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terça-feira, 26 de abril de 2011

Viciados em Seguro-Desemprego

O que era para ser um benefício para o trabalhador se tornou uma fonte de renda para quem não quer trabalhar e um problema para empresários que precisam produzir.



Trabalhadores estão se especializando em viver de seguro-desemprego, fenômeno que tem chamado a atenção em Paiçandu, na região metropolitana de Maringá. Assim que cumprem o tempo mínimo para ter direito ao benefício, fazem de tudo para serem demitidos e gozar das parcelas do seguro.



Enquanto uns só querem saber do benefício, empresários sofrem para manter as linhas de produção ativas. É o caso da empresa JM7, que tem lavanderia, seção de corte e acabamento de calças jeans, com 154 funcionários. O proprietário, Mohamad Saleh, que veio de São Paulo há dois anos, conhece bem esse problema.



"Assim que cumprem seis meses na empresa, começam a fazer de tudo para serem mandados embora. Começam a faltar e trazem atestado, cada dia de uma doença diferente", descreve o empresário, que mantém uma unidade de comercialização na capital paulista para revender os produtos manufaturados em Paiçandu.



Ele diz que um funcionário chegou a deixar bem claro a intenção de ser demitido para receber o seguro-desemprego. "‘Quer que eu comece a estragar sua mercadoria?’, disse ele, quando completou seis meses na empresa", lembra Saleh.



A legislação trabalhista, praticamente a mesma desde o primeiro governo de Getúlio Vargas (1930-1945), torna difícil a demissão com justa causa. Saleh exemplifica esse problema com um caso ocorrido este ano na empresa.



Um trabalhador estava em período de experiência e faltou quinze dias. Depois de ter sido afastado, foi marcado o julgamento do caso na Justiça do Trabalho. "Fomos à audiência e o empregado não compareceu. Se tivéssemos faltado, o caso seria decidido automaticamente a favor dele".



Fiscalização



A Agência do Trabalhador de Paiçandu dá uma boa dimensão do problema. Em média, 60 trabalhadores são empregados por mês na unidade local.



Nos últimos 30 dias, 265 pessoas deram entrada no seguro-desemprego no local – quatro vezes mais que o número de pessoas contratadas.



A responsável pela agência, Inês Franco Reginato, afirma que esse tipo de mentalidade entre os trabalhadores é o principal responsável pela alta rotatividade entre as empresas.



"Boa parte da culpa é do próprio Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que não fiscaliza os pedidos de seguro-desemprego. Para nós, é indiferente quanto tempo a pessoa ficou no emprego. Eles têm o direito e são atendidos", completa.



De acordo com o MTE, de março de 2010 a fevereiro de 2011, Paiçandu teve saldo de 425 postos de trabalho com carteira assinada. No mesmo período, 2.833 pessoas tornaram-se beneficiárias do seguro-desemprego.



Para Inês, além de mais fiscalização, é preciso incentivar a entrada de jovens no mercado de trabalho. "Os empresários precisam investir mais nas pessoas com menos de 18 anos, que ainda estão sem esse vício do seguro-desemprego. Ao invés do seguro, os encargos da folha de pagamento deveriam ser revertidos para estimular o trabalhador a ficar mais tempo no serviço", acrescenta.





Fábrica da Coteminas se Expande

A Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), com quatro plantas em Montes Claros, vai assinar protocolo de intenções com o governo do Estado para instalação de um centro de distribuição na região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) no próximo mês. A construção do empreendimento demandará 18 meses e o investimento alcançará dezenas de milhões, informou o presidente da empresa, Josué Christiano Gomes da Silva.



- Estamos marcando para maio a assinatura do protocolo de intenções com o Executivo para deflagrar as obras do centro de distribuição, que deve entrar em operação em 18 meses - confirmou o presidente da Coteminas. O empreendimento, conforme Silva, terá 50 mil metros quadrados de área construída e será planejado para futuras ampliações.



Além disso, o empresário explicou que o centro atenderá tanto as unidades industriais da companhia quanto as lojas que fazem parte do grupo. Sobre a cidade que receberá o aporte, o presidente da Coteminas afirmou que os detalhes estão sendo ultimados, mas certamente o empreendimento será na região metropolitana.



Gomes da Silva também revelou que, desde as obras preliminares de preparação do terreno, urbanização da área até as obras civis e compra de equipamentos, serão aportadas dezenas de milhões.



- Com toda a magnitude do empreendimento, considerando todas as etapas de implantação do CD, será um investimento alto - disse.



A escolha de Minas Gerais, segundo o presidente da companhia, foi estratégica em função da localização geográfica do Estado. Também foram levadas em conta as unidades industriais da Coteminas no território mineiro, todas em Montes Claros, na região Norte. A empresa também possui uma filial em Belo Horizonte, além de outras quatro unidades no Nordeste do país, uma em Blumenau (SC) e ainda uma fábrica fora do Brasil, na Argentina.





CONCORRÊNCIA



A Coteminas, impactada pela concorrência com produtos asiáticos, principalmente da China, fechou 2010 com lucro líquido de R$ 9,5 milhões, montante 63,4% inferior ao do ano anterior, quando o resultado líquido da companhia somou R$ 26 milhões. Na mesma base de comparação, a receita líquida somou R$ 2,615 bilhões contra R$ 2,654 bilhões, queda de 1,5%.



Recentemente, conforme divulgado ao mercado, a Coteminas confirmou participação na Brix, nova empreitada do empresário mineiro Eike Batista. A empresa será uma plataforma eletrônica de negociação de energia elétrica no Brasil e também conta com a parceria do fundador e primeiro presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Roberto Teixeira da Costa, da Intercontinental Exchange (ICE) e da Compass Energia.



sexta-feira, 22 de abril de 2011

Social marketing é a bola da vez

Conceito envolve um mercado conduzido por pessoas, e não mais pelas marcas

Rio de Janeiro - Estamos na década do social marketing, sentenciou Silvio Meira, pesquisador, professor titular do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco e consultor especializado em estratégias de inovação dos maiores respeitados no Brasil, durante a terceira edição do Fórum Inovação, Tecnologia e Marketing, realizado na última semana em São Paulo pela Arizona.

A era do social marketing envolve um mercado conduzido por pessoas, e não mais pelas marcas. Pessoas estas que desejam relacionamento e conversa com outras pessoas, não com empresas. Um público que virou canal de informação e se organizou em comunidades virtuais.

Por isso, para as organizações, a era da mobilidade, com o mundo nas mãos do consumidor, dará lugar a era da programabilidade, uma vez que os meios digitais são passíveis de gerar negócio por meio da construção de plataformas interativas e de sistemas empresariais que dão excelência a operação.

Os consumidores, organizados em comunidades sobre temas variados, mas de interesse em comum e até sobre marcas, desejam interatividade com as empresas desde que elas se humanizem e estejam dispostas a resolverem os seus problemas.

O social marketing é um marketing mais matemático, desenvolvido a partir da avalanche de dados que existe no mundo de hoje, apontou Suresh Vittal, vice-presidente da Forrester, empresa mundial de pesquisas e tendências com foco em marketing.

A partir de agora, deve-se criar um departamento de marketing mais voltado para a tecnologia da informação com o objetivo de integrar os processos de marketing a fim de melhorá-los e mensurá-los.

De acordo com Romek Jansen, sócio da consultoria MRMLogiq, que auxilia empresas a otimizar operações de marketing, até 40% das iniciativas não servem a estratégia da companhia. Como resultado, em muitos países o ciclo de vida de um produto não superar os seis meses.

Mudanças de paradigma

Segundo as premissas do social marketing, o marketing eficiente não é mais aquele que “empurra” o produto e a comunicação. O marketing de hoje é o que “puxa” as pessoas ao produto e que dialoga com eles.

“O consumidor não toma uma decisão de compra de forma linear”, afirma Suresh Vittal. Por isso, é preciso criar uma imagem consistente da marca e os sistemas devem estar integrados. A realidade, no entanto, é que muitos projetos de CRM, ERP e Bi nas empresas simplesmente não conversam entre si.

