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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

China: setor têxtil do CE vislumbra chances

Demanda crescente do mercado chinês por lingeries pode favorecer vendas de produtos fabricados no Ceará

Um dos segmentos mais prejudicados com a relação comercial entre o Estado e a China já enxerga oportunidades

"Se você não pode com eles, venda pra eles". Vale a pena entender porque é permitida até a ousadia de mudar o famoso ditado quando se trata do histórico de desvantagens do setor têxtil cearense na relação comercial "China x Ceará".

Só que, agora, esse mesmo segmento iniciou um contra-ataque digno de outra máxima popular: "quem com ferro fere com ferro será ferido". É que ao adquirir equipamentos chineses a valores mais baixos, os produtos locais acabam, por consequência, também tendo um custo menor para serem fabricados.

Apesar de reconhecer que a indústria têxtil local continua perdendo no cômputo final dessa relação com o gigante asiático, por conta da enxurrada de produtos acabados chineses nas grandes lojas de departamentos do País, o presidente do Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem em Geral do Ceará - Sinditêxtil (CE), Ivan Bezerra Filho, informou que o empresário cearense ainda pode vislumbrar uma oportunidade ainda mais lucrativa que a própria China está oferecendo.

Lingerie é a bola-da-vez

Segundo ele, por lá, existe uma demanda crescente por lingeries. E essa pode ser a chance do Ceará exportar moda íntima para as chinesas, já que o Estado é líder nacional na produção deste tipo de mercadoria.

"São Paulo já está fazendo isso. Só que nossa lingerie é melhor e mais barata. Falta só o Ceará ofertar para os chineses. Lá, a demanda é muito forte e cresce em velocidade alta. São 200 milhões de pessoas na classe média e outras 200 milhões entrando nesse camada social neste ano", reforça.

Ele acredita que o a capacidade de produção do Ceará pode ser ajustada para suprir parte desse nicho de mercado que está surgindo na China. "Estamos vendendo bem aqui dentro do País. Mas temos que ficar atentos às novas oportunidades de negócios. O cearense sabe se virar. É vivedor. Temos condições sim de ampliar a produção de lingeries aqui e exportar", analisa, salientando que apesar da concorrência com os chineses, o setor foi bem em 2010.

Diferencial

"São Paulo já está fazendo isso. Só que nossa lingerie é melhor e mais barata"

Ivan Bezerra Filho

Presidente do Sinditêxtil



E agora, José: mudar pelo dinheiro ou ficar pela carreira?

Agir pensando apenas no salário é uma visão de curto prazo. A decisão deve estar centrada em uma abordagem estratégica, levantando a pergunta "aonde eu quero chegar"?

A festa de formatura acabou, as luzes se apagaram. Colegas, professores, amigos, familiares, todos foram embora. Sobrou a noite fria da solidão do seu quarto, um canudo universitário na sua mão e pensamentos que lembram Drummond, na sua sábia pergunta "E agora, José? E agora, você?"

A vida de estudante, com alegrias e sacrifícios, ficou para trás. O futuro profissional lhe pertence tanto para as necessidades de sobrevivência quanto para a realização pessoal. José se lembra das conversas que teve com os seus professores e colegas de classe. Em resumo, eles diziam: tudo começa com um bom estágio.

A maioria das empresas sólidas que se preocupam com o desenvolvimento profissional contrata vários estagiários e seleciona os melhores para trainees. Outras, também sólidas, são mais rigorosas no processo seletivo e recrutam estagiários para serem depois efetivados como trainees. Neste caso, a regra é manter o estagiário. Essas companhias entendem que seria uma grande perda não continuar com ele depois de formado, em função do grande investimento efetuado no treinamento em sala de aula e treinamento no trabalho.

A pergunta "E agora, José?" tem pelo menos um princípio de resposta. Seu estágio terminou, você teve ótimas oportunidades de aprendizagem e, verdade seja dita, soube aproveitá-las. E mais, foi convidado para ser efetivado e participar do programa de trainee da Empresa "Alfa". O salário é apenas razoável. Surge o dilema: aceitar ou procurar uma oportunidade salarial melhor no mercado de trabalho?

 
Novamente José resgatou conversas e experiências de colegas da faculdade. Pensou no Antonio, veterano do mesmo curso e formado há dois anos. Naquela mesma época ele estava muito feliz, pois, além da formatura, tinha conseguido um emprego com um ótimo salário. Meses atrás, no entanto, José o encontrou triste e cabisbaixo. Mesmo com ótimo salário, Antonio, desmotivado confidenciou ao amigo: "Salário não é tudo, pois a empresa não investia em treinamento e desenvolvimento profissional. Pior, não havia perspectiva de crescimento".

O que você quer para seu futuro?

Antonio se sentia estagnado. Era como se batesse a cabeça no teto, não havia para onde ir, sobrava a rotina do dia a dia, sempre realizando as mesmas atividades. Não havia na empresa uma política de movimentação horizontal (rodízio de cargos no mesmo nível hierárquico) e eram raríssimas as movimentações verticais (promoções).

O sofrimento do amigo acendeu um alerta. Tomar uma decisão, apenas focando o salário, representa uma visão de curto prazo. A decisão deve estar centrada em uma abordagem estratégica, levantando a pergunta "onde eu quero chegar profissionalmente daqui a cinco anos?". A partir destas reflexões, José resolveu conversar com o gestor dos estagiários e pedir esclarecimentos necessários para uma tomada de decisão eficaz.

O gestor explicou que, além do salário razoável, a empresa oferecia um plano de carreira, sintetizado nas seguintes etapas de ascensão: estagiário, trainee, assistente, sênior, coordenador, gerente. Explicou que, conforme o planejamento de carreira do colaborador, estabelecido consensualmente com a hierarquia da empresa, poderia haver movimentações horizontais. Apresentou também o tempo médio estimado que os colaboradores ficavam em cada um dos cargos, sempre levando em consideração o desempenho profissional esperado.

Disse mais: que o colaborador poderia chegar à alta hierarquia da empresa no cargo de diretor ou até mesmo de sócio, sempre em função do desempenho e resultados alcançados. José aceitou o convite, pois o conjunto da obra apresentava um bom equilíbrio entre carreira e salário, evidenciando que o momento era de investimento na carreira profissional.

Nelson Moschetti - é consultor de Recursos Humanos da Crowe Horwath RCS.

 
Fonte:administradores.com.br




Professores de design de moda dão dicas de produções simples de fantasia para o carnaval

RIO - Todo carnaval o drama dos foliões se repete: é aquele corre corre na Saara, em meio ao calor, para decidir com que fantasia ir ao bloco. Para quem ainda tem dúvidas sobre o modelito e não quer ser mais um palhaço (ou um Tiririca, atual moda) no salão ou nas ruas, dois profissionais entendidos do riscado dão dicas de como bolar produções rápidas e baratas para cair na folia com elegância. Um metro e meio de tecido, com no máximo alguns pontinhos de costura, já é o suficiente para abrir alas nos blocos e nos bailes.

(Vídeo: professores de moda ensinam a fazer fantasias simples)

A pedido do GLOBO, professores do curso de graduação em Design de Moda do Senai/Cetiqt criaram três produções simples, em menos de dez minutos cada: uma inspirada no bloco brega Fogo e Paixão, que desfila hoje; outra para seguir o Cordão da Bola Preta, no sábado de carnaval; e uma terceira classificada de curinga, capaz de arrasar em qualquer desfile.

(Concurso Bloco de Ouro vai premiar os destaques do carnaval de rua...

(Vai sair fantasiado? Tire uma foto, mande para a gente e participe...

A primeira etapa é escolher o tecido e os adereços que irão ajudar a compor o visual. O GLOBO foi à Saara com a professora Bárbara Poci comprar todo o material.


(Confira a programação completa e monte a sua agenda)

— O tecido deve ser colorido, com uma estampa eclética e bom caimento. Pode ser um crepe, cetim, viscolycra, lycra ou malha — aconselha a professora, que dá aulas de modelagem.

