de uma frase para o seu produto ou serviço, ou seja, crie slogans curtos e impactantes. Quando ele introduziu o IPad no início deste ano, Jobs descreveu como um 'dispositivo mágico e revolucionário' Como você descreveria o seu produto no Twitter – uma mensagem de 140 caracteres ou menos? Esse é um bom exercício".




A arte de falar em público


Os especialistas explicam é que aprender como falar em público não é uma tarefa impossível. Essa é uma característica que pode ser trabalhada, com maior ou menor dificuldade, e ser dominada por qualquer um. Haverá sempre pessoas que são melhores do que outras, como em qualquer atividade, mas não é impossível para ninguém conseguir falar em público com desenvoltura.


Reinaldo Polito, um dos mais renomados palestrantes de oratórias no Brasil, revela que "um bom orador precisa ser carismático, bom contador de histórias e bem-humorado. Há exceções que até servem para confirmar a regra, mas, em quase todos os casos, esses são ingredientes fundamentais



Consultor de oratória

Reinaldo Polito



para o sucesso na comunicação". Para Polito, "embora o conteúdo seja importante, de nada adiantaria conhecer o assunto se não fossem esses ingredientes que projetam e marcam a imagem do orador".


Em reuniões de negócios, apresentações e prospects, o profissional com uma dicção limpa, objetiva e firme consegue passar a informação de forma mais clara, fazendo-se compreender com mais facilidade. As entrevistas de emprego, por exemplo, também exigem do candidato certa habilidade de saber se expressar. O entrevistado tem poucos minutos para demonstrar confiança, credibilidade, responsabilidade, entre outros atributos valorizados pelas empresas.


Edson Mazieiro, presidente do Clube da Voz, destaca que aperfeiçoar e melhorar o padrão de comunicação é essencial para o desenvolvimento de uma carreira profissional de sucesso. "Falar com clareza e objetividade não é sinônimo de falar alto ou gritar, significa passar firmeza, com calma, sem atropelar as palavras. Uma boa respiração é imprescindível nestes casos", afirma.


Barack Obama – liderança e comunicação eficiente


Destaque como exemplo de grande orador, o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é outro reconhecido nome que consegue em suas apresentações despertar muita atenção nas pessoas. Mas o que há de tão especial assim em seu discurso?


O consultor Reinaldo Polito ilustra que o presidente norte-americano, está sempre elegante, usando a energia e a emoção na medida certa, com voz pausada e raciocínio lógico e bem estruturado. "Barack Obama sabe como poucos adaptar a maneira de transmitir a mensagem de acordo com os anseios dos ouvintes. Esse entendimento que tem sobre as aspirações das pessoas e a capacidade de transmitir as informações levando em conta a circunstância que o cerca faz do presidente americano um orador excepcional".


O poder da voz


Assim como nos relacionamentos, é necessário conquistar. Falar com convicção e de forma envolvente é um caminho para ganhar a preferência do público-alvo, seja ele qual for. Para o especialista Edson Mazieiro, a voz é um importante instrumento para esse processo e saber transmitir a informação com coesão e clareza pode fazer a diferença até na conclusão de um negócio (veja dicas no quador abaixo).


"Enganam-se as pessoas que consideram a voz primordial em apenas algumas profissões, como radialista, operador de telemarketing e professor. Todos precisam entender e se fazer entendidos, logo, uma boa comunicação interpessoal pode trazer muitos ganhos para todas as áreas, seja dentro das empresas, em reuniões, entrevistas, palestras ou no dia-a-dia", completa Mazieiro.


Chamar atenção sem ser um bobão


Só que algumas pessoas confundem o conceito de "apresentar" com "aparecer". Às vezes, ser exagerado ou engraçadinho demais pode fazer surtir um efeito contrário na apresentação e torná-la um fracasso. Por isso, é importante medir as informações que podem agregar interesse à apresentação sem deixá-la banal ou uma piada.


O consultor Reinaldo Polito conta que apresentadores devem evitar exageros e excessos, e destaca algumas técnicas para falar em público fundamentais na hora da apresentação. "O orador precisa saber como iniciar, preparar, desenvolver e concluir de maneira correta suas apresentações. Deve usar a voz de forma adequada, com bom volume, boa dicção e alternar o volume da voz e a velocidade da fala para imprimir sempre um ritmo agradável e motivador. O vocabulário precisa ser apropriado às características dos ouvintes. A expressão corporal de qualidade é aquela que produz gestos que acompanham bem o ritmo e a cadência da fala, sem falta e sem exageros".


Desta maneira, é muito mais fácil conquistar a simpatia de quem está ouvindo e, consequentemente, vender serviços, produtos e ideias.


Veja alguns exercícios elaborados pelo Clube da Voz para exercitar a entonação e postulação da voz





■Para treinar a voz e melhorar a entonação, falando corretamente cada sílaba, coloque um lápis entre os lábios e fale palavras que contenham as letras R e L. Isso garantirá melhor fluidez na fala.

■Para tornar o discurso mais harmônico, um exercício é repetir diversas vezes as sílabas SI-FU-XI-PA, de forma pausada e respirando corretamente, ou emitir o som HUMMMM... até vibrar os lábios. Estes treinos auxiliam o locutor a manter sempre o mesmo tom durante a fala, melhorando a dicção.

■As pessoas que possuem a voz presa na garganta devem fazer o exercício de bocejar e suspirar repetidamente antes de falar em público. Este movimento abre o espaço entre a língua e a faringe, facilitando a saída da voz.

■Para aprimorar a flexibilidade dos órgãos da fala, estale a língua, rode-a na boca de um lado para o outro e eleve e abaixe a ponta da língua ou, com o objetivo de melhorar a articulação, emita com clareza as seguintes sílabas BA – BÉ – BÊ – BI – BÓ – BÔ – BU, e assim por diante, passando por todas as vogais e consoantes.

■A respiração também é essencial e deve ser exercitada. Portanto, encha os pulmões de ar, respirando sempre pelo nariz, até estender o diafragma – como se a barriga enchesse de ar. Com este movimento, a parte superior do tórax, onde estão localizados os pulmões, também inflará. Quando a respiração estiver em sua capacidade máxima, solte o ar calmamente, relaxando todo o corpo.

domingo, 20 de junho de 2010

Gente supostamente engraçada, briga no Twitter e disputa de egos transformam SPFW em circo


SÃO PAULO - O organizador da São Paulo Fashion Week (SPFW), Paulo Borges, completou 15 anos à frente do evento - e também do Fashion Rio desde o ano passado - comemorando um feito indiscutível: com seus 39 desfiles, centenas de profissionais envolvidos e cerca de 120 mil visitantes nesta edição primavera-verão 2010-11, a semana de moda de São Paulo é hoje o mais importante evento do setor no Brasil, ponto de partida para a movimentação de uma indústria que faturou, em 2009, US$ 47 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções.

