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domingo, 19 de junho de 2011

Moda Brasileira Quer Brilhar Além das Passarelas

Grifes brasileiras voltam a ser assediadas pelos investidores; processo de profissionalização, marcado por turbulências nos últimos anos, persistirá
Marcas brasileiras voltaram a ser assediadas por empresas e fundos de investimento
Já dizia a consultora de moda Glória Kalil: “a moda brasileira brilha, mas não vende”. Por muito tempo, especialistas em gestão de moda reclamaram que o burburinho provocado pelos dois principais eventos do setor no país – o São Paulo Fashion Week e o Fashion Rio – era desproporcional ao volume de negócios que geravam. Nos últimos quatro anos, contudo, o segmento começou a se mostrar como uma possibilidade interessante de investimento. O melhor retrato disso foi a grande movimentação de aquisição de grifes, sobretudo em 2008, que marcou o início do processo de formação de grupos empresariais de moda (veja quadro). Essa tendência – que teve altos e baixos no período – não sofreu reversão e deve se intensificar. Consultores com bom trânsito no setor informam que marcas como Animale e Victor Hugo têm sido assediadas por empresas e fundos de investimento nacionais e estrangeiros. Já a Malwee, grande malharia do sul do país, avalia a possibilidade de lançar ações na bolsa, relatam fontes do site de VEJA. A empresa nega.
Este movimento de profissionalização tem sua lógica. O aumento das taxas de emprego e renda, associado à ascensão da classe média, torna tudo o que é ligado a consumo no Brasil naturalmente atrativo. Soma-se a isso o fato de que as pessoas querem, cada vez mais, adquirir produtos que ‘costuram’ qualidade, beleza e glamour. Pesquisa do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI) aponta, por exemplo, que só o varejo de vestuário movimentará 146 bilhões de reais neste ano, um crescimento de 60% ante 2007. Do ponto de vista das grifes, a associação com uma companhia capitalizada também é uma saída natural. Essas marcas – que geralmente nascem do talento de um estilista ou de um grupo deles – começam a ter, à medida que crescem e ficam famosas, problemas de grande empresa. Como não são ‘experts’ em temas complexos, como distribuição, política de vendas e engenharia financeira, os estilistas passam a ver com bons olhos a possibilidade de entregar essa parte do negócio a quem é especialista no assunto, o que lhes garante recursos para expandir lojas, exportações, etc.
Os grandes nomes da moda no país
Conheça as empresas que estão por trás de famosas marcas brasileiras
InBrands
O empresário Nelson Alvarenga é fundador da Ellus e sócio da InBrands
Criada em 2008, a holding InBrands é fruto da associação entre a gestora de recursos Vinci Partners, do banqueiro Gilberto Sayão, e a Ellus, do empresário Nelson Alvarenga. A expectativa na época, segundo consultores ligados à empresa, era adquirir novas marcas e assim faturar 1 bilhão de reais neste ano. Os planos, no entanto, não se concretizaram. A InBrands faturou 530 milhões de reais no ano passado e a previsão revista para 2011 é de 800 milhões de reais.

A avaliação dos especialistas é que, no início das operações, a holding comprou grifes com imagem sólida, voltadas ao público AB, mas não necessariamente com estrutura comercial organizada e volume de vendas adequado a seus objetivos. “No começo, a InBrands não comprou marcas, mas sim promessas”, afirma o consultor em gestão de moda Silvio Chadad. Além da Ellus, a Inbrands adquiriu em 2008 as grifes Isabela Capeto e Alexandre Herchcovitch, além de uma participação na Luminosidade – organizadora do São Paulo Fashion Week e do Fashion Rio.

Nos últimos anos, tornou-se evidente certo descompasso entre os objetivos do grupo e das marcas. “A InBrands precisa entender que essas marcas não são como a Hering, que tem capacidade de produção elevada”, explica o consultor Carlos Ferreirinha, especialista em mercado de luxo. As divergências internas teriam causado a saída, em maio, da estilista Isabela Capeto.

Há sinais, entretanto, de que a holding já começou a fazer escolhas acertadas. Em 2010, a InBrands anunciou a associação com a Cia das Marcas, que é dona da Richards e da Salinas, ambas grifes muito bem estruturadas. Em fevereiro, fechou parceria com a BR Labels e adquiriu 100% do capital da VR Menswear e Vr Kids. No mês passado, formalizou junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a intenção de abrir capital.