Ela e Rogério Santinni, também professor de modelagem e responsável pelos figurinos do primeiro casal de mestre sala e porta bandeira da Beija-Flor, usaram três malhas diferentes para montar as produções. No ateliê de Santinni, em São Cristóvão, a dupla conseguiu criar um vestido, com estampa retrô e uma alça só, apenas com dois pontos de costura e dois nós — no ombro e na perna. O toque final no visual brega foi dado com uma cartola tricolor, comprada por R$ 8, e um boá roxo de R$ 6,99.

Produções custaram, cada uma, cerca de R$ 30

O modelito cafona, irreverente para qualquer bloco, custou cerca de R$ 30, mesmo valor gasto nas duas outras produções elaboradas no ateliê de Santinni.

Para ir ao Bola Preta, foi usado um tecido de poás com dois metros de comprimento. Os professores cortaram uma fita e usaram a tesoura para arredondar as barras. O pano foi torcido duas vezes no busto e amarrado na frente e nas costas. E estava pronto um vestido tomara que caia. Um colar de bolas brancas, de R$ 4,99, e a fita amarrando o rabo de cavalo completaram a fantasia.

Para quem não quer perder tempo pensando com que roupa vai ao samba, a dupla de professores ensina: um tecido alegre e um arco com plumas na cabeça já bastam para arrasar em qualquer bloco. Bárbara e Santinni transformaram um tecido de um metro e meio estampado e com brilhos em um vestido drapeado no corpo da estagiária do Senai/Cetiqt Carla Magno. O único item de costura usado foi a tesoura, para cortar uma tira que virou um cinto.

— É só dar um nó no alto do pescoço para que fique frente única. Na parte de trás, a gente transpassa os dois lados para fechar. Na frente, puxamos o tecido para ficar drapeado. Se quiser, a pessoa pode diminuir a saia — explica Santinni.

Um arco com plumas e flores vermelhas comprado por R$ 12,99 na Saara fechou o visual, alegre e confortável.

— São produções super simples. O ideal é a pessoa ir testando no corpo o modelo que ela quer. Depois é só incrementar com os acessórios, como boá, chapéu e óculos coloridos, pulseiras, cordões e purpurina própria para passar no corpo — recomenda Bárbara.


FONTE: http://extra.globo.com/noticias/carnaval/professores-de-design-de-m...

DICAS ÚTEIS PARA UM BOM RESULTADO NA CONFECÇÃO DE SUAS PEÇAS

A apresentação e a durabilidade das peças de vestuário, antes da criação e da modelagem, dependem muito da procedência do tecido, de qual forma ele é manuseado e das orientações do fornecedor (seja nacional ou internacional).

Nesse caso, quanto mais exigente for o confeccionista, maior é o grau de qualidade de sua roupa e menor é o índice de defeitos ou retrabalhos, a que ela é exposta. Além de livrá-lo de uma "bela" dor de cabeça, no ponto de venda...

A seguir, apresentamos algumas orientações:

• Etiquetas de Composição

Ao comprar um tecido, veja a etiqueta de composição e do manuseio do mesmo. É obrigatório, que esteja em seu idioma. E, mesmo, que seja um produto importado, ele deve apresentar a simbologia utilizada no Brasil, e conter, por escrito, a forma de como manuseá-lo.

Exija sempre as etiquetas de composição do tecido, pois são obrigatórias por lei, e são importantes para que, você, confeccionista, informe a seus clientes, as especificações técnicas de seus produtos, como lavagem, alvejamento, passadoria, secagem, etc...

• Densidade de Pontos

Você sabia que a densidade (quantidade) de pontos na costura de uma peça de roupa tem influência direta no rasgamento da mesma? Não pode ter mais, nem menos pontos, do que o necessário, pois a tensão de cada ponto, que tem de suportar, está diretamente ligada ao limite do rasgamento.

Há algumas oficinas, que utilizam densidade de pontos diferentes, em cada máquina. Por exemplo, a máquina de cós com 5 pontos/cm e a fechadeira da pala, com 3 pontos/cm. Isso é defeito. Exija a simetria nas costuras.

Para saber pegue uma régua e meça, verificando quantos pontos são formados em um centímetro. Em média, vão de 4 pontos/cm, para malha e 3 a 3,5 pontos/cm, para tecido plano.

Mas, atenção: Essa quantidade varia de tecido, para tecido e devem ser levadas em consideração, outras variáveis, como elasticidade do tecido, armação, composição, etc...

• Especificações Técnicas

Solicite sempre ao seu fornecedor, as especificações técnicas do tecido, código de cor, nome do fabricante, matérias primas usadas e se possível, dados das linhas de costura para que você saiba o que está comprando e possa comparar duas propostas diferentes.

. Abertura do Tecido na Mesa de Corte

Melhor "perder" um tempo em abrir os rolos de tecidos, verificando a quantidade de defeitos, que aparecem, a cada metro, antes de fazer o enfesto, do que ser surpreendido, com um tecido todo defeituoso, que não oferece boa costurabilidade.

Mesmo, que a proposta de sua coleção seja "híper destruição", o mais sensato é devolvê-lo ao fornecedor e solicitar um outro, de qualidade superior.

Assim, a tecelagem, em ocasiões futuras, vai revisar o produto, antes de enviar-lo imperfeito, para sua confecção.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Estilista da Dior é preso em Paris acusado de antissemitismo

John Galliano estava à frente da marca desde 1996. A Dior resolveu suspendê-lo de suas responsabilidades até que o inquérito seja encerrado

DIOR Estilista foi preso no bairro de Marais, em Paris.

A Christian Dior, marca de alta costura francesa, suspendeu nesta sexta-feira (25) seu estilista mais famoso, o britânico John Galliano, depois que ele foi preso em Paris acusado de antissemitismo e abuso em via pública. Galliano era, desde 1996, diretor de criação da marca, e já há 20 anos estava baseado na França, deonde desenvolvia as roupas para a marca.

O estilista foi preso na noite de quinta (24), aparentemente embriagado, após insultar um casal em um bar no bairro parisiense do Marais, conhecido distrito judeu da capital francesa. Policiais de Paris confirmaram, depois, com um teste de embriaguez, que ele de fato tinha bebido além da conta.

“A Dior reafirma, com a maior convicção, sua política de tolerância zero quanto a qualquer tipo de conduta antissemita ou racista. Enquanto aguardamos os resultados do inquérito, a Christian Dior suspendeu John Galliano de suas responsabilidades”, disse, em comunicado, o chefe-executivo da marca, Sidney Toledano.

Redação Época



Galliano foi solto na mesma noite, e aguarda em casa os resultados do inquérito

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Levi´s se reinventa

Na década de 1960, a calça jeans se tornou um dos símbolos da geração que pensava ser possível mudar o mundo, para melhor, na base da paz e do amor. Foi nesse contexto que a americana Levi Strauss&Company, fundada em 1853, ganhou força global.

Rapidamente, a calça Levi´s e as camisetas da marca se transformaram em sinônimo de inovação, criatividade e moda. Hoje, no entanto, a Levi Strauss luta para se reinventar. Como grife e, principalmente, como empresa. É que nos últimos cinco anos seu faturamento mundial estagnou na faixa dos US$ 4 bilhões (a empresa não revela participação brasileira nesse total).


"A calça é que tem de se adequar ao corpo da mulher"

Maurício Busin > diretor da Levi strauss & Company

Resultado direto do acirramento da concorrência, especialmente dos chineses. Os competidores se aproveitaram da “letargia criativa” da Levi’s para promover um bem-sucedido processo de comoditização da calça jeans.

Graças ao barateamento do custo das tecnologias de desbotamento das peças, processo responsável por conferir uma identidade única a cada calça. Com isso, até mesmo os jeans vendidos em supermercados conseguiram assumir um jeitão parecido ao das peças produzidas por marcas sofisticadas.

Na parte de cima da pirâmide, a Levi’s também teve de enfrentar o avanço das grandes grifes, que lançaram suas versões de jeans aproveitando-se da clientela cativa e também da força de suas marcas. A lista inclui desde a compatriota Calvin Klein até as italianas Diesel e Armani, que apostaram fortemente no público feminino.