A SPFW cresceu e apareceu, dizem os especialistas, pela visão de Borges e pela magnitude dos números de um segmento que mexe profundamente com os egos e os desejos de seus variados públicos. Mas é exatamente aí - na administração de egos - que reside a principal fraqueza da SPFW.

- Não há nada mais complicado do que administrar egos descontrolados num lugar onde todos se acham mais importantes que os outros. - diz a produtora Priscila Borgonovi, responsável pela comunicação de um dos lounges.

- Já fiz tanto inimigo que meu sonho é organizar um desfile na Avenida Paulista composto somente de primeira fila, ondo todos querem estar - diz a consultora de estilo Fabiana Kherlakian, sócia de Priscila.

Com poucas exceções, a semana de moda paulista se transformou num circo histérico onde importa mais glamourizar o meio do que elaborar a mensagem. Onde criadores se prestam a bate-bocas virtuais com gente desimportante por conta de críticas anônimas. E onde grifes se valem de subcelebridades - na passarela e na plateia - para chamar a atenção para coleções pouco inspiradas. Nada novo, mas tudo amplificado pelos alto-falantes da internet até ficar ensurdecedor.

Para se ter uma ideia, nos primeiros dias do evento, enquanto Gisele Bündchen não chegava, os dois assuntos que dominavam a imprensa especializada e os corredores da Bienal eram a presença da socialite Paris Hilton e uma inusitada discussão no Twitter envolvendo o estilista Alexandre Herchcovitch, o amigo Fabio Souza e um grupo de quatro parajornalistas autointitulado "Menino do Cafezin", um Twitter tolo e raso onde se liam análises dos desfiles tão elaboradas como "Não comento moda praia". A baixaria virtual impressiona por envolver um estilista talentoso que, ao menos em tese, deveria estar mais focado nos três desfiles sob seu comando (Rosa Chá e as linhas masculina e feminina que levam o seu nome).

"Toma um litro de vinagre, filho da p...", escreveu Herchcovitch depois que "Menino do Cafezin" tuitou "Achei Rosa Chá um pouco parecido com o inverno". "Não precisa ofender, nobre estilista. Se eu falasse bem você iria gostar?", replicou o grupo. "Nessa época todo boy quer ser o Dunga e todo gay quer ser a Érika!!!", disparou o estilista, referindo-se à editora de moda Érika Palomino.

Tirando a manifestação explícita de preconceito, Herchcovitch quase acertou o alvo. A popularização da semana de moda (e a glamourização da própria indústria) e das publicações especializadas, aliada à multiplicação de blogs sobre o tema na rede, acabaram criando um ambiente onde o jornalismo de moda se transformou em gritaria de frases de efeito. Vence quem chamar mais atenção. E onde a própria imprensa de moda lança mão de gente engraçada de fora do meio para guindar audiências de blogs, sites e publicações, transformando a semana numa pouco consistente stand-up comedy. Sem falar no compadrio entre patotas que torna o desfile de amigos "incrível" e o desfile de desconhecidos "repetitivo".

Em ensaio sobre a hipervalorização das artes em detrimento de ciências mais exatas, publicado no jornal "Folha de S. Paulo", o documentarista João Moreira Salles observa que o Brasil formou em 2008 1.114 físicos, 1.972 matemáticos e 2.066 profissionais de moda graduados em 128 cursos superiores espalhados pelo país. "Alimento o pesadelo de que, em alguns anos, os aviões não decolarão, mas todos nós seremos muito elegantes", escreveu Salles.

Paulo Borges anunciou um fim de ciclo e prometeu mudanças radicais no futuro.


Fonte:oglobo.globo.com/cultura

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Campeonato das marcas


Para além do orgulho nacional e da valorização profissional dos jogadores, o Campeonato do Mundo de Futebol é também um momento importante para as marcas de desporto, sobretudo as que fornecem os equipamentos de desporto. Adidas, Nike e Puma são as três principais concorrentes ao título de “marca mais vendida”.


Quatro anos é muito tempo no futebol, mas o momento em que o capitão francês Zinedine Zidane cabeceou um defesa italiano na final do Campeonato do Mundo no Estádio Olímpico de Berlim permaneceu muito tempo na memória. A questão é: quantos fãs se lembram da marca da camisola que estava a usar?

A Itália ganhou o Campeonato de 2006, mas apenas após Zidane – que estava a usar uma camisola da Adidas – ter sido expulso por um ataque sem precedentes ao italiano Marco Materazzi, que estava a usar uma camisola da Puma.

Da mesma forma, agora que começou o Campeonato do Mundo, não são apenas as selecções que estão a lutar por uma oportunidade. Tal como levam nos ombros as esperanças de uma nação, os jogadores têm também o logótipo de uma marca de artigos de desporto bem conhecida no peito. Para além de kits para fãs, a exposição massiva do Campeonato do Mundo representa a oportunidade de lançar novas chuteiras, chapéus, lenços e até fatos.

Os directores de marketing dispõem de grandes orçamentos para as campanhas na televisão, imprensa e publicidades nos estádios durante o ano do Campeonato Mundial. Ao mesmo tempo, as frágeis economias na Europa irão agradecer todos os dias se a sua selecção nacional sobreviver no torneio e o factor bem-estar se mantiver.

Que a batalha comece
A Adidas é o patrocinador oficial, fornecedor e licenciado para o Campeonato, significando que a Nike e a Puma têm de colocar os seus logótipos de forma mais estratégica. As três têm muito a ganhar com o evento.

Christopher Svezia, analista de artigos de desporto do Susquehanna Financial Group, afirmou que «o Campeonato do Mundo é um evento desportivo extremamente competitivo e a Nike tem sido agressiva na tentativa de chegar à liderança no futebol. É difícil especificar quem serão os vencedores e os derrotados. Embora a Adidas seja o patrocinador oficial e, por isso, tenha muita exposição, a Nike vai também investir numa presença significativa».