Portfólio de marcas
Ellus
2nd Floor
Alexandre Herchcovitch
Cia das Marcas (dona da Richards, da Salinas e da Bintang)
BR Labels (dona da VR Menswear, VR Kids e Mandi)
Luminosidade (organizadora do SPFW e do Rio Fashion)
Alexandre Menegotti preside a AMC Têxtil
Maior conglomerado de moda do Brasil, com faturamento de 800 milhões de reais em 2010, a AMC Têxtil nasceu em 1980 como malharia e atuou por duas décadas focada neste negócio. Dez anos atrás, a empresa passou por uma mudança radical. Inspirada por experiências de grandes grupos internacionais – como o francês LVMH, que é dono das grifes Louis Vuitton, Donna Karan e Fendi –, a malharia decidiu apostar em aquisições para se tornar a líder em gestão de marcas no país.

O primeiro alvo de compra foi a Colcci, em 2000, então atolada em dívidas. Com a reformulação da marca, o faturamento cresceu 300% após três anos. A empresa comprou ainda o direito de produzir no Brasil roupas e acessórios com a marca Coca-Cola Clothing em 2003. No ano seguinte, adquiriu a Sommer, que pertencia ao estilista Marcelo Sommer e ao empresário João Paulo Diniz. A última grande compra foi a do grupo TF, que engloba as marcas Forum, Forum Tufi Duek, Tufi Duek e Triton, em 2008, por 200 milhões de dólares. “Os objetivos da AMC são reduzir custos, ganhar escala e explorar ao máximo o potencial de suas marcas. As grifes do grupo seguem um mesmo padrão, uma mesma modelagem, a mesma cultura de inovação. São complementares”, avalia Marcelo Prado, do Instituto de Estudos e Marketing Industrial.

O grande trunfo da AMC, segundo o especialista, é estar presente em toda cadeia: do fio ao consumidor final. “Eles pertencem a um dos maiores grupos têxteis do Brasil e têm entendimento da produção, da logística, do marketing e do consumidor”, elogia Carlos Ferreirinha, especialista em mercado de luxo.

Apesar de claramente bem-sucedida em sua trajetória, a AMC também esbarrou em um problema comum dos conglomerados de moda: a convivência entre investidores e estilistas. Após desentender-se com a empresa, o estilista Marcelo Sommer foi dispensado um ano antes do fim do contrato, sem poder utilizar a marca que criou e vendeu ao grupo.
Em 2009, Tufi Duek também deixou a AMC, mas sem contratempos. Sua saída já era prevista em contrato e o estilista simplesmente optou por investir em outras áreas.

Portfólio de marcas
Colcci
Coca-Cola Clothing
Sommer
Carmelitas
Forum
Forum Tufi Duek
Tufi Duek
Triton
Giuliano Donini comanda os negócios da catarinense Marisol
Fundada há 47 anos, a catarinense Marisol é uma das maiores fabricantes de roupas do Brasil, com faturamento de 406 milhões de reais no ano passado. A empresa começou como malharia e, desde 1991, passou a investir em marcas próprias, como as infantis Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre. Dez anos depois, criou um canal próprio de franquias e, em 2005, fez sua primeira aquisição. A escolhida foi a Pakalolo, marca que fez muito sucesso nos anos 80 e que foi relançada apenas 2009, depois de uma completa reformulação do público-alvo e da linha de produtos. Em 2006, a Marisol comprou 75% da prestigiada marca de moda praia Rosa Chá, do estilista Amir Slama, na época com 23 lojas no Brasil.

O reconhecimento por ter comandado a estratégia bem-sucedida de adquirir marcas reconhecidas alçou Giuliano Donini – filho do presidente e então diretor de marketing e desenvolvimento de produtos – ao comando da empresa em 2008. O cargo era disputado também por seu irmão mais velho, Giorgio, diretor industrial, e o executivo Jair Pasquali, responsável pela área de franquias.

À frente da Marisol, Giuliano recebeu a missão de transformá-la na maior gestora de marcas de moda do país. Os planos de novas aquisições, no entanto, atrasaram em função dos problemas que surgiram durante a restruturação da empresa. Em 2009, mais uma dor de cabeça. Desandou a relação com Amir Slama, que então decidiu vender os 25% que ainda detinha do capital da Rosa Chá, desfazendo a parceira. “Apesar de ser uma sociedade anônima, a Marisol ainda era uma empresa familiar”, critica o estilista. Entre 2009 e 2010, a Rosa Chá fechou 11 lojas.