Nos últimos meses, porém, a direção mundial da Levi’s começou a reagir. Para deter os chineses, criou uma subsidiária, a Denizen, cujo quartel-general fica em Hong Kong. Uma calça com a etiqueta da Denizen custa cerca de US$ 50 – metade do valor cobrado por uma Levi’s e 15% acima das concorrentes locais.

Símbolo de uma era: com jeitão descolado, a sede da Levi Strauss, em São Francisco, tem um estilo inovador,

atributo que a marca começou a perder a partir da década de 1990

Mais: fez uma pesquisa global para “ler” o corpo de 1,6 mil mulheres em 18 países, incluindo o Brasil. Desse trabalho nasceu a nova modelagem, batizada de Curve ID. “A Levi’s tinha 80 modelagens, com as quais conseguia vestir 30% das mulheres.

Agora, reduzimos o número de fits para quatro e eles se ajustam ao corpo de 90% das clientes em nível global”, disse à DINHEIRO Maurício Busin, diretor de marketing para a América Latina da Levis Strauss&Company.

“As mulheres não têm de se adequar à roupa. A calça é que tem de se adequar a elas.” Com isso, a empresa espera eliminar uma de suas grandes deficiências competitivas. Enquanto as grifes concorrentes possuem participação igualitária das vendas entre os sexos, 80% dos consumidores da Levi’s são marmanjos. O Curve ID já mostra resultados: “No último semestre as vendas para o público feminino cresceram 32% no Brasil”, disse o executivo.

 
Fonte:Tags: Levi´s, denim, economia
Fonte :  isto é dinheiro - www.istoedinheiro.com.br










Os segredos da área de compras

Todas as empresas, das menores às multinacionais, independentemente da sua atividade, precisam fazer compras. Em muitos casos, administrar bem essa área pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de um negócio. Comprar bem a matéria-prima é uma necessidade para quem quer se destacar. Mesmo com essa importância, muitas empresas exercem muito mal suas compras, geralmente porque acreditam que o preço é o único fator relevante para a tomada de decisão.

Além do preço, mais dois fatores são fundamentais para uma boa compra, seja ela de matéria-prima, uso de software, material de limpeza ou produtos para revender. O primeiro deles é a definição da quantidade a ser comprada. Conhecer a quantidade certa do que se precisa não é fácil, pois é necessário estimar o que ocorrerá no futuro. Mas é um exercício que vale a pena ser feito, pois, quanto melhor a estimativa, maior a economia para a empresa. Se a compra for menor, o produto faltará, e muitas oportunidades serão perdidas. Se for maior, haverá o risco de o produto encalhar no estoque ou ficar desatualizado, alem de reter o precioso capital da empresa e comprometer seu fluxo de caixa.

Para uma boa estimativa, é importante que a empresa seja organizada e tenha informações sobre o passado para poder prever os meses à frente. Assim, caro empresário, tenha sempre as quantidades que você utilizou, organizadas por mês ou semana, porque elas serão a base da sua estimativa. Em seguida, é importante analisar as tendências, verificando se o uso de um determinado produto vem subindo ou diminuindo, se ele está na moda ou é sazonal. A sua experiência em geral dará uma boa estimativa se você separar um tempo para pensar e definir esses fatores.

Não é necessário utilizar os mesmos critérios para todas as compras. Para produtos mais perecíveis ou que contenham maior risco de flutuação de preços, seja mais conservador nas estimativas e compre sempre um pouco menos. Para produtos mais duradouros, cujos preços oscilam pouco e cuja falta será mais grave ao seu negócio, seja mais agressivo e estoque um pouco mais. Cuidado para não cair na tentação de comprar uma quantidade maior para conseguir maiores descontos. Muitas vezes o risco de estoque e os juros que você deixa de receber pelo seu dinheiro que estaria no banco não compensam a redução no preço.

O outro fator que deve ser levado em consideração, além do preço, é a qualidade do que se compra. Muitas vezes os empresários se esquecem de que o custo de não ter qualidade é muito maior do que o desconto na compra de um produto pior. Má qualidade resulta em clientes insatisfeitos, troca de produtos e tempo dos seus funcionários escutando a reclamação, entre uma série de outros problemas que geram inúmeros custos ao seu negócio. Compre produtos e serviços de qualidade ou simplesmente não os compre, pois não irá valer a pena, mesmo que sejam bem mais baratos.

Para garantir a qualidade do que se compra, também existem alguns pontos importantes. O primeiro deles é testar o produto, antes de colocar o pedido e também ao recebê-lo do fornecedor. Deixe uma parcela do pagamento para vencer somente depois dos testes de qualidade. Teste bem o que você comprou, seja utilizando, mandando para um laboratório ou consumindo uma parte. Outra possibilidade para verificar a qualidade do fornecedor é checar suas referências. Ligando para outros clientes que já fizerem negócios com ele, você consegue descobrir se estará lidando com uma empresa séria e quais os principais cuidados a tomar.

O preço que se paga pelos produtos também é muito importante e deve-se lutar para que ele seja o mais baixo possível, desde que isso não interfira na qualidade nem em quantidades que atrapalhem seu fluxo de caixa. Para conseguir preços baixos, a estratégia imbatível é não ter o pudor de avisar seus fornecedores que existem concorrentes com preços mais baixos que eles. Sempre dê a chance para cada fornecedor abaixar um pouco mais seu preço e aumentar o prazo. Esse leilão, quando feito de maneira organizada e preservando a qualidade, tende a trazer grandes economias para sua empresa. Caso não seja o empreendedor quem conduza esse processo, o ideal é que o funcionário responsável seja muito inteligente, confiável e organizado.

Cuidando para comprar na quantidade correta o que se precisa, garantindo a qualidade dos produtos e serviços contratados e brigando por preços competitivos, uma empresa pode assegurar que tem uma excelente área de compras. Dado que hoje cada vez se tem menos margem para errar, o resultado nas compras já é um grande indicativo do sucesso que uma empresa vai ter no futuro. Assim, caro empreendedor, invista nessa área e garanta que esteja cuidando bem dos três fatores para que sua empresa seja campeã nas compras e possa por sua vez oferecer bons produtos e serviços aos seus clientes.

* Renato Feder é graduado em Administração de Empresas pela FGV, mestre em Economia pela USP, professor da Universidade Mackenzie e empresário há oito anos.

Estilistas competem para exibir suas criações na passarela do Oscar

LOS ANGELES — Os fashionistas, aficionados por moda, vivem um verdadeiro frenesi com a contagem regressiva para o Oscar 2011 em Hollywood, onde estilistas e designs de jóias competem para oferecer vestidos e pedras preciosas para as estrelas que desfilarão na passarela mais famosa do mundo, o tapete vermelho, no próximo domingo.

O espetáculo do Oscar oferece às marcas uma oportunidade única para exibir suas criações mais espetaculares a milhões de telespectadores em diversos pontos do planeta.

A publicidade não tem preço, e esta espécie de tomada de posição tácita por parte das celebridades em relação a uma marca também pode influenciar nas principais tendências da moda para as próximas temporadas; com impacto, finalmente, nas ruas. É um verdadeiro teste para as marcas.

O atemporal e estiloso vestido prateado ou em tons de prata foi o figurino mais popular entre as famosas no último Oscar. Entre elas estava Sandra Bullock, que levou a estatueta de melhor atriz, com um espetacular vestido justo em tons de prateado, da marca Marchesa.

A carismática Helen Mirren seguiu Bullock com um look em prata de Badgley Mischka, Kate Winslet desfilou um platino da maison francesa Yves St. Laurent e Cameron Diaz apareceu magnífica em um tomara-que-caia de saia ampla e perfume vintage de Oscar de la Renta.

Nos anos anteriores, as tonalidades ouro e prata também imperaram no prêmio, onde tanto jovens atrizes como Anne Hathaway (Armani Privé 2009) e Jessica Beal (Prada, 2009), quanto a reconhecida Julianne Moore (Calvin Klein, 2010) caminharam para o teatro Kodak de Hollywood em tons brilhosos.

Nada pode ser mais simbólico do estilo vintage de alta costura como o look de Julia Roberts, que usou um vestido de época memorável em branco e preto, de Valentino, quando ganhou como melhor atriz por "Erin Brockovich", há dez anos.