Das 32 equipas que se qualificaram para a fase final, 12 têm equipamentos da Adidas, 10 da Nike, sete da Puma e as restantes de marcas como a Brooks, Umbro, Joma e Pirma. É provável que o campeonato traga um aumento nas vendas de kits para fãs destas marcas, assim como tempo de exposição prolongado na televisão


Fonte:portugaltextil.com

Inditex na Liderança, Gap e H&M completam o Trio


Os três maiores retalhistas de moda do mundo iniciaram 2010 com resultados que deixam antever que a crise económica está a ficar para trás. Um sinal de recuperação do sector ou a força do modelo de negócio do triunvirato da moda mundial que a Inditex aparece a comandar?


Inditex, Gap e H&M são, por esta ordem, as três primeiras cadeias de retalho de moda a nível mundial. Os excelentes resultados apresentados por este trio no primeiro trimestre de 2010 não parecem acontecer num contexto de crise económica como o que vivemos actualmente e são lidos pelos analistas como um sinal de que a recuperação do sector estará para breve. A dúvida existente prende-se apenas sobre o impacto que os recentes acontecimentos ocorridos na Europa poderão ter nas contas dos próximos trimestres, particularmente no caso dos líderes europeus – Inditex e H&M.

Nos EUA, mercado no qual a Gap realiza a maior parte do seu volume de negócios, os sinais são bastante animadores. Em Abril passado, registou-se a sétima subida consecutiva do consumo no retalho, um resultado que surpreendeu ainda os analistas pela positiva.

As três maiores empresas de retalho de moda do mundo têm em comum, nas suas estratégias, a tentativa de redução da relação de dependência para com os seus mercados de origem. Enquanto que a Inditex aposta nos EUA e na Ásia para crescer, a Gap direcciona a sua aposta para o mercado europeu.

Durante os próximos dias, a H&M dará a conhecer os seus resultados relativos ao primeiro trimestre fiscal, que se desenvolve entre o dia 1 de Dezembro e o dia 31 de Maio. O mercado espera que a empresa sueca volte a registar o mesmo bom comportamento observado no primeiro trimestre, período no qual superou as expectativas de todos os analistas. De 1 de Dezembro a 28 de Fevereiro, a H&M atingiu um crescimento de 45% do seu resultado líquido, para perto dos 390 milhões de euros. A empresa explicou este crescimento com o aumento da sua superfície de venda e a melhoria do consumo nos mercados onde actua. Em termos de vendas, o volume de negócios expandiu-se 7% face a igual período do ano anterior.

A H&M é a empresa mais pequena dos três gigantes do retalho de moda mundial e contava com 1.992 lojas no final do primeiro trimestre do ano fiscal corrente. Esta posição do grupo sueco pode dever-se, em parte, à tipologia deste grupo que detém apenas uma cadeia com expressividade – a H&M, enquanto que a COS apresenta desenvolvimento muito limitado. A norte-americana Gap, por sua vez, conta com as insígnias Gap, Banana Republic e Old Navy, totalizando 3.085 lojas. Já a espanhola Inditex é a mais diversificada, com 8 marcas diferentes que somam um total de 4.705 pontos de venda.

No período em questão, a Inditex foi aquela que mais aumentou a sua rede de distribuição com a abertura de 98 estabelecimentos localizados em 29 países diferentes. Quanto à Gap, abriu 9 espaços e encerrou 19, seguindo dessa forma com o seu plano de redução de custos. A empresa norte-americana, que foi ultrapassada pela Inditex em termos de volume de vendas, aumentou os seus resultados líquidos em linha com o crescimento registado pela H&M. Os seus resultados líquidos subiram 40%, para os 302 milhões de euros. As vendas, por seu turno, aumentaram 5,4%, para os 2.662 milhões de euros.

No entanto, o modelo de negócio da Inditex demonstrou novamente ser o mais resistente e bem conseguido perante a conjuntura económica desfavorável. As vendas do grupo espanhol cresceram 14%, para os 2.665 milhões de euros. A eficiência da empresa detentora da Zara foi também impressionante, tendo o lucro líquido aumentado 63%, para os 301 milhões de euros. Um resultado que contrasta com a queda dos resultados líquidos verificada no primeiro trimestre de 2009.

Fonte:portugaltextil.com

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Gestão de Pessoas


Especial sobre demissão: veja dicas de especialistas sobre como tornar o desligamento menos traumático

O desligamento de um profissional é sempre uma decisão e um processo traumático dentro das empresas. Esta situação fica ainda mais delicada quando não há uma justa causa e a opção pela demissão foi realizada por uma questão estratégica. Entrevistada pelo Noticenter, a consultora Lise Chaves diz que este é um processo natural, que sempre vai acontecer, e que os profissionais precisam estar cientes disto – e quando líderes, preparados para esta situação.

O Noticenter preparou um material especial sobre o tema e você vê abaixo como tomar a decisão do desligamento, que tipo de ferramenta pode ser utilizada para minimizar a surpresa e os efeitos, como ter esta conversa decisiva e como lidar com a equipe.

DUAS GRANDES FORÇAS

Lise comenta que, em caso de demissão apenas por uma questão estratégica, há duas grandes forças que podem influir na decisão. A primeira delas é o desempenho da organização. “Se a companhia perdeu um grande negócio, tinha se programado para um volume de vendas que não foi efetivado ou o mercado não correspondeu às expectativas de um produto, o investimento realizado no corpo de profissionais pode perfeitamente não ter sido correspondido”, explica a consultora.

O segundo, e mais comum, é o desempenho das pessoas. “Se há uma grande dificuldade ou um grande problema no comportamento de algum profissional, começam a aparecer fortes motivos para que sele seja desligado, mesmo que sem nenhum grande fato. Seria mais fácil demitir se todas essas situações trouxessem um motivo forte como uma queda muito grande de produtividade ou a não adequação às metas”, destaca Lise. Ela complementa que, em alguns casos, é apenas a falta de identificação com a cultura organizacional da empresa ou desmotivação do profissional com a companhia. “O profissional pode não estar dando as entregas que a empresa espera dele”.

Para que esta decisão seja tomada e os argumentos para ela sejam convincentes para os próprios gestores, é importante que os funcionários sejam acompanhados de perto. “Quando se olha o desempenho de cada um de forma atenciosa, os problemas produtivos, técnicos e comportamentais se tornam mais evidentes e é possível decidir pelo desligamento do profissional que menos está ativo dentro da companhia”, diz Lise.