Especialistas em gestão de moda questionam a estratégia da Marisol. “A AMC e a InBrands têm foco na compra das marcas. As grifes têm modelos de negócio semelhantes, têm sinergia. A Marisol não. É uma fábrica que tem um mix de produtos muito amplo. Isso tira a identidade da empresa e dificulta os ganhos de escala”, avalia Marcelo Prado, do Instituto de Estudos e Marketing Industrial. Na visão de Carlos Ferreirinha, especialista em mercado de luxo, faltou um ajuste de linguagem. “A Marisol é muito boa no que faz, mas não tem depuração clara do conceito de moda dos estilistas. Eles têm uma percepção diferente do que é o volume adequado e o público-alvo do que é uma Rosa Chá, por exemplo”, avalia.

Portfólio de marcas
Marisol
Babysol
Lilica Ripilica
Tigor T. Tigre
Pakalolo
Rosa Chá
O fato de ser uma aliança natural, no entanto, não quer dizer que seja fácil. Ao contrário, o processo de profissionalização em curso tem sido marcado por percalços. De 2008 para cá, mais estrondosos que os anúncios de acordos milionários no segmento foram os desentendimentos entre investidores e estilistas (confira a movimentação do setor). A I’m, por exemplo, que nasceu naquele ano como grande holding da moda e que tomou para si a condição de símbolo dos novos tempos, só durou até 2009. Segundo especialistas, o quadro turbulento é fruto da própria falta de amadurecimento do mercado. Por um lado, investidores deixaram-se levar, nos últimos anos, pela euforia e acabaram se associando com marcas com problemas sérios de gestão. Por outro, criadores assinaram os contratos sem ter muita noção do papel que deveriam desempenhar na nova fase da marca. A grande fonte de desentendimento, aliás, foi o fato de ambas as partes terem se associado sem absoluta clareza prévia de todos os detalhes do negócio.

No exterior, por outro lado, o primeiro conglomerado de moda bem-sucedido, o francês LVMH, dono da marca Louis Vuitton, formou-se ainda na década de 1980. “O setor está passando por um bom momento no Brasil, mas a maior parte das empresas, a despeito de sua visibilidade, enfrenta dificuldades de atrair capital. É que muitas delas são ainda bastante informais e não têm planos de negócios claros”, explica o consultor Carlos Ferreirinha, especialista em mercado de luxo. Isso evidencia que a tão esperada profissionalização ainda não chegou ao patamar esperado. “Os estilistas estão começando a ver só agora a importância de uma gestão comercial bem estruturada”, explica o consultor em gestão de marketing de moda Silvio Chadad. Em resumo, o Brasil ainda tem um processo de amadurecimento pela frente. Mas os especialistas são unânimes em aportar que esse processo é irreversível e deve se aprofundar. “O capital está aí. Só falta o mercado se profissionalizar”, resume o estilista Amir Slama.

Fonte:veja.abril.com.br|

Moda, Modos e Mordaças, por Antonio Brás Constante

Escutei no rádio há alguns dias atrás que houve uma manifestação sobre a pouca participação de modelos negros no Fashion Week, onde pediam que a atual cota de 10% fosse elevada para 20% na participação de modelos negros e indígenas. Foi citado durante a manifestação que o Brasil vende uma imagem de pessoas loiras e de olhos azuis para o mundo, em um País onde mais de cinqüenta por cento da população é negra. Aproveito para incluir as palavras: “altas”, “novas” e “anorexas” ao “loiras e de olhos azuis”, já que também somos um povo gordinho em sua grande maioria, de estatura mediana e com percentual de quilometragem de vida já bem avançado.



Eu, como gordinho de peso, constatei que a participação de modelos com sobrepeso também é praticamente nula, por isso acho sinceramente que as modelos gordinhas deveriam ganhar uma cota de igualmente 20%, algo mais do que justo. Isso sem falar das modelos baixinhas, que são praticamente uma raridade (se é que existem de fato no mundo das passarelas), mais 20% para elas, uma pessoa não pode ser discriminada por sua estatura.