Cinco anos depois, Reese Witherspoon celebrou sua vitória no Oscar de 2006 com um vintage da maison Dior, um modelo de conto de fadas de tule prateado adornado com bordados de fios de ouro, comprado em Paris, segundo a atriz.

Entre as indicadas deste ano, talvez somente Michelle Williams, postulada por seu papel em "Blue Valentine", poderia usar um look prata, por ter um estilo próprio naturalmente voltado para o clássico, sua marca nas festas de gala e estréias americanas.

Já Helena Bonham Carter parece ter nascido para usar a Alta-Costura de época, dizem alguns, mas a peculiar atriz britânica é conhecida por eleger looks de estilo excêntrico e pessoal: sabe usar um modelo Vivienne Westwood com muita propriedade e defende o estilo gótico. Vale lembrar que a atriz usou um sapato de cada cor no tapete vermelho do Globo de Ouro deste ano.

As principais concorrentes como melhor atriz, Natalie Portman, indicada por seu papel em "Cisne Negro", e Annette Bening, por "Minhas Mães e Meu Pai", têm estilos muito próprios.

Bening só se veste de preto, com a elegância e a modernidade de Armani, ou não tem dúvidas em usar um smoking feminino. Enquanto isso Natalie Portman, no final da gravidez, provavelmente vai escolher para o domingo um modelo da Rodarte, marca que desenhou parte dos figurinos das cenas de dança de "Cisne Negro".

Outras grandes estrelas, como Nicole Kidman, ainda restam para serem vestidas, e para isso os representantes das atrizes são realmente assediados pelos representantes da Lanvin, Chanel, Balenciaga, John Galliano para Dior, Tom Ford e John Paul Gaultier.

Marilyn Heston, que representa a marca Alexander McQueen, Nicole Miller e Zac Posen, entre outros, diz que os stylists, responsáveis pelos looks das famosas, têm pedido estilistas menos conhecidos.

Hoje em dia "talvez aconteça uma reação negativa à existência de X número de pessoas (vestidas) de Versace, Chanel e Dior".

Tom Julian, consultor especialista em moda e estilo para o site Oscar.com, concorda com Heston. "Quantas vezes Gwyneth Paltrow vai usar Tom Ford? Uma grande quantidade de atrizes se dá conta que depois de cinco anos não querem usar o mesmo estilista, disse Julian.

Para os homens, o smoking clássico é o traje eleito para a cerimônia. Colin Firth, o favorito para o Oscar de melhor ator, usa com orgulho um Tom Ford, estilista que se transformou em cineasta e que deu a esse comediante sua primeira indicação ao Oscar, no ano passado, como protagonista de "Direito de Amar".

Pesquisa: como o consumidor compra moda?

Multiplicador', 'Seguidor', 'Funcional' e 'Independente'. De acordo com pesquisa divulgada pelo IEMI (Instituto de Estudos e Marketing Industrial) estes são os quatro perfis de consumidor de vestuário existentes no mercado brasileiro.

O estudo, que teve como foco a última compra, avaliou o comportamento dos clientes que consomem moda no País e apontou que 56% dos 'Multiplicadores', ou seja, os primeiros a comprar novidades, são do sexo masculino. "Um percentual menor, ou seja, 44% das mulheres, afirmaram ser as primeiras a comprarem novidades antes dos amigos", afirma o diretor do órgão, Marcelo Villin Prado.

Os 'Multiplicadores' geralmente compram por impulso e representam 3% da população. Os consumidores com este perfil buscam status através da moda, valorizam marcas, qualidade, estilo e também se dispõem a pagar mais por isso.

Entre eles, 81,8% (ou 43,9% do total dos entrevistados), gastam mais de R$ 200 por mês com roupas. Apesar de ter maior ocorrência nas classes A e B1 (60,4%), eles estão presentes em todas as faixas de poder de compra e em grupos jovens entre 15 e 24 anos. Os 'Multiplicadores' são também os que mais compram roupas para o próprio uso (85,7%) e os que menos compram para os familiares (1%).

Já os 'Seguidores' apresentam uma porcentagem bastante equilibrada entre homens e mulheres, sendo 50,4% e 49,6%, respectivamente. Eles também estão por dentro das últimas novidades, mas preferem comprar o produto no auge da venda, quando os preços não são tão altos. Para eles, o estilo de uma peça é mais importante do que a qualidade e buscam marcas que reflitam sua personalidade. Eles representam 39% da população e têm maior ocorrência entre jovens de 25 a 34 anos das classes B2 e C (58,7%).

Os consumidores que se preocupam mais em estar bem vestidos do que na moda são considerados 'Funcionais'. Eles são práticos, procuram o equilíbrio entre preço e qualidade e preferem fazer suas compras nas épocas de liquidação, quando os preços já estão mais acessíveis. O grupo, apesar de estar sempre bem vestido, não tem influência entre as pessoas de seu convívio e representam 50% da população, sendo mais frequentes nas classes B2 e C (65,7%), entre 25 a 34 anos.

Já os 'Independentes' representam 8% da população e não se importam com a moda ou marcas, buscam apenas conforto e praticidade pelo melhor preço. São mais freqüentes nas classes B2 e C e, em geral, homens maduros acima de 35 anos que chegam a gastar quase 4 vezes menos do que um 'Multiplicador'. Eles podem efetuar as compras em qualquer fase de vida dos produtos, uma vez que sua decisão não depende das novidades do mercado.

COMPRAS - Para 30,9% dos entrevistados, dentro de todos os perfis, o motivo principal da compra é substituir uma peça antiga, seguido de vontade de se sentir bonito (24,2%) e se dar um presente (17,6%). O item "um amigo comprou e eu quis igual" foi o menos votado por todos, não passando de 0,2%. As roupas casuais, com 40,5% dos votos, são as mais compradas por todos os perfis, seguidas do jeans (29%) e roupa social (10,3%).

Quanto à influência na hora da compra, 53,6% afirmaram estar sozinhos e o perfil que mais realizou este tipo de compra foi o 'Independente', com 54,3%. A pesquisa também revelou que a exposição adequada do produto no ponto de venda estimula o consumo e 41% afirmam ter comprado por impulso, devido à atratividade do produto.

O próprio local da compra, catálogos da marca, amigos e propagandas de TV são os meios que mais influenciam com eficiência, com 79,5% do total. Anúncios de jornais, revistas e outdoor são mais impactantes para os Independentes, que se atentam mais a estas mídias para conhecer as promoções e o que as marcas estão oferecendo. A pesquisa foi realizada em 2010 com 3,3 mil consumidores voluntários de ambos os sexos, com idade acima de 15 anos, de todas as classes sociais e diferentes Estados.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A importância estratégica da área

Estamos em meados de 1860, segunda metade do século XVII. Uma recém-inaugurada fábrica de tecidos nos arredores de Londres, Inglaterra, começa a produzir quantidades enormes deste produto. Após o primeiro dia de produção, que não fora tão eficaz devido à quebra de uma das máquinas, o dono da fábrica olha para o chão e vê que não existe mais lugar para guardar o que fora fabricado durante o dia. O proprietário da fábrica, então, chama seu irmão mais novo e pede que ele encontre uma casa próxima, onde pudesse guardar todo o excedente que seria produzido no dia seguinte, pois não havia mais espaço. Mal ele tinha terminado a frase, entra um senhor e pede para falar com o dono do negócio, que prontamente o atende. Em menos de 5 minutos de conversa, ele havia acabado de fechar negócio para a capacidade de produção anual daquela fábrica para apenas um cliente.

Vejamos agora outro cenário, já em 2011. Reunião de diretoria de uma fábrica de bens de capital, nos arredores de São Paulo, Brasil. O diretor de produção diz ao diretor comercial que não é possível ficar com a fábrica ociosa com o país crescendo do jeito que está, porque a equipe de vendas não consegue mais vender os produtos. O diretor comercial, pressionado, diz ao diretor de produção que o produto chinês similar custa 25% menos que o deles e pior, agora tem qualidade similar. Silêncio na sala.

Estes dois cenários servem para exemplificar a realidade de um mundo onde antes tudo o que era produzido também era vendido, enquanto, atualmente, tudo que se produz tem alguém produzindo tão bem quanto você e, provavelmente, com um menor custo e, consequentemente, com um menor preço de venda.