Isso significa ainda mais complexidade e não simplifica a gestão. É preciso redesenhar os processos. “Com isso economizaremos verba de marketing. Se gastamos menos com a operação, podemos gastar mais com mídia”, diz Romek Jansen. É possível ainda estar presente nos múltiplos pontos de contato existentes com o consumidor hoje em dia com o objetivo de engajá-lo, outra premissa importante do social marketing.

A história da marca deve engajar o consumidor. As empresas devem conversar com as pessoas que desejam que comprem seus produtos. “Elas devem pensar em como podem ajudar o consumidor”, explica Michael Moon, CEO da Gistics, especialista em inovação nas mídias sociais. “É preciso engajar as pessoas antes de elas virarem consumidoras”.

O modelo para gerar engajamento, de acordo com Barry Stamos, líder global de estratégias em mídias emergentes e um dos diretores da Acxiom, consultoria global de soluções em marketing, é simples: conhecer o seu consumidor e personalizar a conversa com ele.

Mesmo o social marketing estando intimamente ligado aos dados e a sistemas de informações, dificilmente os problemas operacionais serão resolvidos no ambiente digital. “O problema é que a verba de social está com o marketing, que coloca e delega esta tarefa às agências”, constata Silvio Meira.

“A marca tem que ser verdadeira e fazer uma gestão social dentro da empresa toda. E isso começa com os funcionários. Só teremos clientes satisfeitos se tivermos colaboradores satisfeitos”, ressalta.

Faltam profissionais ou propostas qualificadas?

Educação é um aspecto determinante para o desenvolvimento das empresas e, consequentemente, de um país.




Neste momento em que o Brasil e a América Latina surfam em boas ondas, o tema se torna ainda mais relevante. Os discursos sobre a necessidade de proporcionar educação e formação profissional adequadas estão na pauta do dia.


De um lado, temos jovens diplomados que não encontram oportunidades, do outro, empresas que não conseguem preencher vagas devido à falta de qualificação dos candidatos.


Quem nós costumamos ouvir com freqüência? Normalmente as empresas, certo?


E os candidatos? Às vezes, quando os encontramos em longas filas!


Estamos ouvindo o jovem universitário, o recém-formado e também aqueles cujas experiências preencherão os requisitos das vagas e ainda “sobrarão” um pouco?

Poucas vezes!

Recebo, com freqüência, e-mails perguntando se teria candidatos para indicar para algumas áreas.



Um dia, antes de responder, notei que vários colegas já me haviam feito essa pergunta.



Não só havia indicado como encaminhado alguns currículuns.



As vagas foram preenchidas? Não!



Não seriam os candidatos qualificados?



Qualificadíssimos!



O que deu errado?



Os salários oferecidos não atendiam as expectativas.

Tenho ouvido, por conta dessa barreira, algumas histórias interessantes.

Muitos contratantes têm se esforçado para convencer os candidatos a aceitarem suas propostas, ainda que com salários menores do que os que recebem, com o argumento que passarão a fazer parte de uma grande organização ou de uma empresa bem estruturada.

Um argumento frágil, uma saída arriscada, mas...

Ainda que consigam, quando tempo esses gestores acham que vão manter as pessoas contratadas?
Quanto tempo pode durar a duvidosa promessa de crescimento profissional?


Aproveitei e fui checar as propostas. Verdade!



E sobre o crescimento?



Ah, quando... se...a hora que crescermos, eles crescerão conosco!

O mesmo foi dito para o colaborador que saiu? Sim, por isso saiu.



Quem já cresceu com a empresa?



Rápido, vamos diga lá!



Ta difícil, “né”?



Pois é...

É a primeira vez que sentem essa carência?

Não, as perdas profissionais são frequentes.



Por que razão os colaboradores deixariam as organizações? Simples, eles encontram novos empregos e se vão!


Isso me faz lembrar uma passagem contada por um amigo. Dizia que trabalhava muito e não via perspectivas de crescimento e melhoria salarial naquela empresa. Estava de olho no mercado, procurando oportunidades, ainda que isso não lhe tirasse a “garra” para desenvolver suas atribuições.



O chefe, satisfeito com seu desempenho, não deixava de perguntar se ele estava feliz.



Desconfiava que a afirmativa manteria a inércia, então um dia, após a rotineira pergunta, olhou para o chefe e disse que ele cuidaria da empresa e este deveria cuidar da sua permanência.



Uma pesquisa salarial foi feita e algumas permanências foram “cuidadas”.


Educação para gestão tem o propósito de preparar as pessoas também para tratar dessas questões.

A qualificação precisa estar presente nas duas pontas da mesa: Qualificação do candidato e do propositor.


Muitas empresas, que estão em busca de profissionais qualificados, perderam os que tinham e não formaram substitutos. Outras, crescendo, não estão qualificadas para formá-los.



E há aquelas que esperam um milagre!



Dissipada a nuvem, fica uma pergunta: se não estamos formando profissionais nas nossas empresas, onde entra o tal plano de carreira?


Bom, enquanto não temos respostas, as notícias continuarão sendo de faltas crescentes, se profissionais qualificados não receberem propostas qualificadas.

Sua pesquisa salarial está em dia?

Olha a qualificação!






Ivan Postigo



Diretor de Gestão Empresarial



Postigo Consultoria Comunicação e Gestão



Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652



www.postigoconsultoria.com.br



Twitter: @ivanpostigo



Skype: Ivan.postigo



Autor dos trabalhos



Livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área ...



Free e-book: Prospecção de clientes e de oportunidades de negócios



Simulador de resultados adotando premissas



Simulador: Cálculo de Prospecção de Clientes para Metas e Cotas de Vendas

Você sabe liderar? Consultor explica quais são as principais características de um gestor eficaz e prova que a liderança não é um dom

Foi o ex-presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln quem disse que “a maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns”. Isso quer dizer que o gestor é a pessoa que reconhece o potencial de sua equipe, supera os obstáculos e faz com que as pessoas dêem o seu melhor. Quando foi eleito, aos 51 anos, o político norte-americano provou de uma vez por todas que uma vida de tropeços e derrotas foi essencial para que chegasse aonde chegou. Segundo Lincoln, você jamais irá falhar se estiver determinado a não fazê-lo. Afinal, um líder de verdade não desiste frente às adversidades, certo? Mas se engana quem pensa que há pessoas predestinadas à liderança: não é preciso nascer com determinadas qualidades e habilidades para se tornar um gestor bem sucedido. Líderes estão constantemente aprendendo, e a capacidade de liderar pode ser aprendida e aprimorada conforme as responsabilidades vão aumentando.



Sidney Bohrer de Aguiar, diretor da SBA Associados, de Blumenau, diz que o talento para liderar pode se manifestar em qualquer um. “A liderança surge nas situações cotidianas. Por isso, você precisa se conhecer e, acima de tudo, saber quais são suas qualidades diante da área na qual está inserido”, explica, em entrevista ao Noticenter. “Um líder é reconhecido pela capacidade de se comunicar, pelo interesse sincero nas pessoas, pelo gerenciamento de conflitos internos, entre outras situações”, complementa.



A POSTURA DE UM LÍDER



Para começar a se tornar um bom líder, entenda qual é, exatamente, o papel das lideranças. Para o consultor, ser líder é treinar, educar e permitir que os outros usem suas habilidades, conhecimento e ideias para gerar resultados. “O bom líder não é apenas quem delega, é quem faz com que as pessoas que estão com ele descubram o que podem fazer de mais ou de melhor pela companhia onde trabalham”, diz Sidney. “A relação e o comprometimento do líder com os resultados é, sem dúvidas, um dos principais aspectos que precisam ser observados”.



Partindo disto, Sidney comenta que um dos aspectos mais importantes de uma liderança é a confiança que tem em seus subordinados e, consequentemente, que recebe em troca. “O líder precisa ter uma postura digna de admiração. É a partir daí que ele começa a se destacar”, afirma o consultor. O importante, segundo Sidney, é atingir esta admiração sem passar uma imagem de arrogância ou querer mostrar que é insubstituível. “Um bom líder também é aquele que estrutura sua equipe para que, quando ele não estiver, o trabalho também seja executado da melhor forma possível”.