Não podemos esquecer as pessoas da terceira idade, que não são valorizadas nestes desfiles, que privilegiam principalmente as jovens modelos. Vamos acabar com isso e exigir uns 20% de cotas para que as pessoas da terceira idade possam desfilar em igualdade de condições. Vamos adicionar mais um mínimo de 20% para os modelos heteros e outros 20% para os modelos gays, pois ambos andam sofrendo preconceitos através de homofobias e heterofobias destiladas por mentes deturpadas. Acho que assim estaria satisfatório (basta apenas não levarmos em conta que as cotas já ultrapassaram os 100%). Mas isso dependerá de que os canhotos, asiáticos entre outros tantos grupos de nossa sociedade, não queiram uma cota de participação para eles também.



Muitas vezes a moda demonstra ser um dos antros mais excludentes do mundo. Tudo que foge de sua formatação de “beleza” (as aspas duplas são necessárias para ressaltar que nem sempre a beleza ali exposta é algo realmente belo) é relegado ao segundo plano de suas tendências. A moda amordaça estilos que não seguem seus ditames quase ditatoriais sobre o que é brega e o que é brilhante (se uma mulher andar na rua vestindo algo exoticamente diferente é taxada de brega, mas se for uma estrela da música americana daí é considerada brilhante).



Se a moda para o próximo verão é definida por cores cítricas, todo resto fica sendo considerado como cafona. Ou seja, algo ultrapassado que merece ser imediatamente extirpado dos guarda-roupas das pessoas chiquerrimas, bem como das chiques, das que almejam ser chiques e de todo deplorável e mal vestido resto (no qual eu me incluo) também. Por exemplo, você se obriga a comprar calças manchadas, remendadas, de cintura baixa ou até rasgadas, por total falta de opção, já que as lojas põem para vender o que lhes dizem que é a moda do momento. Se você quiser algo diferente, procure em algum brechó.



O filme “O demônio veste Prada” relata de forma sublime (ou seria subliminar?) toda esta loucura bem ordenada e fascista do mundo da moda. Com modelos que parecem ter saído de uma orgia de inanição permanente, em um banquete composto basicamente por folhas de alface e água mineral sem gás (onde as modelos devem escolher em consumir uma coisa ou outra para não ficarem mais gordas do que aqueles obesos esqueletos expostos nos laboratórios de medicina).



Isso sem falar na moda regional, como aqui no meu País dos pampas. O gaúcho tem o seu próprio estilo de moda, com uma indumentária bem típica, conhecida como Pilcha, e constituída por botas, bombacha, faixa, camisa, colete, lenço no pescoço, etc. Tudo muito vistoso e devidamente escondido por baixo de um pala, que para quem não conhece é meio parecido com um cobertor, cobrindo geralmente o corpo inteiro do gaudério, deixando apenas a cabeça do vivente de fora para ele poder respirar, espirrar e para não amassar o chapéu preso por um barbicacho.



Temos também a moda das tribos urbanas (emos, hippies, góticos, coloridos, metaleiros, executivos, etc, etc, etc.), que se vestem e se comportam como soldados padronizados, ouvindo os mesmos hinos, usando as mesmas cores, as mesmas tatuagens, piercings, e idolatrando os mesmos pretensos deuses. Achando que estão sendo diferentes, e/ou rebeldes. E o que é pior, vivem enganados, achando que estão sendo “autênticos”.



Se a moda incomoda, porque seguimos escravos dos caprichos da moda? Se a moda é metida a elitista e recheada de marcas que servem para demonstrar quem é quem no mundo social, rotulando pessoas, não seria o caso de deixar de lado tudo isso e nos importamos em sermos inseridos em coisas realmente importantes para nossa sociedade? Mas agora que já forrei o tecido de sua mente com algo para refletir, deixo para você, jovem leitor(a) de qualquer idade, a tarefa de costurar estes assuntos em seus pensamentos, da forma que quiser, utilizando (ou não) os apetrechos textuais que espalhei por este texto, e assim poder se vestir com novas ideias. Afinal, Tudo que se relaciona à moda, acaba dando muito pano pra manga.



NOVA NOTA DO AUTOR: Produzi um filme no Youtube (escrito, dirigido e encenado por este eterno aprendiz de escritor), se quiser assistir ao filme e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: “3D – Hoje é seu aniversário” (o filme foi feito em padrão 3D). Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do meu livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, o livro impresso está disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br), ou se quiser fazer parte de minha lista de leitores, para receber semanalmente meus textos, basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.