MONITORAMENTO CONSTANTE É O SEGREDO PARA EVITAR PROBLEMAS

Uma ferramenta simples pode ser utilizada para evitar surpresas na hora de demitir: o feedback. Técnica pouco utilizada pelas empresas, Lise aconselha que ela seja feita não de forma agendada e periódica, mas no dia-a-dia. “Ele deve ser feito de maneira continuada, até para que o funcionário perceba no que ele está pecando ou pode melhorar. Outros benefícios deste tipo de feedback são a resolução de problemas pontuais de forma rápida (para que as pessoas deslanchem) e para que o profissional perceba quando há uma falta de evolução no trabalho”, explica a consultora.

Entre os riscos que o feedback constante evita estão que, depois de seis meses sem nenhum tipo de acompanhamento ou resposta da empresa em relação ao seu trabalho, um funcionário seja demitido. “Ele tem todo o direito de pensar que está tudo bem se ninguém nunca disse o contrário”, afirma Lise. “O feedback é fundamental”.

A CONVERSA PROPRIAMENTE DITA

Decisão tomada, hora de comunicar ao profissional que ele será desligado. O momento é delicado e o primeiro cuidado é prestar atenção no timming para a conversa. “Se ele está com o filho doente, acaba de voltar de um atestado ou algo similar, é importante ter sensibilidade para não colocar mais este problema dentro da sua rotina. Vale segurar mais alguns dias para que a notícia seja recebida de forma mais tranqüila”, aconselha Lise. Segundo a consultora, este tipo de atitude mostra respeito da empresa com as pessoas.

Outro aspecto importante: um lugar reservado. “É desnecessário, desconfortável e deselegante falar de demissões de um funcionário com pessoas ouvido”, reafirma Lise.

O ideal é que, depois de chamar para a conversa, o gestor possa dizer “conforme já conversamos” ou “pelo que você já pode perceber das conversas que tivemos”. “Mas se a empresa não pratica o acompanhamento e o feedback, a conversa precisa começar de uma forma mais incisiva”, diz Lise.

O importante, segundo Lise, é ser objetivo. “Não adianta enrolar ou usar palavras que minimizem os efeitos. É preciso deixar claro que ele está sendo desligado, demitido”, diz ela. “Ele vai querer saber por que e esta resposta precisa estar pensada. Se o feedback foi feito, mesmo que de forma informal, vale retomar os projetos que não evoluíram, retornos que não foram dados, prazos e promessas que não foram cumpridos. Mesmo que não tenha sido, vale abordar os temas – e certamente o funcionário perguntará por que ele não foi avisado da situação”, complementa.

Ela aconselha que os líderes sejam claros, objetivos e firmes, mas que não esqueçam que é uma notícia difícil de ser ouvida e que precisa ser dada com calma.
Outra questão importante é que o funcionário tem o direito de perguntar quais são os próximos passos que ele deve tomar – ir ao departamento pessoal, perguntar sobre férias, fundo de garantia, planos de saúde.

Mais dicas você confere ao lado, no arquivo especial do Noticenter.

O STRESS DA EQUIPE: OUTRA PREOCUPAÇÃO

A conversa aconteceu, o funcionário sabe que será desligado e vai deixar a empresa. Independentemente da reação dele, é inevitável que ele saia da sala e vá buscar suas coisas e deixar sua mesa ou posto de trabalho. “A equipe vai saber muito rápido da situação. Neste caso, a pior coisa que se pode fazer é deixar os outros profissionais sem informações claras”, comenta Lise. “Isso gera um estresse e uma expectativa que, além de prejudicarem a vida pessoal e emocional dos funcionários, influi diretamente no clima organizacional e na produtividade”.

O que fazer nesta situação? “Minha sugestão é que se acompanhe o funcionário na retirada do seu material do local de trabalho, leve-o até o departamento pessoal e, assim que ele deixar o ambiente, reúna-se a equipe e diga o que aconteceu. Acho desnecessário que sejam explicitados os motivos”, afirma Lise. Ela destaca que o mais importante neste momento é tranqüilizar a todos no sentido de que as demissões param por ali.

“O primeiro pensamento é especular sobre quem é o próximo que será demitido. Se houver mais de um no mesmo setor, é importante que isso seja feito no mesmo dia, para evitar duas situações diferentes de estresse”, complementa.

Mostra têxtil prevê reunir até 15 mil varejistas


SÃO PAULO - Nas próximas semanas, o setor têxtil e de confecção prevê gerar negócios na casa dos R$ 20 milhões, entre os 120 fornecedores expositores e os estimados 15 mil varejistas que participarão do 39º Encontro da Moda, feira que acontece no Pavilhão Verde do Expo Center Norte, na capital, entre os dias 21 a 24 deste mês. A previsão é de Carlos Vaintraub, diretor de Negócios da SV Eventos, empresa organizadora do encontro. Em 2009, a feira movimentou R$ 15 milhões em vendas diretas e indiretas de aproximadamente 100 expositores e 10 mil compradores participantes.

Depois da reformulação de sua estratégia comercial, segundo Sarah Vaintraub, idealizadora do evento e coordenadora do Comitê de Moda Feminina da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), a expectativa este ano é aumentar em mais 20% a receita bruta, em negócios gerados pelo menos nos quatro meses posteriores ao evento. Ela informou que tal crescimento é proveniente da comercialização de material para a produção de pelo menos 120 dias de abastecimento do segmento de varejo em confecção nacional.

Visão

As previsões também estão otimistas do lado das empresas expositoras do encontro. A Cia da Moda, por exemplo, empresa de confecção mineira com sede em Belo Horizonte, participa pelo 15º ano consecutivo do encontro e com esta edição prevê gerar receita na casa dos R$ 600 mil, quase 35% a mais se comparada ao faturamento de R$ 450 mil dos negócios gerados na feira do ano passado e nos quatro meses posteriores ao evento.

Quando a empresa começou a participar do encontro, segundo Maria Aparecida Lacerda, sócia da Cia da Moda, o faturamento ainda era muito baixo. Ela conta que há 25 anos, quando resolveu investir no ramo, a confecção estava praticamente falida e sem muitas perspectivas de crescimento. "Depois da implantação de um planejamento estratégico de negócio, em 2009, chegamos a um resultado de faturamento de R$ 3 milhões, além de aumentarmos o porte da empresa para médio", comemora a empresária, prevendo um aumento de 20% em 2010.

Ela atribui o crescimento também à participação no Encontro da Moda, pois, desde o início, a empresa compôs uma carteira de mais de 600 clientes, à qual no ano passado acrescentou mais 100 clientes, além de abrir oportunidades de exportação com compradores da Europa, dos EUA, do Canadá e da África do Sul. "Este ano, estimamos obter entre 120 e 150 novos clientes, além de aumentarmos nossa produção em 40% no abastecimento nacional e 15% para exportação", finaliza.