Sidney lista cinco maneiras de um líder demonstrar sua liderança:



1. Seja um advogado para seus subordinados



“Se existe alguém com alguma reclamação de sua equipe, resolva o problema. Não deixe que ninguém passe por cima de sua autoridade, leve os problemas para níveis hierárquicos acima de você. Uma equipe pode aceitar muitas coisas de um gestor, mas não tolera ser comandada por alguém que não a defenda”.



2. Seja um porta-voz justo



“Uma das funções de um líder é representar os seus superiores perante sua equipe. No entanto, é importante que ele não se distancie. É mais fácil de trabalhar quando você é gerente, mas não deixe de fazer parte daquela equipe”.



3. Crie um ambiente de trabalho agradável



“Todo mundo quer ter o seu esforço ou sua idéia reconhecidos. Fazer com que cada um tenha orgulho de si mesmo e do seu trabalho, cria um ambiente de trabalho melhor. Não se pode exigir, claro, que este esforço ou estas ideias sejam uma responsabilidade do líder. Mas criar um ambiente de estímulo e de reconhecimento faz com que estes aspectos surjam naturalmente”.



4. Favoreça a inovação



“Na sua empresa e na sua equipe, com certeza existem ideias muito boas esperando que alguém as converta em ação e em resultado. Esta pessoa pode ser você. Ideias simples, vindas dos funcionários mais quietos, podem mudar a rotina de uma companhia. Busque estas ideias, incentive que elas sejam divididas e brigue por elas”.



5. Proporcione estabilidade



“Ninguém pode evitar mudanças nas empresas. Mas é possível que, através de uma postura de liderança, a equipe se sinta segura para realizá-las. Manter uma comunicação sadia com as pessoas tanto da equipe quanto de níveis superiores da organização pode fazer com que você antecipe algumas situações e possa preparar os seus subordinados”.



O consultor da SBA Associados diz que você pode começar a observar estes aspectos na sua rotina. “Só com estas cinco posturas você pode começar a observar uma mudança em como as pessoas enxergam você na empresa”, afirma. “Mas não adianta levantar agora da cadeira e fazer tudo diferente”, pondera. “O melhor é ir com calma”.



Para o consultor, delegar tarefas é fundamental para um bom líder. “É também uma das coisas mais difíceis, já que geralmente as pessoas confiam que, se fizerem elas mesmas, o resultado vai ser bom com certeza. Mas é preciso confiar. Quem não divide o poder de uma ação de sucesso, não receberá mais poder para realizar outros projetos”.



LIDERANÇA SEM RUMO NÃO É LIDERANÇA



Aquela velha máxima de que “quem não sabe pra onde vai, qualquer lugar serve” não é verdadeira para quem quer ser líder. Estabelecer objetivos, fazer um plano de sucesso e investir na melhoria contínua são ações que precisam fazer parte da rotina de um líder. Sidney destaca que é importante que, antes de planejar pra onde você vai, você saiba exatamente onde está.



Com o objetivo da sua equipe e dos projetos dela em mãos – não esqueça que eles devem ser extremamente detalhados! –, o próximo passo para o líder é aprender a tomar decisões. “Você tem um objetivo, tem todas as informações que precisa. Agora é identificar as alternativas (uma etapa que pode e deve contar com o apoio da equipe) e aí decidir por qual caminho seguir”, diz Sidney. Estas decisões devem ser muito pensadas. Pese o impacto que cada uma delas terá sobre os membros da equipe, sobre os resultados finais da empresa.



Outro grande segredo do sucesso é simplificar as coisas. “E é aí que começamos a ver a importância da comunicação. Se um líder tem uma boa relação com os seus subordinados, conversa com eles e realmente presta atenção no que eles dizem, no que sugerem, vai começar a simplificar as rotinas do ambiente. E todo mundo vai passar a trabalhar mais e de forma mais produtiva”, diz Sidney.



A COMUNICAÇÃO: CHAVE PARA O SUCESSO



Ouvir: uma ação simples e muito difícil de ser executada no dia-a-dia das empresas. Falar: outro verbo que não para de acontecer nas companhias. Ouvir e falar são dois processos que fazem parte da comunicação. Mas comunicar, diz o consultor, não é tão comum assim. “Um líder começa a ser desacreditado quando não consegue motivar a sua equipe porque não explica direito o que ele quer, o que pretende, o que precisa. Comunicar-se bem faz com que as pessoas te entendam e também com que você entenda quais são as demandas da sua equipe, as dificuldades dela”, explica Sidney.



E sabe qual é a melhor notícia? Existem diversos cursos especializados em ajudar executivos e líderes a se expressarem melhor. “Para quem planeja uma carreira na área de gestão, de liderança, é um investimento importantíssimo”, explica Sidney. Um dos conselhos dele é usar de forma prioritária a comunicação por escrito. “Nela, as coisas que se diz ficam registradas. Se você precisa de alguma informação para a tomada de decisão e alguém diz ela pra você, pode haver uma comunicação falha, uma decisão falha e ninguém terá responsabilidade sobre o que aconteceu”, explica.



ADMINISTRE O SEU TEMPO (E CONSEQUENTEMENTE O DOS OUTROS)



Um bom líder não desperdiça seu tempo. E muito menos o da sua equipe. Para isso, alguns cuidados são fundamentais. O primeiro deles é com as famosas reuniões. Ou você nunca participou de uma reunião em que você não precisaria estar e onde não foi decidido absolutamente nada? “Uma reunião precisa ser planejada com três focos: necessidade, participantes e objetivo. Estes pontos precisam estar especificados no convite para a reunião”, aconselha o consultor.



Da mesma forma as apresentações. Seja breve, pense no seu público e no objetivo da apresentação, utilize bons materiais de suporte e resuma, ao final, o pedido de ação.



O SUCESSO E AS PESSOAS: INDISSOCIÁVEIS



“O sucesso de um líder está na forma como lida com as pessoas”, destaca Sidney. Isso passa pela forma como você estimula o crescimento profissional delas, como acompanha o seu desenvolvimento, como incentiva e reconhece as ações que cada um tem para que os resultados de sua equipe sejam satisfatórios, como aplica o feedback e como gera conflitos. “Se você quer ser líder precisa pensar: se eu não gosto de lidar com as pessoas, vou liderar quem?”, brinca o consultor.

CINCO MANEIRAS DE DEMONSTRAR LIDERANÇA

A partir das dicas apresentadas pelo consultor Sidney Bohrer de Aguiar, o Noticenter preparou uma apresentação com atitudes que podem ajudar você a impulsionar sua carreira e se tornar um bom líder.

Sidney Bohrer de Aguiar, diretor da SBA Associados: talento de líder pode se manifestar em qualquer um Como demonstrar sua liderança.

• Seja um advogado para seus subordinados. Se existe alguém com alguma reclamação de sua equipe, resolva o problema.



• Seja um porta-voz justo. Uma das funções de um líder é representar seus superiores perante a equipe. No entanto, é importante que ele não se distancie.



• Crie um ambiente de trabalho agradável. Criar um local de estímulo e reconhecimento faz com que o trabalho renda mais e as ideias surjam com mais facilidade.



• Favoreça a inovação. Busque ideias simples. Elas podem vir dos funcionários mais inesperados.



• Proporcione estabilidade. Ninguém pode evitar mudanças na empresa, mas é possível que a equipe se sinta segura para realizá-las através de uma postura de liderança.



Fonte: Sidney Bohrer de Aguiar, consultor e diretor






O que Querem os Jovens Profissionais Brasileiros?

Pesquisa revela preferências e objetivos de carreira da Geração Y no Brasil, e Nestlé aparece como a empresa mais desejada

Como pensam os jovens profissionais brasileiros? Foi essa pergunta que conduziu a pesquisa "Millennials 2010", desenvolvida pela consultoria MPCO e a Projeto RH sobre as preferências da Geração Y no Brasil. Segundo o levantamento, a maioria pretende trabalhar nas áreas de marketing ou financeira. E se puderem escolher a empresa, a Nestlé será o destino mais procurado, à frente da Vale e a da Petrobrás, que ocupam, respectivamente, a segunda e a terceira posição. Google, Coca-Cola, Unilever e Johnson & Johnson aparecem empatadas na quarta colocação.