A comoditização dos produtos e serviços está clara e notória. A oferta é maior do que a demanda na maioria dos negócios, inclusive naqueles que antigamente não existiam grande concorrência. Existem, logicamente, suas exceções, mas de maneira geral todo mundo reclama todo dia da sua concorrência. Principalmente em relação ao preço.

Como a área comercial pode anular ou atenuar estes efeitos devastadores sobre as margens de lucro do seu negócio?

Primeiro vamos esclarecer alguns conceitos. Vendas, não é marketing e publicidade é uma das ferramentas do marketing, que se divide em dois grupos: o marketing estratégico e o operacional. Existe uma grande confusão, no Brasil, sobre estes conceitos. Geralmente, se coloca tudo num grande pacote, em que tudo é marketing ou é vendas. Ambos são importantes, mas é bom separar muito bem as coisas, para poder focar naquilo que realmente faz a diferença: vendas.

Se analisarmos qualquer negócio, por trás da emissão de uma Nota Fiscal ou de um Cupom, alguém fez uma venda. Pode ser o caixa do supermercado, a gerente do banco, o dono da banca de jornal, ou o garçom que te atendeu muito bem no restaurante. Qual a diferença entre uma caixa de fast food, uma vendedora de loja e um vendedor de serviços sofisticados para empresas? Todos eles te atendem, o ajudam a escolher o produto/serviço que deseja e concluem a venda. O processo é o mesmo em qualquer negócio.

A pergunta que fica é: qual a diferença entre atendimento e vendas? Você sabe a resposta. Quem vendeu foi aquele que fez algo mais por você. Ele mostrou o diferencial daquele produto ou daquele serviço, foi um consultor daquilo que estava te oferecendo. Estabeleceu uma relação de confiança e respeito e, ao mesmo tempo, admiração. Você estava maravilhado e empolgado com aquele momento. Uma mistura de empatia, simpatia, produtividade e profissionalismo. Este é o perfil do vendedor do futuro. Se ele não tiver todos estes conjuntos ele não será um vendedor do século XXI. Ele não encantará o cliente. Ele não irá fazer a diferença.

E o cliente ficará totalmente sensível a preço e pior: totalmente vulnerável ao concorrente que pode ter um vendedor, o que faz toda diferença.

Como recrutar estas pessoas? Como desenvolver os pontos que por ventura os seus vendedores precisem melhorar para chegar neste nível? Como identificar quantas pessoas com estas características eu preciso no meu negócio?

Todas estas perguntas devem ser respondidas pelo responsável da área comercial da empresa, ou seja, pelo gestor de vendas. Se a sua empresa não tem esta pessoa, focada e dedicada para esta função pode ter certeza que o seu concorrente terá!

Gustavo Dalla Vecchia - é formado em administração de empresas pelo Instituto Mauá de Tecnologia, com especialização em Marketing pela ESPM e em Gestão de Negócios pela FGV-EAESP, acumula mais de 10 anos de experiência como executivo e, em 2002, fundou a Factura ? Soluções Comerciais, em São Paulo, para assessorar as pequenas e médias empresas na profissionalização de suas áreas comerciais.

 
Fonte:administradores.com.br



Nossa indústria têxtil está indo para o brejo - Gloria Kalil

Alô Chics!

Como alguns de vocês sabem, trabalhei por alguns anos numa grande fábrica de tecidos aqui de São Paulo, a Scala D'Oro. Eram os anos 1970 e tínhamos várias tecelagens e estamparias por aqui - e por todo o Brasil. Adorei trabalhar na área e fiquei para sempre ligada a seus problemas. A indústria no Brasil (não só a têxtil, mas todas) era “protegida” por uma legislação que proibia a entrada do produto estrangeiro para que tivesse chance de se desenvolver. Sempre achei essa medida errada, pois não acredito em mercados fechados.

A cadeia têxtil sempre empregou muita gente e foi um susto e um horror quando o governo Collor abriu o país para a importação de uma hora para outra, sem nenhum aviso ou planejamento, e conseguiu com isso que várias fábricas fechassem e fossem devoradas pelo produto estrangeiro.

Por isso, não posso deixar de lamentar profundamente o fechamento de mais uma delas: a Renaux de Brusque, em Santa Catarina, fundada no século 19. Ela era minha fornecedora na época da Fiorucci e tinha um ótimo produto. Pois sucumbiu e está, ela própria, importando tecido da China.

Até quando empresários e governo vão assistir a esse desmanche?

Vamos nos limitar a confeccionar e vender roupas com tecidos importados? É isso que queremos dessa indústria tão antiga e tão empregadora de mão de obra no país?


Fonte:chic.ig.com.br









Demissões no setor têxtil e de calçados alertam Sindicato e Estado do Nordeste

Esta semana 100 funcionários foram demitidos de uma empresa de calçados e 15 fábricas entrarão de férias coletivas

Novamente o setor têxtil é alvo de denúncias do Sindicato de Trabalhadores da Indústria Têxtil (Sinditextil). Além de demissões, o aumento de carga horária, as férias coletivas “fora de época” e a crise do algodão foram alguns temas levantados pelo presidente da categoria, Giseldo dos Santos.

Segundo ele, a fábrica de calçados Azaléia já demitiu uma média de 500 funcionários este ano e que juntos, os setores têxteis e de calçados, já destituíram 700 pessoas. “Estamos preocupados, pois somente esta semana a Azaléia demitiu 130 pessoas. E outro alerta é para as férias coletivas em 15 fábricas de confecções dos municípios de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Propriá e Tobias Barreto. Recesso neste período do ano não é comum”, diz.

Com estes números e também com a informação de que houve aumento de carga horária para suprir a demanda ocasionada por aqueles demitidos, de acordo com Giseldo, muitos funcionários estão trabalhando sobre pressão e com medo de serem demitidos. “A arbitrariedade e a pressão é tamanha que uma funcionária de pré-nome Vanderléia sofreu um acidente ontem e decepou o dedo em uma máquina”, conta.

100 demitidos

Contestando as informações do presidente do Sindicato, o gerente geral da fábrica Azaléia, Adriano Pires, confirmou a demissão de 100 dos 500 imposto a empresa. “Não está havendo crise na Azaléia.

Giseldo dos Santos diz que a pressão é grande (Foto: Arquivo Infonet)

Os 100 funcionários demitidos não estavam atendendo a qualificação necessária. Eles são dos quatro municípios onde a empresa opera e não são de um único seguimento”, explica.

Adriano ressalta que este ano chamaram 45 novas costureiras e que no ano de 2010 foram 1411 funcionários contratados. “Não é interessante para a empresa demitir e admitir, pois temos um gasto com cada profissional até qualificá-lo para uma determinada função. Não temos a política de contratar quando temos um maior número de pedidos e demitir quando eles diminuem”, diz.

A respeito da carga horária, o gerente informou que os funcionários só trabalham aos sábados quando existe um pedido maior de mercadorias ou quando necessitam adiantar o serviço, a exemplo das folgas que tirarão no carnaval. “Não são fins de semanas trabalhando, mas alguns sábados. Eles não trabalham domingo. Os últimos sábados foram necessários por que tiraremos folga nos dias 8 e 9, já que dependemos de um fornecedor da Bahia”, conta.

Sobre a funcionária, Adriano Pires confirmou o acidente e explicou que foi uma fatalidade. Ele informou que a empresa vinha comemorando os quatro meses sem histórico de acidente que necessitasse afastamento. Ano passado a Azaléia de Sergipe investiu mais de R$2milhões em equipamento de proteções em máquinas, mais meio milhão de reais em Equipamento de Proteção Individual (EPI), além de fazer um trabalho de conscientização dos cuidados com cada colaborador.

“Não nos eximimos da responsabilidade, mas o que aconteceu não foi falta de IPI e nem proteção de maquina. Um técnico foi fazer a manutenção em uma máquina e precisou desligar. Quando ele ligou o equipamento novamente ela colocou o dedo em uma maquina que prensou seu dedo. Todas as providências foram tomadas na hora e ela apesar de ter tido parte do dedo esmagado não perderá o mesmo” , conta.