Motivação

Passados os eventos de moda conceituais de passarela, considerados importantes vitrines do setor têxtil e de confecção do País, como o Fashion Rio 2010, que aconteceu de cinco a 10 deste mês no Rio de Janeiro, e a São Paulo Fashion Week (SPFW), realizado na capital paulista entre nove e 14 últimos, é hora de o setor apresentar e comercializar suas coleções de verão ao segmento varejista.

O 39º Encontro da Moda traz lançamentos não só para o segmento feminino, como outros da cadeia têxtil e de confecção, além de jeanswear, tecelagem e fiação. Centenas de coleções de verão da moda brasileira virão de expositores confeccionistas de oito estados brasileiros (SP, MG, RJ, GO, ES, RS, PR e CE), que apresentarão seus catálogos e lançamentos a varejistas de todo o Brasil, assim como a compradores de Europa, EUA e países da América Latina.

A CoopNatural, uma cooperativa da Paraíba de produtores de tecido feito com algodão orgânico, e que, com o apoio do Sebrae- PB, aderiu ao sistema de franquia com a marca Natural Fashion, produziu, em 2008, 42 toneladas de confecção e estreia sua participação no encontro com perspectivas bem otimistas, segundo Maysa Motta Gadelha, sua presidente. Ela conta que o faturamento daquele ano foi de R$ 2,2 milhões e que em 2009 só não alcançou a meta de R$ 2,9 milhões devido à forte incidência de chuvas. "Mesmo assim, tivemos um aumento significativo da produção, que ficou em 60 toneladas, e registramos um faturamento de R$ 2,6 milhões." Como esta é a primeira vez que está na feira, Maysa prefere não arriscar previsões de negócios.

Parcerias

Por meio de parcerias entre as entidades Fiec, Sebrae-CE, Projeto Polo Moda, Sindtêxtil, Sindiconfecções no Ceará, o Encontro da Moda receberá nesta edição expositores especializados em moda feminina, acessórios e jeanswear. Para os apoiadores, o evento representa uma oportunidade ímpar de aumentar a carteira de clientes das marcas locais. "O Ceará, por exemplo, possui indústrias que produzem peças com qualidade primorosa a que muitas vezes agregam a beleza do artesanato local. O que falta para essas empresas é a oportunidade de se mostrar e, dessa forma, alcançar o reconhecimento nacional", diz Diva Mercedes, coordenadora de Projetos Têxteis e de Confecção do Sebrae-CE

Conforme a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), a produção de têxteis e de confecções cresceu mais de 12% no primeiro quadrimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2009. Mais de 90% da produção são voltados ao mercado interno. A expectativa é ampliar 4% a produção de têxteis e 3,7% a confecção neste ano. Comparando-se com 2009, foram ampliadas para 6% (têxteis) e 5,7% (confecção). Segundo a Abit, o faturamento da cadeia têxtil e do vestuário deve atingir US$ 51 bilhões em 2010.

Setor têxtil e de confecção vê gerar R$ 20 milhões entre 120 expositores e os estimados 15 mil varejistas que participarão do 39º Encontro da Moda, no Expo Center Norte, na capital.

Fonte:dci.com.br

Roupa térmica é arma da seleção contra sensação de -5ºC na estreia


Jogadores terão roupa especial à disposição. Segundo meteorologista sul-africano, ventos podem chegar a 55 quilômetros por hora


(Foto: Reuters)
A Copa do Mundo começa para a seleção brasileira nesta terça-feira, às 20h30m (15h30m de Brasília), contra a Coreia do Norte, no estádio Ellis Park, em Joanesburgo. Nesse mesmo dia começa também uma “briga” contra o frio sul-africano nessa época. Mas a equipe está preparada contra esse “inimigo”.

O principal aliado nesse caso serão os uniformes térmicos. Confeccionadas especialmente nas mesmas cores das camisas e calções, por determinação da Fifa, as roupas contra o frio têm vários modelos e funções. Na parte de cima há dois tipos de tecidos e três tipos de mangas.

- Nossa linha tem um tecido mais fino, para meia estação, e outro modelo mais grosso, para invernos rigorosos. O jogador é que escolhe na hora qual ele quer, com qual ele se sente melhor. Há também o estilo regata, mangas curtas e mangas longas – explicou Lucas Maniezo, gerente de esportes e marketing da Nike.

Por baixo do calção, os jogadores da seleção brasileira também vão usar uma proteção contra o frio. Ou melhor, uma proteção também contra as faltas dos adversários. Além do modelo mais simples de bermuda térmica, há uma com espuma ao lado para facilitar na hora de um carrinho e outra mais elaborada, com proteção ao lado e atrás, locais onde os jogadores mais sofrem pancadas.

A previsão do tempo para o horário do jogo da seleção brasileira, em Joanesburgo, é de mínima de -2ºC, por conta da chegada de uma frente fria à cidade. Mas a sensação térmica, segundo o meteorologista Siubonga Mthethee, pode chegar a -5º C, por conta dos ventos a 55 quilômetros por hora.

Vitamina contra o inverno
A proteção da seleção brasileira contra o frio sul-africano não é feita apenas pela distribuidora de material esportivo. A comissão médica também tem seu papel.

- Desde que iniciamos o trabalho lá no Paraná os jogadores já começaram a ser protegidos com um complexo vitamínico. Então não acredito que a baixa temperatura vai ser um problema. Até pela experiência que a gente teve no ano passado na Copa das Confederações – declarou o médico José Luiz Runco.

Desde que iniciamos o trabalho lá no Paraná os jogadores já começaram a ser protegidos com um complexo vitamínico"
Runco
Depois do reconhecimento do gramado do estádio Ellis Park, Thiago Silva, que por conta do frio russo pegou uma tuberculose que o manteve internado por quatro meses, também acredita que a baixa temperatura não vá atrapalhar o Brasil.

- A temperatura é um pouco fria, mas acredito que estamos nos acostumando. Passei um momento muito difícil da minha carreira por causa do frio. Mas a prova de que nunca desanimei está aí. Dei a volta por cima e agora estou em uma Copa do Mundo – finalizou o zagueiro do time de Dunga.

No ano passado, durante a Copa das Confederações na África do Sul, o frio fez uma vítima: Luis Fabiano. O jogador teve febre e chegou a perder treinamento.