Realizado junto a 1.412 estudantes de graduação e pós-graduação de todo o país, com idades entre 21 e 29 anos, o levantamento teve como objetivo identificar as preferências da nova geração e mostrar como o comportamento destes jovens irá influenciar o ambiente de trabalho das organizações.

O que estudam os jovens que participaram da pesquisa?

29%

Administração
7%

Engenharia

13%

Marketing

7%

Direito

6%

Economia

Composta por 77 perguntas, a pesquisa envolveu universidades de São Paulo (48%), Rio de Janeiro (23%), Belo Horizonte (12%), Porto Alegre (6%), Salvador (6%) e Curitiba (5%).

"A Geração Y como um todo engloba nascidos entre 1979 e 1994. Como o estudo tem foco na carreira, o levantamento foi direcionado exclusivamente aos jovens universitários ou que fazem pós-graduação em universidades de primeira linha", afirma Marcelo Pinheiro, diretor da consultoria MPCO.

A pesquisa foi dividida em quatro partes: expectativas e motivações em relação ao trabalho; o que os jovens valorizam nos modelos de gestão das organizações e em seus líderes; o que planejam fazer profissionalmente e pessoalmente nos próximos anos; e quais as organizações que mais os atraem.

Francesco Ridolfi/ iStockPhoto

Maior parte dos jovens entrevistados pretende fazer carreira na área de marketing ou financeira.

Já com relação à empresa empregadora, a nova geração busca, em primeiro lugar, oportunidades de desenvolvimento de carreira. A harmonia entre vida pessoal e profissional é a segunda característica mais buscada por esses profissionais, seguida pela oportunidade de realizar projetos e atividades desafiadoras.

A pesquisa ainda avaliou o que a nova geração espera com relação ao comportamento de seu supervisor direto. A grande maioria quer um gestor que se preocupe com o crescimento profissional da equipe. Outras características importantes, na visão dos jovens, são o respeito e a valorização aos funcionários e o "saber ouvir".

"Esses resultados, como a preocupação com as oportunidades e com uma equipe de qualidade e um supervisor que seja um bom líder, provocam as organizações a repensarem seus modelos de gestão e a desenvolverem seus líderes frente a essas novas demandas da força de trabalho, de forma a manterem-se atrativas e competitivas", afirma Pinheiro.

Com relação às preocupações imediatas dos entrevistados, a grande maioria revelou ter interesse em investir em educação, seguido por poupar e economizar dinheiro e sustentar-se financeiramente.

Perfil dos jovens profissionais

5 anos e 4 meses

É a experiência profissional média

2 anos e 2 meses

Período médio de permanência nas empresas

3,6 empregos

É a quantidade de empresas diferentes pelas quais os jovens já passaram

44 horas semanais

É o tempo que esses profissionais trabalham por semana, com exceção dos estagiários

 
Fonte:administradores.com.br






Um corpo a procura de uma cabeça

Quando iniciei minha carreira, há alguns anos, havia um jargão estúpido que era usado com freqüência: “Você não é pago para pensar, faça o que eu estou mandando!”

Para quem ouvia, soava extremamente desagradável, contudo quem emitia esses ruídos achava estar produzindo uma pérola.

Essa afirmação durava o tempo do sucesso, pois no primeiro revés ouvia-se o lamento: ninguém me ajuda a pensar!

Você pode estar se perguntando o que me fez lembrar esse tipo de comportamento.

Eu trabalho com organização, sistematização, equacionamento de questões que conduzem empresas à melhores resultados, para isso dependo do ato pensar.

Preciso de todas as informações que puder obter com meus esforços, de todos os colaboradores da empresa, e de nossa disposição de pensar, e como li uma vez, de ruminar, até chegarmos a uma solução factível que nos leve ao sucesso.

Quando me deparo com situações em que há um impedimento desse ato fico assombrado.

Li uma curta nota num jornal onde uma pessoa questionada sobre sua atuação respondeu: “Não sou paga para pensar”. Refletia sobre isso quando me deparei com uma citação num artigo sobre gestão empresarial que dizia que devemos parar de contratar pessoas do pescoço para baixo, caso queiramos ter equipes capacitadas para tratar das complexas questões em que estão envolvidas as nossas empresas.

Uma vez que contratemos uma pessoa do pescoço para baixo não vamos impedi-la de pensar, mas nada temos a contestar caso nos dê a resposta que tanto me chamou a atenção.

O mundo empresarial é atacado, de tempos em tempos, por ondas ou modelos de gestão, muitos dos quais são passageiros.

Isso, mais do que uma forma de ganhar dinheiro inventada por seus criadores, são ferramentas que nos ajudam a refletir e uma vez implementadas a gerar resultados.

Raciocinemos tendo como exemplo a mais corriqueira de todas: A caixinha de sugestões.

Todos que trabalham ou trabalharam numa empresa devem ter se deparado com um programa de melhorias com a caixinha de sugestões.

No lançamento fazemos discursos, as coletas dos bilhetes são diárias, entregamos brindes, todos correm para colocar uma

sugestão, qualquer que seja, chegamos até fazer ato ecumênico, contudo uma sugestão dada no corredor, na mesa do refeitório, num e-mail, nem sempre tem o mesmo valor daquela colocada na caixinha, mas só no período em que esta fizer parte da onda.

Estive em muitas empresas onde me pediram para escrever procedimentos operacionais como se estes fossem panacéias, contudo sempre tive o cuidado de verificar se já não o haviam feito num passado recente e na maioria das vezes sim.

Encontrei manuais operacionais cuidadosamente elaborados, esquecidos e negligentemente empilhados.

A sugestão de praticá-los nunca foi acatada dado ao descrédito atribuído, não por falhas nestes, para por duas razões básicas: a incapacidade de aprendizado e recusa na retenção das informações. Quem estudar a história dessas empresas notará que há corpos demais e cabeças de menos.

Todos nós queremos fazer parte de um projeto vencedor, gostamos de opinar, ver nossas idéias sendo apreciadas, ter uma satisfação, caso nossas sugestões sejam recusadas, quando isso não acontece nos excluímos.

Os gestores, tomadores de decisão, precisam estar atentos e abertos para a dinâmica do processo participativo, caso contrário quando os tempos difíceis vierem, eles vêm, queiram ou não, estarão com suas empresas acéfalas, e terão sob sua responsabilidade um corpo a procura de uma cabeça.

Ivan Postigo

Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em controladoria pela USP

Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira...

Free e-book: Prospecção de clientes e de oportunidades de negócios

Postigo Consultoria de Gestão Empresarial

Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652

www.postigoconsultoria.com.br



ivan@postigoconsultoria.com.br







"Quando a sorte me procura ela sempre me encontra trabalhando“

Cia Hering e Marisa desafiam cenário macro e seguem em alta: há espaço para mais?

SÃO PAULO - O bom momento de varejistas de vestuário parece não ter passado, mesmo com valorizações bastante fortes no último ano. Só as ações da Hering (HGTX3) subiram mais de 150% em 2010 e ultrapassam uma alta de 15% nos primeiros quatro meses de 2011. Outra small cap do setor, a Lojas Marisa (AMAR3), acumulava até o último fechamento valorização de 9,5% no ano e de 21% em 30 dias. O cenário de menor crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e do crédito - que tem pressionado outras tradicionais varejistas da bolsa, levando ações como Lojas Renner (LREN3), Lojas Americanas (LAME4) e Natura (NATU3) a acompanhar o sinal negativo do Ibovespa em 2011 - parece ter desviado destas duas empresas.

A Raymond James, por exemplo, elevou na última quarta-feira (6) as recomendações para o segmento em 45%, admitindo seu tom excessivamente pessimista no início do ano, devido às perspectivas macroeconômicas de elevação dos juros e alta dos preços do algodão. Os analistas da consultoria agora passam a avaliar um repasse de preços mais equilibrado e o crescente potencial de consumo da classe C.