Zeca da Silva (foto: Marcos Rodrigues)

Sedetec

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e da Tecnologia e do Turismo (SEDETEC), através da Codise, informou que recebeu o presidente do Sindicato, Giseldo dos Santos, e está ciente das denúncias. Eles informam também que convocará a direção da Azaléia em Sergipe para discutir as questões referentes ao atual momento da empresa, já que o acordo é que os incentivos têm que ter obrigatoriamente a contrapartida da garantia de emprego dos funcionários da empresa.

O secretário Zeca da Silva, através de sua assessoria de comunicação, acrescenta que ouvirá a empresa, mas caso esta esteja descumprindo qualquer ponto do que foi acordado tomará as medidas legais cabíveis. Ele buscará o cumprimento da lei e também as possibilidades do Estado para auxiliar a empresa no que for possível para garantir os empregos dos trabalhadores.

Manifestações

O Sinditextil informa que fará manifestações a partir do dia 02 de março na porta da Assembléia Legislativa e no Palácio de Despachos. O objetivo é chamar a atenção do governador e dos parlamentares para os problemas destes trabalhadores.

“ O nosso país está aberto para os importados e os preços dos tecidos e calçados são baixos e prejudicam as empresas nacionais. Além disso é importante que o governador interceda junto ao Governo Federal sobre a possibilidade de isenção do algodão importado, por que no período de entressafra do mesmo no Brasil, os preços dos nossos produtos sobem e eles necessitam demitir”, diz.

O Portal Infonet não conseguiu contato com uma das 15 empresas citadas por Giseldo dos Santos na matéria. Estamos abertos e dispostos a explicar e ouvir suas diretorias.


FONTE: http://www.infonet.com.br/economia/ler.asp?id=110118&titulo=eco...







terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Estudo conclui que Jeans são peça de roupa mais rentável

Os jeans são a peça do guarda-roupa típico de uma mulher que apresentam melhor relação qualidade/preço, com um custo médio de 11 cêntimos por utilização, revela um estudo elaborado pelo Museu da Ciência de Londres.

O estudo, que envolveu três mil pessoas, concluiu que um par de calças de ganga, com um custo aproximado de 40 libras esterlinas (47,65 euros), são utilizados, em média, 428 vezes antes de serem, deitados fora, apresentando um custos de 11 cêntimos por utilização.

A peça mais cara são os leggings, que, com apenas 68 utilizações, custam quase 18 cêntimos por utilização.

As t-shirts ou tops têm um custo de 12 cêntimos, tal como os casacos, enquanto as sweat-shirts custam mais de 14 cêntimos por utilização.

As calças, com uma média de 176 utilizações, apresentam um custo de 13 cêntimos.

 


Fonte:diariodigital.sapo.pt



Aspectos Históricos da Industria Têxtil no Município de Valença

O Município de Valença Bahia recebe este nome por forca de Lei Provincial de número 368, de 10 de novembro de 1849. Homenagem ao Marques de Valença D. Afonso Miquel, 4º Marques de Valença.

Assim, começa a sua industrialização. Por volta de 1844 inicia-se a implantação da primeira Indústria de Tecido de Valença, sendo esta a primeira Hidráulica e de tecidos finos de algodão no Brasil , Foi então neste ano que começou os trabalhos de construção da Fabrica de Tecidos Todos os Santos. Empreendimento industrial, que teve características especificas tais como: um empreendimento de grandes proporções, que mereceu destaque no cenário econômico da época. Na sua implantação teve capital, mão-de-obra e tecnologia vinda dos Estados Unidos da America mais precisamente de da região da Nova Inglaterra, tais circunstancias confere a industrialização da cidade de Valença no século XIX uma importância singular .

Os proprietários deste imponente empreendimento eram; O Português naturalizado brasileiro, Antonio Francisco de Lacerda, o Norte americano John Smith Gilmer e Antonio Pedrosos de Alburguerque. E como cabeça, idealizador e construtor do projeto, o Engenheiro Norte americano João monteiro Carson, também naturalizado brasileiro. Este foi o responsável pela obra e pela construção da hidroelétrica que movimentaria o maquinário. Era um empreendimento no meio do nada, uma mine cidade de cerca de 300 operários com mais de 50 % de operários do sexo feminino, conforme relatos de D. Pedro no seu livro o Diário de D. Pedro II, ao Norte do Brasil 1859/1860). Tinha também, casa de maquinas, hidroelétrica, armazém com cinco andares para a fabrica de tecido, oficina de retificação de peças, escola para os filhos dos operários, filarmônica , e ceia após o trabalho diário. Algumas característica que demarcaram a Todos os Santos como singular a época: os operários não eram escravos, num período ainda escravocrata; e como comentado acima mais de 50% da força braçal eram de mulheres.

Frisando que o modelo de fabrica instalado por Monteiro Carson obedecia aos moldes das fabricas norte-americanas da época, forjada pelo modelo da revolução industrial.

Em 1860 a segunda fabrica de tecido é inaugurada com a presença do Imperador D. Pedro II , Seu fundador foi o Comendador Bernardino de Sena Madureira e recebe o nome de Fabrica de Tecidos Nossa Senhora do Amparo. Atualmente encontra-se em funcionamento apenas a segunda indústria Têxtil do Município de Valença, com a denominação hodierna de Valença Têxtil com administração de um grupo Pernambucano.

Vale salientar também que a industrialização de Valença ocorre por conta dos interesses de empresários baianos e americanos em diversificar as fontes econômicas da época, pois neste período ocorria a queda dos preços do café e os grandes produtores entravam em banca-rota empregando parte do seu capital num novo ramo econômica em expansão no momento histórico, a indústria de tecido .

Portanto, conforme os relatos acima citados pode-se confirmar que o processo de industrialização da cidade de Valença- Bahia se dá por volta dos anos de 1844 com a vinda do engenheiro americano Monteiro Carson, importando tecnologia norte-americana aos moldes do processo industrial Inglês oriundo do processo de Revolução industrial.

Fonte: Documentos do Acervo do Memorial da Câmara Municipal de Valença

Autoria: Janete Vomeri( Coordenadora do Memorial da Câmara Municipal de Valença)

o Município de Valença- Bahia

 





Fonte:webartigos.com



Empreendedores têxteis lideram lista do SEBRAE

Com quase 100.000 profissionais, a categoria representa 10,4% das formalizações do “Empreendedor Individual”

Vendedores de roupas e acessórios lideram a lista dos novos empreendedores brasileiros. Levantamento feito pelo Sebrae com base em dados da Receita Federal revelou que essa categoria representa 10,4% (92.784 profissionais) do total de formalizações do Empreendedor Individual, programa criado para incentivar a regularização de pessoas que trabalham por conta própria.

O estudo abrange 890.893 empreendedores, formalizados entre 9 de julho de 2009 a 30 de janeiro de 2011. Cinquenta categorias são responsáveis por 73,2% das formalizações, com 652.221 registros. Do total pesquisado, 339.426 atuam no comércio, 260.582 na área de serviços e 52.213 na indústria.

O Empreendedor Individual é a figura jurídica criada pela Lei Complementar 128/08, que alterou a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06) e que permite a formalização de empreendedores por conta própria, que pagam mensalmente R$ 60,40 (comércio e indústria) e R$ 64,40 (serviços) e passam a ter cobertura previdenciária, redução de impostos, acesso a serviços bancários, apoio técnico do Sebrae na organização dos negócios e outros benefícios.

 

Fonte:serinews.com.br



Os piores perfis para se montar uma equipe eficiente – Fuja deles!

Abrir uma empresa significa ter sob sua responsabilidade uma nova equipe cuidadosamente escolhida por você. Os métodos de escolha são diversos: dinâmicas de grupo, entrevistas, testes, redações entre muitos outros. Porém, não há nada mais claro do que observar o dia a dia de cada um dos funcionários para chegar a conclusões certeiras.

Por isso, decidi reunir aqui alguns dos perfis profissionais que, ao serem identificados na sua equipe, deverão passar por uma drástica transformação, ou, no pior dos casos, ir embora. São profissionais que não agregam nada de útil ou eficiente à empresa e poderão, sozinhos, levá-la ao fracasso. Fique de olho!