Fonte:.agorams.com.br


sábado, 4 de junho de 2011

Com maior profissionalização, empresas têm deixado de lado o velho QI

Ter uma pessoa "costas-quentes" sem avaliação de competência é prejudicial para as relações de trabalho.
No mercado de trabalho é comum que uma vaga seja preenchida por profissionais indicados. Entretanto, antes de serem aprovadas, estas pessoas participam do processo seletivo, assim como os demais candidatos. É o que afirma o headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Romulo Machado.

“Hoje, 85% das contratações são de indicações, mas as empresas avaliam as competências e o comportamento destes profissionais”, explica. As outras contratações são feitas por meio de busca de profissionais no mercado pelas consultadorias e uma minoria é realizada apenas pela recomendação de alguém.

De acordo com o professor de Gestão de RH (Recursos Humanos) da Veris IBTA, Cristiano Luiz Rosa, a contratação de pessoas baseada apenas na recomendação tem diminuído na última década.
“Isto ainda acontece, mas não com tanta influência. Com a abertura de capitais, as empresas estão cada vez mais profissionais. Hoje as empresas buscam resultados”, diz. Ele acrescenta que a contratação baseada somente na confiança é comum em empresas em que não existe governança corporativa. “Estas empresas estão fadadas ao fracasso”, enfatiza.

    Imagem: PeskyMonkey (iStockphoto)    
       
    Contratação de pessoas baseada apenas na recomendação tem diminuído na
última década 
   


Falta de interação

Ter um profissional “costas-quentes”, por ser o indicado de alguém, prejudica em especial as relações de trabalho, principalmente se esta pessoa ocupa um cargo de liderança. Rosa compara esta situação com casos que acontecem no mundo do futebol.

“No mundo do futebol é comum a queda de técnicos que eram de confiança dos dirigentes do clube e de jogadores que eram de confiança dos técnicos. Só a confiança não basta. É necessário que haja uma integração com a equipe”, diz.

Já Machado afirma que, no caso da pessoa que tem um cargo de chefe, os problemas como falta de motivação da equipe acontecem somente se a pessoa não tiver a competência e o comportamento esperados tanta pela empresa como pelos colaboradores.

“Nesta situação, os profissionais apresentaram um descontentamento e desmotivação. A mensagem que a empresa irá passar é que naquela empresa não se cresce por merecimento, mas pelo famoso QI [Quem Indica]”.

Ele explica ainda que, em situações assim, não se formam bons profissionais. “Nada é melhor do que treinar os próprios profissionais. Os funcionários conhecem a cultura e os processos das empresas”.

Já no caso de profissionais que são indicados, mas não são chefes, o headhunter afirma que não a contratação deste colaborador não impacta negativamente na equipe. “Esta pessoa irá aprender, ele terá as mesmas oportunidades que os outros”, finaliza.

Fonte:administradores.com.br

Futebol empresa limitada

Você já parou para pensar na riqueza que cerca o futebol no Brasil?

Não estou falando nas transações milionárias, não!

Pode considerar o pipoqueiro, o sorveteiro, o cortador de grama, os bilheteiros, o pessoal da manutenção, os médicos, comentaristas, equipes de TV, empresas ligadas à moda, atletas, técnicos, preparadores físicos, nutricionistas, agências de propaganda, lojas de material esportivo e toda a indústria e prestadores de serviços que atende esse segmento.

Sim, agora podemos falar em dinheiro. Pensemos no futebol como indústria e espetáculo.

Quanto vale isso?

O bebê nasce, pronto, lá está ele na foto, ostentando o símbolo do clube do pai, da mãe, do tio como provocação e tentativa de adição de mais um futuro torcedor.

Considere que num passe de mágica, a partir de amanhã, isso deixasse de existir. Qual seria o impacto no mercado?

Quantas pessoas seriam postas na rua, por conta do desaparecimento do segmento?

O assunto está desagradável? Que tal dar um tom mais colorido?

Vamos, então, organizar o segmento. A partir de agora chega de amadorismo, vamos tratar o assunto como merece. Gestão total, como se fosse uma empresa com ações na bolsa de valores. Caiu a cotação, caem os gestores!

Qual seria a riqueza gerada e principalmente empregos?

Gostou da idéia?

Eu também, mas fica uma pergunta: por que não fazemos isso?

Cultura, nosso jeitão, futebol sempre foi assim, falta qualificação, não temos expertise?

Se quiser pode ajudar na lista. Isso só contribui para a reflexão!