Além disso, outros analistas chamam atenção para o fato de que o aperto monetário prejudica mais alguns membros do varejo do que outros. "A desaceleração do crédito tende a acontecer em produtos de maior valor agregado e ticket médio, principalmente em automóveis, imóveis e eletrodomésticos e eletroeletrônicos", diz a equipe do Banif. O banco afirma que as vendas de produtos têxteis possuem menor valor agregado e, assim, dependem menos de financiamentos, podendo até ser beneficiados pela diminuição do consumo de produtos mais caros.

Sandra Peres, analista da Coin, acredita que as linhas branca e marrom, de eletroeletrônicos e eletrodomésticos, tendem a ser mais afetadas no setor. Ainda assim, ela diz que o crescimento do varejo continuará sustentável e forte em 2011, ainda que com margens menores por conta da elevada base de comparação com o período anterior.

O contraponto vem com o analista Renato Prado, do Banco Fator. Ele diz que a redução das perspectivas econômicas afeta sim o segmento, tanto por um aumento de custos do algodão quanto de materiais sintéticos, usados como alternativa ao aumento de preços do commodity. Ao mesmo tempo, ele destaca a importância de financiamentos e da inflação para companhias como a Lojas Marisa e Lojas Renner.

Hering é um caso à parte

A ação líder no segmento de varejo têxtil desde o início do ano traz importantes diferenciais para explicar sua performance. Prado destaca a penetração da marca entre os mais diversos estratos sociais como um das principais estratégias da companhia sobre o setor. Por isso, o analista diz que a questão do crédito passa a deter menos importância do que em relação às concorrentes.

O Banif prefere enfocar o sistema de franquias da companhia, capaz de permitir a abertura de inúmeras lojas sem investimentos muito grandes. Além disso, a empresa usa um modelo de lojas bem mais compactas que suas concorrentes, capazes de atingir uma boa penetração em diferentes cidades e classes sociais, com menores despesas.

Corretora Recomendação Preço-alvo Upside

Banco Fator Manter R$ 32,87 4,18%

Coin Comprar Em revisão -

Raymond Jamess Marketperform Em revisão -

Sandra, da Coin, aproveita para destacar que a Hering revelou sua prévia operacional do primeiro trimestre de 2011, mostrando um crescimento de 23,1% nas vendas no quesito mesmas lojas. A capacidade da companhia em manter elevados patamares de crescimento também sustentaria seu forte desempenho em bolsa, ela diz.

Marisa depende mais do crédito, mas também está em expansão

Com alta de quase 8% desde janeiro, segundo o pregão da última segunda-feira (11), as ações da Lojas Marisa não deixam de brilhar no setor. "Nós acreditamos que a Marisa ainda é a melhor varejista de vestuário para surfar na onda de consumo dos emergentes", diz o Raymond James em relatório.

A loja mantém um apelo mais sustentável enquanto lojas como C&A e Riachuelo buscam assinaturas de estilistas internacionais. Neste momento, um aumento de liquidez seria o principal catalisador para os papéis, diz a Raymond James.

A empresa vem de um 2010 marcado pela inauguração de 53 lojas, 14 acima de seu plano inicial, o que reforçou seu posicionamento em várias cidades brasileiras. Além disso, a companhia criou a Marisa Lingerie e renovou seu portal na internet no último ano. "A Marisa comunicou que já estão contratadas 33 novas lojas para 2011, podendo ser elevadas se as condições macroeconômicas continuarem aquecidas. Destacamos também que ao longo do ano [de 2010] as novas lojas começaram a entrar em estágio de maturação, podendo melhorar as vendas e reduzir os custos da companhia", afirma Sandra, da Coin.

Corretora Recomendação Preço-alvo Upside

Banco Fator Manter R$ 28,83 5,99%

Coin Comprar R$ 32,00 17,64%

Raymond James Outperform R$ 33,00 21,32%

Apesar dos planos de expansão, a empresa ainda fica na dependência da disponibilidade de crédito, diz o Banco Fator. Com seus cartões e produtos financeiros, a Marisa sofreria mais com a inflação e as taxas de juros do que a Hering. "Neste caso, não é uma questão de ter uma marca forte, mas das pessoas terem renda para gastar", diz Renato Prado.

Altas são sustentáveis, dizem analistas

Ambas as empresas, Hering e Marisa, trouxeram resultados acima do esperado no último trimestre. Acompanhando-os, veio a continuidade dos planos de expansão. Enquanto a Marisa espera abrir mais 33 novas lojas este ano, a Hering deve inaugurar 71 lojas Hering Store, o carro-chefe da companhia, para finalizar o ano com 418 unidades. "A abertura de lojas vai gerar mais receitas, melhorar o desempenho da empresa e dar resultados e lucros, e tudo vai se refletir no cenário das ações", diz a Coin.

Por sua vez, as duas também mostram interessantes reposicionamentos de marca. Enquanto a Marisa apostou em lojas dedicadas exclusivamente a peças íntimas, a Hering procura encontrar novos nichos de mercado com a marca Hering Kids, uma versão mais acessível da PUC, e aposta no direcionamento da marca Dzarm para atingir um público jovem das classes A e B.

"As duas empresas tiveram um desempenho forte, mas que pode ser justificado por seus resultados", diz o Banif. Segundo o banco, ambas foram rápidas em revisar seus planos de expansão para manter o crescimento orgânico. A Coin, por sua vez, ainda aponta a competência da Hering em manter elevadas margens, enquanto a Marisa mostra uma bem sucedida gestão de custos e despesas.

Espaço para crescer divide opiniões

Para a Raymond James, os papéis da Hering já estão em bem precificados no setor, sendo a ação com maiores chances de ter uma realização no setor. Além disso, "a Hering possui a maior exposição a preços do algodão, entre as varejistas de roupas de nosso universo de cobertura, dada sua coleção mais básica e seu modelo de negócio integrado", afirmam os analistas Guilherme Assis e Daniela Bretthauer em relatório.

O preço da papel da Hering também já está bastante próximo do projetado pelo Banco Fator até o final de 2011, de R$ 32,87. "Não vejo muito mais o que subir, há um espacinho mínimo", disse o analista da corretora em entrevista ao Portal InfoMoney.

Por sua vez, a Coin guarda a projeção de preço-alvo para a Hering em revisão, já que a empresa superou a abertura de lojas e as margens projetadas para o período. "Acredito que ela continuará com desempenho forte em bolsa e em seus resultados em 2011, basicamente devido ao cenário muito forte e por sua projeção de abertura de lojas. A empresa comprova que tem expertise para elevar vendas e reduzir custos e despesas", diz a analista da corretora.

Em relação à Marisa, a expectativa é que a empresa possa colher em breve os frutos da maturação de suas lojas. Entretanto, mesmo atrativa, a ação ainda depende de níveis mais elevados de liquidez.
 

Fonte:economia.uol.com.br



Aos poucos, indústria da moda de Nova Friburgo volta a contratar

Após as enxurradas de janeiro, que provocaram mortes e destruição na região serrana fluminense, só agora os empresários da indústria de vestuário de Nova Friburgo voltaram a receber pedidos. “As pessoas estão com uma perspectiva boa”, afirmou à Agência Brasil a presidenta do Conselho da Moda do município e vice-presidenta do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Nova Friburgo e Região (Sindvest), Nelci Layola.

Ela acredita que a próxima feira de vestuário, programada para o fim de junho, poderá surtir um resultado positivo sobre as vendas do setor. ”A gente está apostando muito nessa feira para mudar a imagem de destruição que foi levada para o mundo inteiro. Porque muitas pessoas ainda perguntam se [Nova] Friburgo não acabou”.

Nelci Layola disse que as pessoas estão receosas de subir a serra porque pensam que as cenas de barrancos caindo podem se repetir a qualquer momento, em caso de chuva. Esclareceu, contudo, que as vias já estão liberadas e as lojas se encontram em pleno funcionamento. “Quem foi muito atingido já conseguiu limpar a lama, conseguiu colocar as coisas para funcionar”. As promoções feitas pelo comércio locar também conseguiram trazer alguns clientes de volta, disse.