Fonte:globoesporte.globo.com

Ambiente corporativo desagradável pode custar caro aos cofres das empresas


Comunicação ineficaz entre equipes e informações distorcidas prejudicam projetos e desempenho de colaboradores


É senso comum que um ambiente corporativo saudável sempre foi caracterizado como um dos alicerces para o sucesso de uma empresa. Bons relacionamentos, ambiente agradável e comunicação clara e transparente entre equipes favorecem o entendimento do trabalho a ser feito e o papel de cada um, elevando a confiança entre os profissionais envolvidos e gerando o tão sonhado comprometimento que os gestores e empresas almejam para a busca incessante de resultados.


Tais valores (entendimento, confiança e comprometimento) podem representar o diferencial necessário na hora de ganhar ou reter clientes, seja qual for o segmento que a organização atue. Entretanto, buscar estes valores e qualidades não é atributo dos mais fáceis quando retirados do papel e implantados no dia a dia dos colaboradores.


Recente pesquisa realizada pela sexta edição do Estudo de Benchmarking em Gestão de Projetos, desenvolvida pelo Project Management Institute Brasil (PMI), revela que em 76% das empresas participantes do estudo o problema com a comunicação é o principal motivo pelo fracasso dos projetos. Além disso, em 46% destes projetos o investimento variou entre R$ 1 e R$ 10 milhões. Ou seja, a falta de comunicação entre equipes pode se tornar – e muito – custosa aos cofres das empresas.


Para Tatsumi Roberto Ebina, sócio-diretor e fundador da Muttare, consultoria de gestão, "a soma das diferenças deve contribuir para o êxito de uma equipe de trabalho. É preciso confiar no profissional que atua ao lado. Sendo assim, o mesmo também confiará em você. Isso irá gerar um retorno significante na soma dos fatores". Portanto, o problema principal não é caracterizado pela comunicação e sim pela falta de confiança nas relações. Para muitos empresários e executivos, a pergunta que fica é: Por que falta confiança?


Ebina destaca que "em muitas empresas, o que inibe o profissional é o medo de errar. Esta sensação prejudica as organizações. Quem consegue fornecer respostas corretas e de forma rápida, ainda mais no cenário acirrado que vivemos, diferenciando-se de seus concorrentes? E mais, pensem por que será que as pessoas têm medo de errar? Ainda bem que bons exemplos existem. Grandes empresas, referências em seus segmentos, como Google e Dell, fornecem aos seus colaboradores poder de decisões e autonomia de trabalho, motivando-os ainda mais na busca de resultados expressivos às empresas".


O consultor salienta que nestas empresas o modelo de gestão adotado permite ao funcionário tal liberdade. Mas, por outro lado, exige da mesma forma do profissional o desempenho esperado. "A gestão descentralizada, acima de tudo, valoriza a principal ferramenta de trabalho dentro das organizações: o colaborador. Sendo assim, assegura que as dificuldades de todos sejam supridas, e torne-os mais comprometidos com o trabalho. Com profissionais mais motivados e melhor preparados, as empresas terão em seus projetos, sejam quais forem, menores problemas de comunicação nas equipes e melhores resultados. Isso tornará em verdadeiros investimentos, e não gastos desnecessários, o valor despejado para a realização dos projetos".


Fonte:administradores.com.br

terça-feira, 15 de junho de 2010

O que tem mais valor: inventar, imitar ou inovar?


Especialistas comentam sobre as implicações que cada uma dessas três formas interfere na evolução do mercado e no dia a dia do consumidor.


Você sabia que volta e meia as imitações benfeitas superam as invenções?


A empresa de restaurantes White Castle foi à primeira organizar o segmento de fast foods, mas um tempo depois, a rede MCDonald's copiou a idéia, melhorou o serviço e se transformou em uma das principais multinacionais do mundo. O Diners Club, por exemplo, foi o primeiro a disponibilizar cartões de créditos, mas foi superada pelos "imitadores" do segmento Visa, Mastercard e American Express.


Até o próprio Ipod da Apple é uma versão melhorada do aparelho Saehan Mpman, que não fez muito sucesso no mercado, mas trouxe o formato de mais capacidade nos MP3 já existentes.


Em todos os setores, nota-se a existência cada vez maior no número de empresas que oferecem serviços ou produtos semelhantes ao consumidor. Nesse aspecto, é evidente que a competitividade entre as organizações está em uma verdadeira crescente, por isso as empresas que procuram e oferecem algum diferencial ao seu cliente aparecem na dianteira de seus concorrentes. Mas o que significa esse diferencial? É inventar algo, aperfeiçoar uma invenção já existente (inovar), ou copiar um produto e fazer pequenos ajustes?


Pontos de vista


Um estudo realizado pelo professor Oded Shenkar, da instituição Fisher College Business nos EUA, sobre o impacto de invenções em modelos de negócios e suas imitações posteriores revelou que as imitações são importantes fontes de avanço para a evolução dos produtos. No estudo foi revelado que 97,8% do valor gerado por invenções vão para os "imitadores".

Mas o que seriam exatamente essas imitações?


Em entrevista à revista Harvard Business Review, o professor Shekar fala que a boa imitação é aquela que agrega novos valores à invenção. São aquelas pessoas que vêem algo já existente e conseguem transformar aquele produto ou serviço em algo ainda melhor.


"O problema é que muitos imitadores se deixam seduzir pelos elementos visíveis de uma invenção e não copiam aquilo que garante seu sucesso, as 'vigas estruturais'. Às vezes, imaginam equivocadamente que o que deu certo num lugar vai dar certo em outro. Outros ficam tão presos ao original que acabam não fazendo ajustes que tornariam uma inovação melhor.", afirma o pesquisador Oded Shenkar para a revista HBR.

Marcos Morita, professor de estratégia e marketing da Universidade Mackenzie, comenta que os graus de imitação variam muito conforme os segmentos de mercado estudados. Em alguns como o farmacêutico, a imitação é impossível, haja vista as patentes.


"Vale salientar que há tanto imitações positivas, quanto negativas. As primeiras são aquelas que agregam valor ao produto ou serviço inicial, conforme expectativas dos consumidores. Aqui se enquadram, por exemplo, os produtos japoneses e agora coreanos. Já as segundas (imitações negativas), fazem cópias puras e simples, sem que nenhum valor seja agregado, além do preço baixo", declara o professor Morita.

Para Felipe Scherer, sócio da Innoscience Consultoria de Gestão da Inovação e autor do livro Gestão da Inovação na Prática, essas imitações como cópias não podem ser consideradas estratégias de sucesso, mas faz uma observação:

"Isso não significa que aqueles que apenas copiam não ganharão dinheiro também, porém o 'filé da rentabilidade' normalmente está associado à possibilidade de ser o diferencial do segmento e, consequentemente, não ter um parâmetro de comparação".