Hoje, com tantas transmissões ao vivo e com a qualidade das imagens, ficamos, literalmente, babando com os estádios e a organização que vemos no exterior, não é verdade?

Compramos camisas de times estrangeiros!  Brasileiros, não poucos, não só torcem, mas são capazes de falar, sem qualquer erro, a escalação do seu time do coração, que está no além, mas muito além mar.

Seriam eles, lá fora, capazes de fazer o mesmo, com a mesma empolgação? - Lembrando sempre que nossos atletas são respeitados pela arte que desenvolvem.

Não, com certeza não contamos com esse privilégio.

Pois é, a próxima copa do mundo será no Brasil. Que ganhos teremos com isso?

Ah, queremos ganhar o “caneco”!

Ta, e depois?

Isso nos ajudará a exportar mais?

Passada a copa, o fluxo do turismo aumentará?

Tivessem que responder essa pergunta, muitos diriam: Claro!

E que tal, tentar responder estas três: o quê, onde e por quê?

Dois aspectos são fundamentais para que um país ganhe visibilidade: sua arte e sua cultura precisam ser absorvidas além de suas fronteiras.

 O rock é brasileiro? Não, mas como o absorvemos, o consumimos e tudo que o cerca.

E que tal o café brasileiro? Olha lá, esse leva nossa cultura e nossa arte. Grande representante!

E a tequila? Essa consumimos.

Vem com cultura e arte? Lógico!

É verdade que alguns produtos já incorporamos, e nem nos damos conta que a palavra que o denomina é estrangeira.  Ora, mas vá lá na raiz e veja se quando chegou não trouxe arte e cultura.

Quem sabe um dia mudamos o modelo de gestão do futebol, para que ele, como empresa, não tenha tantas limitações e possam gerar mais lucros e, claro, substanciais excedentes de caixa.

Nesse ínterim, só podemos lamentar ao ver o futebol como uma empresa limitada.


Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo

Nossas maiores conquistas não estão relacionadas às empresas que ajudamos a superar barreiras e dificuldades, nem às pessoas que ensinamos diretamente, mas sim àquelas que aprendem conosco, sem saber disso, e que ensinamos, sem nos darmos conta.

Imagens de Estamparia da moda praia da Salinas para o verão 2012

Moda praia da Salinas antecipa propostas para atualizar os biquínis, maiôs e saídas de banho que as mulheres irão desfilar por calçadões, pool parties e areias afora na primavera verão 2011 2012. A nova coleção da grife foi lançada no Fashion Rio em um desfile com um casting recheado de tops e de looks que esbanjam jovialidade, diversão e sofisticação

Fonte:portaisdamoda.com.br

Empresas do setor de moda anunciam planos de expansão

Cativa e Carmen Steffens devem ampliar seus mercados em 2012
Mesmo depois do fechamento da produção da Vulcabras|Azaléia em Parobé (RS), que resultou na demissão de 800 funcionários e redução da produção em 8 mil pares diários, a indústria da moda indica sinais de crescimento. Após a Invista anunciar investimentos de mais de US$ 100 milhões no setor de fibras artificiais, mais duas empresas apresentam planos de expansão em suas linhas de produção, além da abertura de novas filiais.
A unidade de Campo Grande (MS) da Cativa Têxtil prevê um aumento de 62% na demanda em 2011, o que significa quase 1,5 milhão de peças fabricadas no ano. O fato deve-se à inclusão de linhas fitness e homewear que, segundo a marca, apresentava deficiência no mercado, além do aumento nas linhas infanto-juvenis, consolidando a participação da empresa em âmbito nacional. Em 2012, a unidade deve ganhar uma nova planta para abrigar os mais de R$ 250 mil investidos em maquinário e treinamento de colaboradores.
Grife de calçados e itens de couro de Franca (SP), Carmen Steffens deve preencher o espaço da Vulcabras no solo gaúcho. Parte da produção de 7 mil pares diários está sendo transferida para o Rio Grande do Sul, que em fevereiro de 2012 receberá demandas exclusivas de uma nova marca criada pelo grupo Couroquímica|CS. A previsão é arrojada: até 2016, a empresa pretende ampliar sua participação no mercado internacional, 400 lojas em 30 países, sendo 300 em território nacional.