Nelci afirmou que, por desinformação, os compradores de maior porte da indústria local é que ainda estão com receio de ir a Nova Friburgo. “Por isso, a gente está querendo fazer essa feira do vestuário, envolver a cidade toda no evento e divulgar o máximo possível, para mostrar que o Polo [de Moda Íntima] existe, que ele sobreviveu e que vai continuar existindo. Essa é a mensagem que a gente quer passar, para ver se a economia da cidade volta ao normal”.

O setor de vestuário de Nova Friburgo emprega 80% da mão de obra da indústria local. Isso significa entre 8 mil e 9 mil pessoas. “É um polo muito grande. Um abalo dentro desse polo é um desemprego em massa”. Por isso, a preocupação do empresariado local é conservar os postos de trabalho.

O Conselho de Moda e o Sindvest registraram o problema de êxodo de mão de obra um mês após a tragédia que abalou a economia local. As demissões voluntárias ocorreram em função da catástrofe. Muitos dos funcionários das fábricas que funcionavam nos bairros atingidos pelas enxurradas perderam tudo. “Isso gerou um desânimo geral nas pessoas. Às vezes, não era a funcionária que desejava ir embora, mas o marido. E ele acabava arrastando a mulher também”.

Agora, a situação já estabilizou e as confecções estão fazendo novas contratações. “De certa forma, a vida tem que continuar e o trabalho também”. Cerca de 160 micro, pequenas e médias confecções são filiadas ao Sindvest.

Em janeiro, as vendas foram quase nulas no município. Em fevereiro, houve uma ligeira melhora mas, em março, o movimento foi prejudicado pelo carnaval, como costuma ocorrer nessa data. Nelci estimou que a retração nas vendas de todo o polo de moda de Nova Friburgo chegou a 60% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

A feira do vestuário da cidade tem apoio da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), além do Banco do Brasil. Antes da tragédia, o polo de Nova Friburgo respondia por 25% do mercado brasileiro de moda íntima.

 
Fonte:jb.com.br



quinta-feira, 21 de abril de 2011

Redes do varejo elevam parcelas em 100 dias

São paulo - Nem as ações do governo para conter a aceleração do crédito vão reduzir o forte crescimento do varejo neste segundo semestre: as redes estão aumentando em até 100 dias - ou seja, jogando para 550 dias - o prazo de pagamento de parcelas. Antes esse prazo era de 450 dias. Assim, as empresas acharam uma maneira de diluir o aumento de juros de 1,7% sem perder o cliente - ao contrário, fidelizá-lo -, principalmente no caso de Casas Bahia e Marabraz, com forte impacto de vendas para o público emergente, das classes C e D.

Fonte:dci.com.br







A visão holística e os modelos de gestão do futuro

Holística, bonita palavra, não?

Ela lhe traz uma idéia esotérica, como costuma sempre mencionar um amigo?

Neste momento vamos tratá-la de forma prática, racional, e com todo seu poder de agregação.

A palavra “holos” tem sua origem no grego e significa inteiro, todo.

Ao inseri-la na gestão empresarial passaremos a ver empresa como um todo, não como uma entidade “departamentalizada”.

Você deve estar pensando qual a importância disso.

Mais uma onda?

Não, uma necessidade.

Modelos de gestão estão sendo questionados e abandonados, no mundo todo, por uma razão muito simples: não trouxeram às empresas os resultados esperados, de acordo com os investimentos efetuados. Culpa dos modelos? Não!

 
Onde as falhas têm ocorrido? Na “implementabilidade”.

Quer um exemplo?

Ocidentais loiros, de olhos azuis, não se sentiram tão samurais quanto nossos irmãos orientais. Nem os métodos aplicados pelo outro, ensinados ao um, surtiram os mesmos efeitos.

Ainda que as qualidades se equivalessem, os círculos não eram os mesmos.

Em um momento da febre de trabalhos em células, ao iniciar um projeto, recebi algumas equipes que a empresa enviara ao Japão para que aprendessem a técnica.

Maria, uma brava, brava paraibana, me dizia sobre sua experiência: - Tivéssemos uma espada botaríamos todo mundo para correr. Isso é negócio para eles. Precisamos, antes, desenvolver aquilo que eles chamam de paciência oriental. Por que não nos mandaram antes podar arvorezinhas com tesoura?

É verdade que Maria era engraçada, às vezes, e em outros momentos irritada e irritante, mas há sabedoria em sua simplicidade.

Saber “o que” não é suficiente, é fundamental saber “por quê?”.

Uma espiada atenta nas relações, na nossa empresa, nos mostrará um quadro assim:

O gerente de fábrica critica o gerente de vendas porque este só quer vender o que é mais fácil, enquanto ele tem que se desdobrar na produção.

O gerente de vendas, por sua vez, critica o gerente da fábrica porque este só quer produzir o que é mais fácil.

O gerente financeiro critica ambos, porque esse desencontro impede o faturamento esperado, com isso passa um “aperto danado” para equacionar o caixa e pagar as contas.

O presidente critica todos e roga a Deus para que se entendam.

Os concorrentes, apesar de todos os discursos de liderança e diferenciação, não perdem ninguém de vista e copiam acertos e erros.

Você me perguntaria: - Erros também?

Com toda segurança lhe respondo: - Sim e muitos!

A questão é bastante simples: que modelo de gestão é esse?

Que visão de negócios é essa?

Lia esta semana um artigo onde havia um forte ataque aos conceitos de visão e missão. É verdade que por conta do modismo praticam-se alguns exageros, mas é fundamental saber “quem somos” e “para onde vamos”, para que não nos apresentemos como hábeis espadachins depois de dez horas de curso.

Você navegaria pelos mares do mundo, em um pequeno barco, sem uma equipe experiente, reciclada, adaptada aos equipamentos modernos de navegação, motivada e unida?

Ora, se você realmente sabe o que pode enfrentar em alto-mar a resposta será: - De jeito nenhum!

Diga, então, como gostaria que a turma agisse?

Certamente dirá:- Como um time coeso, como uma corrente, com elos fortes, como se fossem um só!

Uns diriam “Eureka”, outros “Caramba”, outros... deixa pra lá. Como se fossem um só?

Isso é visão holística!

Percebeu, não dá para ignorar o conceito, por isso este determinará os novos modelos de gestão, adequados a cada cultura.

Estava pensando: Maria vai ficar contente!

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652



www.postigoconsultoria.com.br



Twitter: @ivanpostigo



Skype: ivan.postigo







Nossas maiores conquistas não estão relacionadas às empresas que ajudamos a superar barreiras e dificuldades, nem às pessoas que ensinamos diretamente, mas sim àquelas que aprendem conosco, sem saber disso, e que ensinamos, sem nos darmos conta.





Marcas Cearenses Ganham o Mundo

Indústria têxtil reclama de maus momentos, mas empresas cearenses de moda enxergam boas oportunidades de negócios e conquistam o mercado lá fora

Apesar de estar entre os gigantes da indústria têxtil brasileira, o setor do Ceará não vai lá tão bem das pernas. O quinto lugar do ranking é nosso, mas já estivemos na vice-liderança. Instituições representativas do setor local reclamam de baixo crescimento e até estagnação, nos últimos três anos. Mas há quem sempre encontre uma solução na hora do aperto. Marcas cearenses de moda investem em maquinaria e profissionais para reunir os subsídios ideais para inovar o mercado e sobreviver.

A indústria têxtil é uma das maiores vocações econômicas do Estado. É responsável por 16% do Produto Interno Bruto (PIB) da indústria local. Só em 2010 as 400 fábricas cearenses movimentaram US$ 3,45 bilhões, número que representa 6,64% de participação no País. Segundo maior gerador de empregos no Ceará, a indústria têxtil ocupa 52.942 profissionais ou 37,6% de todo o contingente empregado na indústria de transformação, segundo dados do Sindicato da Indústria Têxtil do Ceará (Sinditêxtil-CE).