Ele ressalta que às vezes não é necessário ser o pioneiro, mas é necessário sempre buscar inovar em seu segmento. "Ford não inventou o carro, porém desenvolveu uma forma de fabricá-los mais barato. O Cirque de Soleil não inventou o circo, porém conseguiu criar uma combinação de atrações melhor. Empresas como a 3M, Microsoft, Apple, Disney conseguiram manter um histórico contínuo de inovações e sempre agregam valor à sua marca", ressalta Felipe Scherer.


Invenção: E como ficam as patentes?


As patentes são um modo do governo dar ao inventor a propriedade de sua criação. Por um determinado período, os portadores de patentes têm permissão de controlar como suas invenções são usadas, permitindo que obtenham recompensa financeira sobre seu trabalho.


O professor Marcos Morita explica: "o papel das patentes é proteger os investimentos realizados pelas empresas, tais com as indústrias de medicamentos, nas quais este prazo perdura por 20 anos. Mesmo nestes casos, há governos que acabam quebrando este direito em nome do bem comum. Em outras indústrias, patentear um produto ou serviço é tarefa bem mais difícil e onerosa".


Para Morita, o mundo caminha para um sistema de inovações abertas ou "open innovations", nas quais o papel dos consumidores na concepção dos produtos é cada vez maior. "A web 2.0 traz este conceito em sua natureza. Veja o exemplo da Creative Commons, organismo internacional que regula a questão da propriedade intelectual, criando diversas modalidades conforme o uso e autor. Outro exemplo inimaginável foi a FIAT através do projeto MIO – (meu carro em italiano), no qual mais de 3000 projetos foram recebidos".


O consultor Felipe Scherer é absolutamente a favor das patentes e diz que, dessa forma, incentiva-se o mercado de invenções. "Sempre haverá risco e incerteza quando as empresas estiverem desenvolvendo coisas novas, portanto parte da recompensa advém dessa possibilidade de haver a proteção pelas patentes. Por que uma empresa iria gastar milhões de dólares em pesquisas para desenvolver determinada vacina ou medicamento se esse investimento não pudesse ser recuperado e o prêmio pelo pioneirismo recebido? É claro que as patentes funcionam bem em alguns setores enquanto que em outros, o melhor mesmo é continuar inovando.", conclui o consultor.


Fonte:administradores.com.br

domingo, 13 de junho de 2010

Os últimos Alfaiates


O alfaiate Florentino Alves e o corretor Rodolfo Nickel: gosto pelo sob medida promove o encontro de gerações
capa

Os últimos Alfaiates
Considerada profissão do passado, a alfaiataria mostra, ao mesmo tempo, a resistência da técnica em pequenos estabelecimentos e a fragilidade de um ofício que não forma sucessores


“Quando você me ligou, fiquei preocupado, porque a minha oficina é feia pra chuchu”, diz em tom de desculpa Florentino Alves da Silva, 69 anos, por detrás do velho balcão de fórmica de sua alfaiataria, cravada num quarteirão movimentado da Avenida Sete de Setembro, em Curitiba. Ele acabara de se despedir de um cliente que tinha ido buscar um terno. O freguês, de 28 anos, diz ter entrado na Alfaiataria Florentino por acaso, quando foi levar seu celular para consertar na loja ao lado. O jovem corretor de imóveis gastou uma razoável quantia para ter um traje exclusivo. “Não que seja prático, mas tem todo um ritual. Escolher o tecido, tirar a medida, provar...”, diz Rodolfo Nickel de Haro, que volta e meia manda fazer um terno sob medida. Embora a alfaiataria tradicional tenha sofrido o impacto do desenvolvimento da roupa pronta, da adesão em massa à indumentária casual e das mudanças nas relações de trabalho, ela sobrevive em algumas dezenas de pequenas oficinas espalhadas na cidade, principalmente no Centro.

Calcadas na divulgação boca a boca, elas, que estampavam grandes espaços publicitários nos jornais da primeira metade do século passado, são uma presença discreta, mas representam um contingente bem maior do que se imagina.



Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo


Aniele Nascimento/Gazeta do Povo


Aniele Nascimento/Gazeta do Povo


Aniele Nascimento/Gazeta do Povo


Aniele Nascimento/Gazeta do Povo


O casal Iraci e Rene Bonassina é freguês há 20 anos da Alfaiataria Florentino

Filho de imigrantes italianos, Ferdinando Nardelli fez a vida a bordo de sua Singer nos tempos áureos da alfaiataria




Quem se lembra?
Selecionamos alguns termos do glossário do livro Alfaiatarias em Curitiba:

Casimira

Tecido de lã utilizado para confecção de ternos.

Chulear

Dar pontos na borda de um tecido cortado para evitar que se desfie. Antes era feito manualmente, hoje é realizado à máquina.

Dedal

Diferente do dedal das costureiras, o do alfaiate é aberto na parte superior e empurra a agulha com suas laterais. Seu manuseio, portanto, é peculiar.

“Depenar a galinha”

Alguns alfaiates chamam assim o ato de retirar os pontos dados durante o processo de alinhavar o paletó.

Fazenda

Sinônimo de pano ou tecido.

Mestre alfaiate

Em geral, dono do estabelecimento, domina todo o processo de realização dos produtos da alfaiataria. É o responsável pelo corte do tecido e pelo atendimento ao cliente.

Oficial

Na alfaiataria é o trabalhador qualificado para a confecção de uma das três peças do terno, de onde advém o nome de sua especialização: paletozeiro, coleteiro e calceiro.

Oxford

Tecido, em geral, feito de poliéster. De fácil lavagem e secagem rápida, o oxford amarrota pouco e pode ser encontrado atualmente a preços baixos.

Retrós

Fio de seda ou algodão usado para costura; cilindro de madeira ou plástico em que se enrola a linha.

Não contem ao pessoal do marketing, mas o corretor Rodolfo entrou na alfaiataria de dois por quatro metros com a “compra na cabeça”, já que realmente o modesto comércio não apresenta nenhum atrativo parecido com as reluzentes vitrines das lojas de shopping.