FONTE: USEFASHION

Um CEO que ganha a vida na onda. Este é o australiano Derek O' Neill da Billabong

À frente de um conglomerado de moda que fatura US$ 1,8 bilhão, o australiano Derek O'Neill toma suas decisões de negócios enquanto surfa


Assim que chegou ao Rio de Janeiro, em meados de maio, o executivo australiano Derek O’Neill, 48 anos, vestiu sua roupa de borracha, pegou a prancha e foi direto surfar na praia da Barra da Tijuca. O’Neill é o CEO do grupo australiano GSM, que detém a marca de moda para surfistas e afins Billabong, com faturamento global de US$ 1,8 bilhão. Ao contrário do que possa parecer, sua presença no Brasil nada tem a ver com férias. 
O executivo estava no País para acompanhar a etapa brasileira do campeonato mundial de surfe, realizado nas praias cariocas e patrocinado por sua empresa. “Enquanto surfo, gosto de prestar atenção no que as pessoas estão vestindo”, disse ele à DINHEIRO. “Olho o design das bermudas e, se tenho alguma ideia, levo para os estilistas.” Isso não significa que ele só pense em trabalho e não aproveite as ondas para se desestressar . “É claro que tento não ficar obcecado por isso.”
 
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O'Neill, do grupo GSM: o mercado de moda surfe pode triplicar em cinco anos no Brasil  
 
O’Neill comanda um conglomerado de grifes feitas para vender estilo a quem vive da e na praia. A lista inclui a marca de roupas e sapatos Element, a de relógios e bonés Nixon, a de óculos VonZipper e a de acessórios e gorros RVCA, além da Billabong. É um mercado e tanto, apesar de parecer coisa de bicho-grilo e de hippies. De acordo com estimativas da consultoria Improve, o setor de moda surfe, que inclui roupas e acessórios, movimentou R$ 9 bilhões no Brasil em 2010. 
 
Calcula-se que existam cerca de 30 milhões de consumidores no País. “Há potencial para que esse mercado cresça o dobro ou até o triplo nos próximos cinco anos”, afirma O’Neill. Os produtos da Billabong atualmente estão espalhados por cerca de 1.400 pontos de venda no Brasil. Apenas 12 lojas são próprias ou franquias, localizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia. “A ideia é ampliar os negócios com os franqueados”, diz Alessandra Berlinck, que assumiu a direção-geral para América Latina da companhia em janeiro de 2011. 
 
Até dezembro deste ano, a empresa deve inaugurar cinco novas lojas, todas franqueadas. As cidades ainda não foram definidas. “Começamos a ser identificados como um segmento de negócios”, diz Romeu Andreatta, responsável pela consultoria Improve e organizador do Festivalma, que reúne música, moda e arte, tudo ligado ao surfe, realizado na semana passada na capital paulista. 
 
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O desafio da Billabong é conquistar não só os consumidores que vivem em cidades litorâneas, mas também aqueles que estão longe da praia e se identificam com essa maneira mais despojada de se vestir. “O setor tem de brigar para ganhar mais adeptos desse estilo de vida”, diz Andreatta. O’Neill costuma passar muitas de suas manhãs no mar, pensando sobre o assunto, antes de ir para o escritório – ele diz nunca ter vestido terno ou usado gravata no trabalho. 
 
Para ele, a internet é uma importante ferramenta para disseminar esse conceito. Um exemplo disso é o campeonato mundial de surfe, no qual a Billabong deve investir R$ 7,5 milhões até 2016. As etapas do circuito, inclusive a brasileira, são transmitidas ao vivo pelo site da companhia. A empresa patrocina, ainda, outros eventos esportivos, como a apresentação de skatistas e shows musicais. “É uma forma de aproximar nossas marcas de quem vive longe da praia”, diz O’Neill.
 
A briga por um lugar ao sol na moda surfe no País promete ser  dura. A Billabong tem concorrentes como a catarinense Mormaii e as também australianas Quicksilver e a Rip Curl. As conterrâneas são as suas principais rivais no âmbito global. A estratégia para vencê-las já está sendo desenhada por O’Neill, entre uma onda e outra. Vida dura é isso aí.
 
FONTE: ISTO É DINHEIRO

Inspirada no modelo de negócios da rede holandesa, a família Caseli criou a Lojas Avenida, que fatura R$ 260 milhões no coração do País. Sua ambição é repetir o feito em outras regiões

Inspirada no modelo de negócios da rede holandesa, a família Caseli criou a Lojas Avenida, que fatura R$ 260 milhões no coração do País. Sua ambição é repetir o feito em outras regiões

As dificuldades financeiras vividas na década de 1990 pelo braço carioca da Casas Pernambucanas acabaram repercutindo positivamente em Mato Grosso. É que para tentar evitar a falência, que acabou ocorrendo em 1997, a família Lundgreen fechou uma série de lojas pelo País afora.