Como se vê, os números são aparentemente expressivos, mas são basicamente os mesmo desde os últimos três anos. Para se ter ideia, em 2007, o Ceará exportou US$ 131,8 milhões. Em 2010, foram só US$ 70,6 milhões, ou seja, 46,3% menos. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Confecção de Roupas e Chapéus de Senhoras do Ceará (Sindiconfecções-CE), Marcos Vinícius Rocha, a concorrência com outros estados, principalmente, com o vizinho Pernambuco, vem prejudicando as vendas têxteis cearenses.

“Se antes crescíamos de forma sustentável, entre 4% e 5% ao ano, agora, estacionamos”, afirma. Segundo Rocha, a alta carga tributária sobre o mercado cearense abocanha 23% do faturamento das confecções. Enquanto, em Pernambuco os encargos tributários chegam a até 8%. “É basicamente só encargo federal o que as confecções pernambucanas pagam”, diz.

Outra consideração que o presidente do Sindiconfecções faz diz respeito ao grande número de informais no setor cearense, que também são concorrência desleal. Segundo Rocha, entre 30% e 40% das confecções do Estado estão na informalidade.

Por não pagar impostos, esse tipo de negócio sai a preços bem mais competitivos. “Já protocolamos propostas na Secretaria da Fazenda (Sefaz-CE) para alterações do sistema tributário e fiscalização maior dos informais, mas nunca se mostraram sensível ao problema”, acusa.. O POVO tentou contato com a Sefaz, mas, até o fechamento deste edição, ninguém retornou.

Criatividade

Para o Sindiconfecções, o tipo de moda produzida aqui também tem prejudicado o desenvolvimento do setor. “O mercado da moda cearense está vivendo de produtos feitos para grandes magazines do País. Está deixando de ser lançador de tendências para ser mero produtor de modinhas”, ressalta. Mas há quem discorde. Diretor administrativo um dos maiores shoppings de atacado da moda no Nordeste, o Maraponga Mart Moda, Saulo Vieira acredita no Estado como lançador de moda, a preços competitivos. “Não é só criação em massa, é tendência também. 70% dos compradores do shopping vêm do Norte e Nordeste do País conhecer as novidades”, diz.

E completa, “muitas das confecções que começaram no Maraponga, inclusive, já têm lojas espalhadas pelo País e até exportam para fora do Brasil”. Na próximas páginas, O POVO conta a história de algumas delas. Gente inovadora, “de tino para a criação e comércio da moda”.

 
Fonte:opovo.com.br

Falta de trabalhador qualificado reduz competitividade dos produtos brasileiros


A retomada do crescimento após a crise econômica reacendeu um velho problema da indústria brasileira: a falta de trabalhador qualificado. A Sondagem Industrial da CNI mostra a crescente preocupação da indústria com a dificuldade de se encontrar trabalhadores qualificados, o que motivou a realização desta Sondagem Especial. Os resultados aqui apresentados apontam que o principal impacto recai sobre a produtividade e qualidade dos produtos das empresas industriais, e que a maior dificuldade para se vencer o problema é a baixa qualidade da educação básica.

A falta de trabalhador qualificado atinge todas as áreas e categorias profissionais das empresas, mas afeta com mais intensidade a área de produção, sobretudo operadores e técnicos. Toda a indústria é afetada, independente de porte, setor ou região.

A escassez de profissionais qualificados impacta diretamente a competitividade da indústria brasileira, afetando a produtividade e a qualidade. Para as empresas, a falta de trabalhador qualificado prejudica, em primeiro lugar, a busca da eficiência e a redução de desperdícios (ou seja, o aumento de produtividade) e, em segundo lugar, a garantia e melhoria dos produtos ou serviços oferecidos. Enfrentam pelo menos um dos dois problemas 76% das empresas da indústria brasileira (transformação e extrativa).

Dentre as empresas consultadas, 85% enfrentam dificuldades para investir em qualificação. A má qualidade da educação básica é o principal obstáculo para a qualificação dos trabalhadores, como apontado por mais da metade da indústria.

O País precisa melhorar sua educação básica para aumentar a competitividade da indústria brasileira. A incorporação de novas tecnologias no processo produtivo e de novos produtos requer uma força de trabalho apta a aprender e a desenvolver novas técnicas. A educação básica é a base do processo da formação de profissionais qualificados.

A análise econômica foi realizada e publicada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para acessar o documento completo, clique
 
 
 



Trabalho Escravo, a Face Podre da Moda - BRASIL

Superintendência Regional de Trabalho e Emprego de São Paulo já emitiu 141 autos de infração.

A Superintendência Regional de Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP) aumenta número de investigações no setor de confecções e mostra a face podre do mundo da moda. Já foram visitadas, desde o segundo semestre de 2009, 23 oficinas de costura nos municípios paulistas de São Paulo, Carapicuíba, Americana e Itaquaquecetuba. A SRTE dá prioridade a empresas que usam estrangeiros irregulares como mão de obra.

Já foram emitidos, desde o aumento da fiscalização, 141 autos de infração, com valor total aproximado de R$ 3,5 milhões, entre multas e notificações. Foram localizados 18 trabalhadores de nacionalidade boliviana; quatro confecções foram responsabilizadas diretamente por trabalho análogo ao de escravo e duas grandes varejistas têxteis foram responsabilizadas. Bolivianos lideram a lista de estrangeiros nessas condições de trabalho, seguidos de paraguaios e peruanos.

O auditor fiscal do Trabalho Renato Bignami assumirá o cargo de Assessor da Secretaria de inspeção do Trabalho na semana que vem. Segundo ele, as empresas responsabilizadas têm direito a ampla defesa administrativa e judicial e os processos para aplicação das multas ainda estão em curso.

"As empresas ainda não efetuaram nenhum pagamento das multas e, até onde eu tenho conhecimento, tampouco contestaram judicialmente os autos de infração. Elas estão seguindo o rito ordinário administrativo, diretamente no MTE, aguardando a decisão final, que ocorrerá no âmbito da Secretaria de Inspeção do Trabalho" diz Bignami.

O Estado de São Paulo é o que concentra o maior índice de trabalhadores em condições análogas à escravidão em confecções. "Há indícios de que grande parte da indústria do vestuário paulista faça uso de trabalho de estrangeiros em condições de escravidão", disse Bignami.

Desde o segundo semestre de 2009, a fiscalização passou a entrar em oficinas de costura. "O objetivo sempre foi responsabilizar administrativamente o beneficiário final do produto. Afinal, ele precisa olhar para sua cadeia produtiva para garantir trabalho decente e digno e não só aos trabalhadores da própria empresa", diz Bignami.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) possui um "pacote" de medidas para ajudar as vítimas. Após o resgate e a retirada desses trabalhadores das confecções, eles recebem apoio para conseguir documentação que permita residir e trabalhar no Brasil, além de três parcelas do seguro desemprego e as verbas recisórias.

O Programa de Qualificação de Fornecedores para o Varejo da A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) tem o objetivo de qualificar o varejo e monitorar seus fornecedores quanto às boas práticas de responsabilidade social e relações do trabalho. Cada associado da ABVTEX tem como meta qualificar 25% de sua cadeia de fornecedores e subcontratados a cada semestre, até o prazo final, em 2013. A entidade congrega mais de 1.400 lojas em todo o país, incluindo os grandes varejistas nacionais de vestuário.

A subsidiária brasileira da rede holandesa C&A informou ontem que assinou com o Ministério Público do Trabalho (MPT) em 2007 um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), "com o compromisso de evitar ligações comerciais com oficinas de costura que pudessem explorar mão de obra de estrangeiros em situação de vulnerabilidade no Brasil." Segundo a C&A, "todos os itens" estão sendo devidamente cumpridos. Afirmou que "mantém em seu quadro de fornecedores empresas regularmente fiscalizadas e com a garantia do fornecimento de peças proveniente de oficinas que somente utilizam mão de obra legal".