Melhor retificar. O bom papo do dono melhora o humor de qualquer um que esteja passando por lá numa tarde carrancuda de Curitiba. O tímido baiano, que veio com a família ainda criança para trabalhar na lavoura de café, logo se mostra um contador de histórias. A sua já é uma crônica, que resume um pouco da trajetória dos alfaiates que se estabeleceram em Curitiba no século passado. A geada destruiu o sonho verde, mas fez nascer o desejo de um dos quatro filhos do seu José, pai de Florentino, de aprender um ofício ainda em Bela Vista do Paraíso, Norte do estado. Florentino veio para Curitiba em 1959 – “de Califórnia a Ponta Grossa não tinha asfalto” – a tempo de protagonizar junto com uma geração de colegas tempos áureos da alfaiataria, contribuindo para o bem vestir dos moradores de uma cidade que prosperava.

Fino trato

Os alfaiates deveriam ser “tombados” como reservas de um tipo de comportamento que quase não mais existe. Polidos – independentemente da educação formal –, dão grande importância ao trato pessoal e talvez por isso atraiam tanto jovens fregueses como Rodolfo quanto pessoas maduras como o casal Iraci, 69, e Rene Bonassina, 68, clientes do seu Florentino há 20 anos. Professora aposentada, Iraci foi encomendar uma calça de lã para o inverno. Ela pergunta sobre qual o melhor tipo de bolso. O experiente alfaiate desenha na hora os modelos, ponderando os possíveis “efeitos colaterais” de cada um – “este aqui faz volume”, diz. “Ela é muito perfeccionista”, afirma seu Rene. Pedido anotado na caderneta, o casal se despede. A calça ficará pronta em uma semana e durará muitos invernos, garante dona Iraci ao sair.

Seu Florentino diz que Iraci é exceção. Atualmente, a clientela é quase toda masculina. E, com a diminuição do movimento, ele passou a aceitar mais consertos e reformas, demandas armazenadas em sacolas de supermercado nos fundos da alfaiataria. Os alfaiates também atualizam modelos feitos há décadas, mas que preservam a qualidade da manufatura – um ajuste aqui, uma lapela reduzida e pronto!

A resistência

Do outro lado do Centro, no edifício Tijucas, na Rua XV, vou tomar um café com leite com Ferdinando Nardelli, um dos 18 alfaiates do prédio e também um dos profissionais mais respeitados em atividade da capital. A bebida que sai quente da garrafa térmica é disputada por quem passa por acaso – ou não – no segundo andar. Quem quiser pode ter um dedo de prosa com o simpático – e sempre impecável – septuagenário e comer algumas bolachas Maria para acompanhar a média.

Prestes a completar 74 anos, ele é o representante local da categoria. Ocupa a presidência do Sindicato dos Alfaiates do Paraná pela “quinta ou sexta” vez. Já se sentou até diante de presidente – João Figueiredo, em 1982 – para tentar articular uma estratégia que ajudaria na preservação do ofício.

A resposta veio um mês depois, em forma de carta, colocando o Senai à disposição para formar jovens que tinham praticado pequenos delitos. Não deu certo. Uma escola para alfaiates parece um sonho cada vez mais distante – como ensinar um ofício que perpassa não apenas a técnica, mas todo um conjunto de comportamentos e relações de valores?

Sexagenários, os alfaiates atuais quase já não formam aprendizes, expondo a fragilidade de uma profissão que não tem como característica ser passada de pai para filho. “No passado, ser aprendiz era uma possibilidade de ascensão social sem ter de estudar. O alfaiate tinha o mesmo status de um médico. Não estudava tanto, mas a dedicação era a mesma”, diz o antropólogo e fotógrafo João Castelo Branco Machado, coautor do livro Alfaiatarias em Curitiba, que retrata o universo da alfaiataria na capital.

Conforme a antropóloga Va­­léria Oliveira Santos, outra coautora da obra, as alfaiatarias tinham uma hierarquia peculiar, que sobrevive apenas em parte. Os aprendizes trabalhavam de graça até se tornarem oficiais, profissionais que se debruçam sobre determinadas peças, como calças, e que permanecem na função até estarem aptos a se tornar mestres alfaiates. “Se tornar mestre é um reconhecimento moral ao olhar dos pares. Quer dizer: ‘agora você é tão bom que pode atender seus próprios clientes’”, explica.

Hoje, seu Florentino trabalha sozinho, e seu Nardelli, que chegou a ter dez funcionários, conta apenas com um oficial. Os filhos de ambos seguiram carreiras bem diferente da dos pais. “Os filhos dos alfaiates foram para profissões como o Direito. Eles não iriam preparar os filhos para um ambiente de trabalho que estava sofrendo grandes mudanças”, pondera Valéria.

Seu Nardelli, que aos 11 anos deixou a escola por decisão dos pais, imigrantes italianos, para aprender o ofício, conta que nos anos 30 Curitiba era um eldorado para os alfaiates. Cidade de indústria, comércio e universidade. Aos 21 anos, em 1958, Nardelli desembarcou na capital paranaense. Do segundo andar do Tijucas, onde está há 51 anos e hoje é síndico, costurou uma vida boa, casou-se e teve três filhas, “uma agrônoma, uma empresária e outra gerente de banco”, frisa. Já poderia ter parado ou gastar um pouco mais de tempo na Boca Maldita, mas não abre mão da rotina de oito horas de trabalho e do atendimento pessoal aos clientes que restaram. As peças que saem de sua oficina são costuradas em duas antigas máquinas de pedal, uma Singer e outra Pfaff – a “melhor do mundo”.

Atualização

Nardelli viajou o mundo em congressos de alfaiates – certificados devidamente dispostos no cenário de sua oficina. A atualização constante, embora num ritmo particular, é uma forte característica desses alfaiates. A silhueta dos ternos acompanhou a evolução da moda e a tecnologia dos novos tecidos dá ao alfaiate a possibilidade de oferecer peças com as melhores matérias-primas do mercado. Os cortes de lã fria – um tecido que mantém o conforto térmico no inverno e no verão – e outros tecidos de qualidade chegam de um dia para o outro, via Sedex. Os paletós ganham etiquetas internas que informam a procedência do tecido e sua composição. O resultado disso é que um terno sob medida hoje custa bem mais do que há 50 anos.

Quem busca esse tipo de serviço tem consciência de que pagará pelo diferencial, o que torna a escolha também uma questão de status social. Muitos dos clientes são homens que vão se casar, ser padrinhos de casamento ou têm um porte físico específico, que dificulta a aquisição de roupas prontas. “Há clientes que não se adaptam ao pronto. O sob medida dura 15, 20 anos. É um trabalho artesanal, bem arrematado por dentro”, defende Nardelli.


Fonte:gazetadopovo.com.br