O Bombeiro

O bombeiro é aquele profissional nada organizado. Ele não planeja nada, corre de lá para cá, estressado e trabalha feito um maluco. Está exausto, quase tendo um infarto. Se alguém lhe pergunta: “O que você está fazendo?”, indignado e desesperado ele nem responde, de tanto trabalho que tem pela frente, que nunca termina. Ele não planeja nem se prepara e depois de um dia de trabalho estafante, tem a sensação de trabalhar demais, sem atingir resultados. E não vai atingir mesmo, porque é preciso trabalhar bem e direito, com planejamento e organização. Mas o bombeiro está ocupado demais para pensar nisso…

O perfil do “Não dá para fazer tudo”

Ele se sente um verdadeiro burro de carga. Não cabe mais trabalho nas costas dele! Como podem pedir mais e mais coisas para uma pessoa só? Freqüentemente ele é visto andando e falando sozinho: “O chefe endoidou, não dá para fazer tudo!”. E assim ele só faz o que é possível, o que não deu para fazer, paciência.

O perfil do “É melhor não mexer”

Esse, normalmente, é aquele funcionário mais velho. Ele não gosta nada da ideia de trazer muita inovação para o trabalho e se justifica alegando que “É melhor não mexer no que está bom, porque se mexer vai feder!”. Na verdade, esse profissional não faz a menor ideia de como ele, com a sua experiência e a sua idade, vai começar do zero. Em prol do seu bem-estar mental e psicológico, é claro que é muito melhor a empresa permanecer do jeitinho que está, até acabar como ele: obsoleta.

O perfil do “Isso eu já vi”

Geralmente é aquele profissional bem estudado e bem preparado. Tem MBA, fez ótimas faculdades e cursos no exterior. E por conta disso, nada para ele é novidade. Tudo ele já viu. Palestras e Convenções são pura chatice, pois ele já viu tudo. No coffee break ele se encosta ao colega e comenta cheio de orgulho: “Isso tudo que ele falou eu já vi”. O problema é que existe uma grande diferença entre ver e fazer.

O perfil da “Ema”

Ele definitivamente não quer saber de se intrometer na vida da equipe. Para ele, é cada um por si. Pode ser visto cantarolando o bordão: “Ema, ema, ema! Cada um com seus problemas!”. Ele é na verdade o verdadeiro problema para a empresa. Comprometimento com a equipe é uma das premissas básicas para se atingir o sucesso.

Tome muito cuidado, afinal o seu negócio depende de pessoas e quando tudo parece igual, gente é que faz a diferença.

Sucesso sempre,

Claudio Tomanini

FONTE: BLOG DO TOMANINI

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Bope quer trocar uniforme preto por ser 'alvo fácil' e para evitar calor

Proposta é usar farda esverdeada, inspirada em americanos no Iraque.

A cor preta, no entanto, poderá ser usada em operações noturnas.

Bope propõe uso de uniforme semelhante aos dos soldados americanos no Afeganistão

Com termômetros marcando até 40º C neste verão, os homens de preto do Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Rio podem ganhar uniformes mais leves e de cores mais claras. O projeto, ao qual o G1 teve acesso, é do subcomandante da unidade, tenente-coronel Fábio Souza.

Uma pesquisa realizada com policiais do Bope mostrou que 65,79% dos agentes acham o uniforme atual inadequado para ações em favelas cariocas. Destes, 48% reclamaram do calor da roupa de trabalho e 28% ressaltaram que a farda preta torna os agentes "alvos fáceis".

Preto é identificado 2 vezes mais rápido

Pensando nisso, foram feitos testes na Favela Tavares Bastos, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, onde fica a sede do batalhão. Neles, foi possível comprovar a reclamação dos agentes. Em comparação com o uniforme camuflado proposto, os policiais de vestimentas pretas foram identificados duas vezes mais rápido do que os de roupas claras.

A ideia é usar o padrão digitalizado, inspirado no modelo norte-americano, que é mais leve, feito de algodão e poliamida, semelhante aos usados no Iraque e no Afeganistão. O tecido, segundo a polícia, é ainda resistente a chamas e seca mais rápido.

Policiais durante a megaoperação na Vila Cruzeiro em novembro

Calor vira sacrifício para policiais

O uso do uniforme preto, diz o documento, “se torna um sacrifício extra com possíveis casos reais de desidratação e intermação" e, "em indivíduos com condições de estresse máximo por calor, o mecanismo de transpiração torna-se ineficiente”.

O relatório do tenente-coronel lembra ainda que, o estado do Rio, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), fica exposto ao sol, em média, 173 horas por mês. “A cor preta absorve a luz solar, não a refletindo completamente e, com isso, retém calor”, diz o documento.

Preto continua para ação noturna

O projeto, ainda sem data certa para entrar em vigor, propõe a mudança apenas para operações policiais em morros e favelas durante o dia.

A pesquisa apresentada no relatório afirma, no entanto, que 96,05% dos policiais acham que o uniforme preto é eficiente para operações de resgate e retomada de reféns. Por isso e pelos testes, a unidade propõe que o uso do preto seja mantido em ações noturnas e de resgate.

Policial do Bope em frente a blindado da Marinha, durante operação na Vila Cruzeiro

Policiais em ação carregam 25 kg

Segundo a polícia, o uniforme atual usado pelas equipes que atuam nas ocupações em favelas pesa cerca de 25 kg. A farda inclui colete tático preto (com local para colocar carregador de armas, rádio e kit de primeiros socorros), colete balístico, joelheiras, cotoveleiras, cantil, coturno, capacete, cinto de guarnição e coldre, todos pretos, além de uma pistola como segunda arma, e um fuzil como armamento principal.

Desde a criação do Bope, os agentes da unidade usavam farda azul marinho, sem coletes balísticos nem capacetes, apenas com um suspensório, cinto de guarnição, um boné e par de coturnos. A cor preta foi implantada em 1992, inspirada na tropa inglesa conhecida como SAS (Special Air Service), mas, na época, não foi realizado nenhum tipo de validação científica. A cor preta era vista como arma psicológica e tinha por objetivo principal intimidar o inimigo.

 

FONTE: PORTAL G1

Santana Textiles lança jeans

Imagine um jeans capaz de absorver luz e transforma-la em um efeito luminiscente no denim. Esse é o Luminato Denim, a nova revolução assinada pela BEM, a marca de tecidos bi-elastizados do Grupo Santana Textiles. Esse novo tecido é o 1o. jeans do mundo capaz de brilhar no escuro.

Além de interagir com cada movimento do corpo, o Luminato Denim devolve ao ambiente a luminosidade absorvida em forma de brilho, quando em locais totalmente escuros.

O efeito do tecido é resultado de vários estudos e das mais modernas tecnologias aplicadas neste produto.

Para que a luminosidade seja relevada, é necessário que as peças entrem em contato direto com uma fonte de luz solar ou artificial, capaz de "carregar" suas fibras com propriedades de efeito photoluminiscente moderno, e assim, como em uma bateria, passam a emanar um brilho próprio, desde que em ambiente escuro.

Fonte : [ Revista Têxtil, no. 711 - jan/fev. 2011 ]











domingo, 20 de fevereiro de 2011

A realidade do setor têxtil brasileiro na visão do varejo de vestuário

O ano de 2010 foi, sem dúvida, um excelente ano para o varejo de vestuário, em especial graças à recuperação do poder aquisitivo do salário mínimo e da oferta de crédito. O varejo de grande superfície encerrou o ano com 1.766 lojas em todo o País, com crescimento de 13,7% sobre as 1.553 lojas em 2009. O número de empregados em 2010 foi de 192.358, um crescimento de 8,8% em relação aos 176.856 empregados em 2009.

No entanto, este crescimento também acentuou um problema conhecido no setor. A defasagem entre a capacitação da indústria nacional e os volumes de demanda do mercado consumidor nos levou a unir forças com a indústria para a busca de soluções permanentes.

Representantes da cadeia de produção e distribuição realizaram no final do ano passado um encontro inédito com o objetivo de adotar medidas que fortaleçam o setor têxtil. Há a necessidade de formatar ações a curto, médio e longo prazo, bem como identificar os problemas da produção e do varejo.