No início do ano passado, uma oficina de costura que fornecia roupas para a varejista de moda Marisa foi indiciada pelo SRTE por trabalho escravo. A empresa, por meio de sua assessoria, informou ontem que "não endossa qualquer prática trabalhista irregular e repudia relações de trabalho em condições degradantes. A política de fornecedores da empresa sempre foi contrária ao uso de trabalho infantil ou estrangeiro irregular". Quanto ao episódio do ano passado, a Marisa disse que quando houve a autuação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP), o fornecedor foi imediatamente descredenciado. "Além disso, o processo de auditoria dos fornecedores tornou-se mais rigoroso", explicou por meio de nota.

Na semana passada foi autuada uma fornecedora da rede Pernambucanas que mantinha várias pessoas em condições de trabalho análogas à escravidão. A empresa informou que já suspendeu o contrato com a confecção, mas continua dando apoio para que a empresa consiga adequar seus padrões perante a lei. Os funcionários já foram pagos e a Pernambucanas disse que deu toda a ajuda jurídica necessária. "A esta altura esperamos que os funcionários já estejam regularizados", explicou a assessoria da Pernambucanas.

Fonte:valoronline.com.br









A moda corporativa

Por 150 anos, o terno foi o traje do homem de negócios que se preza. Mas, e na era dos ambientes de trabalho criativos e do home office, há futuro para o bom e velho costume?

Símbolo de poder, força, sobriedade, elegância e virilidade, o terno é capaz de inspirar confiança e definir o lugar em que o homem se encaixa na sociedade. Padres, médicos, juízes e outras autoridades têm usado vestimentas escuras e camisas brancas para inspirar lisura e impor respeito há pelo menos 150 anos.

Durante muito tempo, pouca coisa mudou na estrutura da roupa de trabalho masculina, composta por paletó, colete e calça, feitos do mesmo tecido. Aliás, é bom lembrar que a palavra “terno” refere-se a este trio; quando não há colete, a palavra correta é costume. Desde a revolução industrial, nos séculos 18 e 19, até os anos 80, no apogeu da cultura yuppie, era impensável que empresários importantes recebessem clientes em mangas de camisa.

Não há dúvida de que a mudança da cultura corporativa que vem acontecendo nas últimas três décadas – que tem como tônica valorizar a inovação e a informalidade em oposição à tradição e ao formalismo – abriu espaço para um novo código de vestuário. A uniformidade dos ternos sóbrios tem perdido espaço para visuais mais lúdicos e criativos. Em certa medida, pode-se dizer que essa possibilidade de personalização por meio do vestuário sinaliza o triunfo do indivíduo sobre a corporação. Isso vai ao encontro das vivências da Geração Y, que cresceu com a internet, as redes sociais e a ausência de hierarquia entre chefes e subalternos, ou entre pessoas e empresas.

“O uso do terno tem diminuído, por causa do aumento da informalidade nos locais de trabalho, mas o uso do paletó avulso aumentou. Ele é a peça mais importante do guarda-roupa masculino, hoje”, afirma Ricardo Almeida, um dos mais badalados estilistas de moda masculina. “O homem põe uma camisa, um jeans e, na hora de sair para um almoço, um compromisso mais formal, veste o paletó e está bem.” Outras novidades são as padronagens xadrezes e a presença do elastano nas camisas, e até mesmo nas peças de alfaiataria, apesar de certa relutância dos consumidores. “O homem só aceita mudanças no guarda-roupa quando elas são racionais. Se não tiverem uma razão aparente, são desprezadas”, diz.

Mas, pasme, o conservadorismo e os trajes sombrios nem sempre foram a norma. “Durante a maior parte do tempo, na história da moda do Ocidente e do Oriente, o homem se enfeitou mais do que a mulher. E isso nunca foi considerado demérito, porque ele se espelhava na natureza, onde os machos das espécies são mais vistosos do que as fêmeas, para atraí-las e acasalar”, afirma João Braga, um professor de história da moda. Na corte francesa, por volta de 1750, o traje correspondente ao terno era composto por uma calça culote – um modelo curto e apertado que deixava pouco para a imaginação –, acompanhada de um colete e de um casaco ajustado ao corpo. “Eram peças extremamente luxuosas, cobertas por ricos bordados feitos à mão, com fios de seda. Já na Inglaterra, no mesmo período, os trajes da nobreza eram um pouco menos vistosos, pois eram confeccionados em lã”, afirma a historiadora Rita Andrade.

Um fator determinante para a mudança foi a revolução industrial, que se iniciou na Inglaterra no século 18 e se espalhou pelo resto do mundo a partir de 1900. Por motivos práticos, a roupa masculina teve de se transformar, tornando-se mais funcional e confortável. Londres se tornou o epicentro da alfaiataria, e as cores escuras foram escolhidas por disfarçar a sujeira desse ambiente urbano recém-industrializado, com ruas ainda não totalmente pavimentadas e chaminés que expeliam a fuligem cinzenta do progresso. O homem não mais se impunha pela ostentação dos seus trajes, e sim pelo modo de produção capitalista. O terno, a partir desse momento, se consolida como o uniforme do capitalismo.

O terno não vai se extinguir, porque é o traje que mais dá segurança ao homem.

A gravata, hoje um símbolo do conformismo, tem sua origem ligada à bravura dos mercenários croatas contratados por Luís 14 para lutar na Guerra dos 30 Anos. Os guerreiros impressionaram os franceses tanto por sua coragem quanto pelos lenços que usavam no pescoço, e a moda pegou. Acredita-se que a palavra francesa cravate seja uma corruptela de croate. “Embora a maior parte dos homens se contente em variar a amarração de nós entre o Windsor (ou Nó Inglês) e o Four in Hand (ou Nó Escorregadio), existem 181 maneiras documentadas de atar uma gravata”, diz Braga.

Uma característica importante da alfaiataria é ser um método de construção artesanal que interfere no corpo de modo sutil, mas bastante preciso. Ela é, de fato, o único recurso no guarda-roupa masculino que possibilita remodelar a silhueta. Com seus enchimentos e estruturas, é possível estufar o peito, aumentar os ombros, disfarçar a curvatura das costas. A origem dessa técnica remonta à era medieval, quando os homens usavam peças estofadas por baixo das armaduras, para amortecer o contato com o metal.

Entre a nova geração de estilistas brasileiros de moda masculina, o maior destaque é, sem dúvida, João Pimenta. Este mineiro de 43 anos exerce a atividade há oito anos e desfila há duas temporadas na São Paulo Fashion Week, causando alvoroço. “Não acho que os homens vão começar a usar saias longas porque coloquei isso na passarela”, diz ele. “Mas quero discutir a possibilidade de as roupas não serem tão quadradinhas.”

Sobre o futuro do costume, Pimenta prevê que, daqui há dez ou 15 anos, os executivos se vestirão quase da mesma maneira como se vestem hoje. “Pode haver pequenas variações no corte e na proporção, mas o traje não vai se extinguir, porque é o que mais dá segurança ao homem”, afirma. Para Eduardo Motta, consultor de moda na Radar Consultoria, o vestuário corporativo tende a manter o padrão de neutralidade visual. “As maiores transformações serão internas, com dispositivos apropriados para os novos aparelhos eletrônicos ou inovações de tecnologia têxtil”, afirma ele. Ricardo Almeida vai mais longe. Para ele, o costume do futuro será térmico, podendo aquecer ou resfriar o corpo. Não amassará, não reterá odores e, quem sabe, não precisará nem mesmo ser lavado, graças a uma tecnologia autolimpante. “Assim, além de muito prático, o costume será ecologicamente correto, economizando água, energia e tempo”, diz Almeida.

A sobrevivência secular do terno e seu poder de adaptação são impressionantes. Em suas inúmeras formas, o traje tem a capacidade de traduzir o espírito do seu tempo, o zeitgeist. Por sua construção técnica refinada, carregada de excelência, acaba por ser aceito de forma praticamente universal. No final, todos prestam reverência a ele. E, ao que tudo indica, continuarão prestando até onde se consegue enxergar.



FONTE: REVISTA Época Negócios