Alguns desses pontos de venda foram arrematados em leilão por Ailton Caseli. O primeiro deles, um prédio de cinco pavimentos em Cuiabá (MT), deu origem à Lojas Avenida, em 1995.

Visual moderno: lojas com apelo fashion e variada gama de produtos ajudam a fisgar os consumidores dos municípios médios.

Hoje, a rede conta com 69 filiais espalhadas pelos Estados do Centro-Oeste, além do Acre, Rondônia, Minas Gerais e Espírito Santo. A expectativa é fechar 2010 com receita de R$ 260 milhões.

A Lojas Avenida cresceu beneficiada, em boa medida, pela questão geográfica. Durante muito tempo, as cidades do coração do País estiveram fora do radar das gigantes Renner, Marisa, Riachuelo e C&A.

Essa última, aliás, serviu de base para que a família Caseli construísse seu modelo de negócio. “Temos um pouquinho de C&A e de todas as demais cadeias varejistas”, diz à DINHEIRO Rodrigo Caseli, presidente da Lojas Avenida.

Aos 34 anos, ele acaba de substituir o pai no comando do Grupo Caseli – que reúne ainda a Lojas Giovanna, especializada em calçados e que colabora com 10% da receita total.


Agora, Rodrigo acredita que a Lojas Avenida está pronta para alçar voos mais elevados. Ao longo de 2011 ele pretende abrir 12 filiais na região Nordeste. Para financiar a expansão, ele está negociando uma linha de crédito com o Banco do Nordeste (BNB) no valor de R$ 80 milhões.

Trata-se do maior investimento já feito pela família no negócio. Na rota de expansão estão municípios baianos de porte médio que funcionam como polos industriais e de agronegócio: Luís Eduardo Magalhães, Eunápolis e Teixeira de Freitas.

A lista inclui ainda cidades do Maranhão. Nesses locais, o empresário espera repetir a fórmula que, até agora, vem se mostrando eficiente. Graças ao visual moderno e à grande variedade de roupas, acessórios e itens de cama, mesa e banho, a Lojas Avenida se torna referência onde chega.

“Por nossas unidades passam desde a mulher do prefeito até as consumidoras das classes C e D”, destaca o empresário. Outro grande apelo é a venda a prazo, feita por meio do cartão de crédito próprio.

São 1,6 milhão de usuários que respondem por 55% dos negócios. Além disso, as 13 marcas próprias de vestuários conferem um toque de exclusividade. “São instrumentos que garantem a independência em relação aos fornecedores e ajudam a fidelizar a clientela”, salienta o consultor Ivan Corrêa, sócio-diretor da GS&MD – Gouvêa de Souza.

FONTE: ISTO É DINHEIRO

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Como Definir o Valor do Produto para seu Público Alvo - Relatório Técnico

Quem está atuando com moda há alguns anos pode observar que os hábitos e desejos do consumidor de hoje são diferentes do de alguns anos atrás. Este novo consumidor é mais exigente, não é fiel a marcas e é muito mais informado.

A verdade é que é muito mais difícil atender as necessidades deste potencial cliente, pois é cada vez mais difícil antecipar as tendências.

Cada dia surge novos nichos de mercado, que se desdobram em outros nichosrapidamente. Ou seja, há muito dinamismo no mercado e fica muito difícil achar uma maneira de se diferenciar. A diferenciação é copiada com rapidez e passa a ser comum.

Mas o novo consumidor busca a diferenciação e a moda é o principal elemento para satisfazer a necessidade de satisfação psicológica e emocional das pessoas. É a moda que possui maiores condições de definir um posicionamento pessoal e gerar maior conexão com o meio onde vive.

O conceito intrínseco é de que as pessoas que tem poder não precisam provar nada pra ninguém, portanto não precisam da marca pra serem considerados. A pessoa que tem poder é idolatrada e invejada e, por isso, o que essa pessoa usar será copiado – inclusive o comportamento é copiado.

Com esta percepção pode-se concluir que valor não é preço. É o resultado do conteúdo em relação ao preço.



Como definir o valor do produto para seu público alvo