É preocupante o fato de fornecedores não conseguirem crescer e acompanhar a expansão do varejo, que tende a continuar no mesmo compasso em 2011, com crescimento ritmado na casa de dois dígitos.

O anúncio feito pelo atual governo no início do ano, de políticas de incentivo para o mundo fashion animou desde as grandes redes varejistas às pequenas marcas. Medidas em estudo como desoneração da carga tributária sobre a produção e folha de pagamento; introdução de novas tecnologias; bem como benefícios ligados ao financiamento junto ao BNDES são muito bem-vindas.

Estas medidas não devem, de forma alguma, prever a criação de barreiras à importação – tarifárias ou não – o que consistiria em um grande retrocesso para um mercado consumidor maduro e exigente como o brasileiro. Isto também porque o produto importado ajuda na manutenção do controle da inflação no segmento, que é uma das principais preocupações do País. Com a chegada do inverno, a importação torna-se imprescindível, uma vez que a indústria nacional não tem vocação para este tipo de produto.

Outra importante iniciativa para o setor têxtil foi a criação do Programa de Qualificação de Fornecedores para o Varejo. O objetivo é permitir ao varejo qualificar e monitorar fornecedores e subcontratados quanto às melhores práticas de responsabilidade social e relações do trabalho.

Este Programa é a contribuição do varejo de grande superfície para estabelecer um novo ambiente de negócios na cadeia têxtil, baseado na ética e transparência. Fato que será consolidado por meio da adesão dos varejistas ao programa, dada a importância deste comportamento.

Em tempo, fica cada vez mais evidente que a atividade produtiva não vem cobrindo as necessidades de consumo e, justamente, o ritmo de consumo das famílias é o que determina as regras de mercado. O consumidor pesquisa e exige qualidade a preço competitivo. O desafio do mercado têxtil infanto-juvenil é agradar essa nova geração de consumidores, com apostas criativas e interativas às tendências globais. Um mercado que aponta crescimento e que equivale a 15% do mercado de vestuário do País, a moda infantil mostra um aumento do consumo e das exigências das mães (e dos pequenos consumidores que já fazem a própria moda) que querem ser plenamente atendidos em termos de preço, tamanhos e qualidade.

Fato confirmado pela pesquisa sobre “Comportamento de Compra do Consumidor de Vestuário”, realizada pelo IEMI, por meio do seu Núcleo de Inteligência de Mercado. Os mais jovens são Multiplicadores – perfil caracterizado por ser o primeiro a adquirir novidades, busca status e identidade através da moda; e é o grupo que mais influencia as pessoas ao seu redor.

por: Sylvio Mandel - presidente da ABVTEX


FONTE: http://tribunadonorte.com.br/noticia/a-realidade-do-setor-textil-br...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Resultados positivos do livro A META

DO LIVRO A META

Quando alguém começa a duvidar da validade de um produto não se consegue transmitir confiança. Confiança e essencial para venda de um produto revolucionário.

Principais obstáculos que impedem a implementação de mudanças:

1- Falta de habilidade de propagar a mensagem pela empresa.

2- Falta de habilidade de persuasão dos tomadores de decisão a fim de que eles permitam a mudança de algumas medidas.

3- Falta de habilidade de aplicar o que aprendido em treinamento e na aplicação nos procedimentos práticos para a fábrica.

Onde naturalmente vamos procurar por oportunidade de reduzir custos? Nos lugares em que aparentemente existe excesso de mão-de-obra; as áreas que mais melhoraram. Se você punir as pessoas pelas suas melhorias, o processo de melhoria contínua pára imediatamente. O moral e, portanto, os desempenhos deterioram-se rapidamente.

Precisamos desenvolver processos de raciocínio que irá:

1- Capacitar às pessoas a identificar rapidamente a política raiz errôneas – A RESTRIÇÃO.

2- Capacitar as pessoas a elaborar novas políticas que não impliquem em novos problemas devastadores.

3- Capacitar as pessoas a construir um plano de implementação que não seja INVIABILIZADO PELA RESISTÊNCIA À MUDANÇA.

Acho que todos concordariam que o maior obstáculo para uma implementação bem sucedida é superar a resistência à mudança. A chave está em saber como orientar a dinâmica da interação entre pessoas com diferentes objetivos e diferentes níveis de entendimento.

A primeira camada de resistência: apontar problemas que têm uma coisa em comum, não está ao nosso alcance. Os fornecedores nem sempre entregam o que queremos, os clientes mudam de idéia no último minuto, os trabalhadores não são treinados adequadamente, a alta administração nos pressiona...

(Enquanto essa camada não for removida você estará conversando com as paredes.)

A segunda camada de resistência: argumentar que a solução proposta não tem condições de criar os resultados desejados.

(A solução que você propôs pode parecer óbvio para si próprio, mas não é óbvia para os outros. Quando conseguir remover essa camada, a verdadeira frustração começa. Você entra de frente e a toda velocidade na próxima.)

A terceira camada de resistência: “Sim, mas...” Argumentar que a solução proposta vai levar a efeitos negativos.

(Você tem que ter muita energia e paciência para lutar com essa. Ou você tem sorte de ter nascido com muito carisma. Mas, quando passar por essa, ainda não terá ganhado a guerra.)

A quarta camada de resistência: levantar obstáculos que vão impedir a implementação da solução.

(Seja bem-sucedido em remover essa camada e a outra pessoa estará do seu lado, mas...)

A quinta camada de resistência: levantar dúvidas sobre a colaboração de outras pessoas (ou pior, não levantar nenhuma dúvida).

“NÃO, NÃO É FACIL SUPERAR A RESISTÊNCIA À MUDANÇA. MAS É POSSÍVEL. REMOVER TODAS ESSAS CAMADAS SEQÜENCIALMENTE TRANSFORMA A RESISTÊNCIA Á MUDANÇA NO ENTUSIASMO DE UM INVENTOR”.

O QUE DEVEMOS ESPERAR?

Primeiramente, esperamos resultados.

Muitos livros pressupõem que, para obter resultados, são necessárias três coisas:

1- Conhecimento do que mudar; o conhecimento administrativo.

2- Conhecimento para saber o que mudar; o conhecimento logístico.

3- Conhecimento de como levar à mudança; o conhecimento psicológico.

UMA PESSOA QUE TENHA UMA IDÉIA PRECISA SOBRE O QUE DEVE SER FEITO NÃO ESTÁ ABERTA AS SUGESTÕES DOS OUTROS.

- “Eliyahu M. Goldratt”.

Camisetas mais finas e bolsos falsos contra a alta no preço do algodão

Com os preços do algodão batendo recordes, os vendedores de roupas estão sendo desafiados a fazer tudo o que podem para evitar transferir o custo aos consumidores. Se aumentarem os preços, correm o risco de perder os clientes.

 
Mas não está fácil ignorar o fato de que os preços do algodão mais do que dobraram no ano passado. Com isso, algumas empresas estão adotando medidas criativas para usar menos algodão.

"As camisetas podem ficar mais finas", diz Chris Callieri, da varejista A.T.Kearney′s. Segundo ele, algumas confecções estão testando a "densidade" do tecido de algodão para verificar como é possível utilizar menos desse material.

"Mas é preciso ter cuidado para não prejudicar a qualidade da roupa", destacou.

Outra medida criativa que vem sendo adotada é o uso de bolsos "falsos".

"É possível diminuir o tamanho, mas acrescentar bordados e botões. Isso também pode reduzir os custos com algodão", diz ele.

De volta ao passado

A crise do algodão também está trazendo de volta um tecido muito usado nos anos 70, o poliéster. Mas antes de sair por aí suando só de pensar nas camisas brilhantes da era da discoteca, Callieri afirma que os varejistas estão testando o tecido misto, mistura de poliéster e algodão, para substituir a oferta de produtos de puro algodão.

"Ninguém sabe quando essa situação vai parar. Talvez só se resolva quando o consumo de algodão congelar", disse Phil Flynn, analista sênior de mercados e commodities da PFG Best

Fonte:Da Agência O Globo