quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Veja como sua empresa pode transmitir uma imagem de confiança e atrair bons profissionais através de processos de seleção






  
  
 
  
 
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Não faz muito tempo. Quando uma vaga era anunciada em uma empresa, currículos e fichas de trabalho choviam aos montes no departamento de pessoal. O felizardo candidato aprovado passava por um criterioso processo seletivo que avaliava uma série de fatores, mas que levava em conta, principalmente, a sua capacidade de adaptação às características do negócio e aos desafios do cargo. Mas as coisas mudaram. Com o apagão de mão de obra especializada que atinge praticamente todos os setores da economia, são eles – os profissionais – que agora ditam muitas das regras do jogo. “Hoje em dia, o bom profissional escolhe se quer trabalhar na empresa contratante, e não somente o contrário”, avalia Flávia Kurth, especialista em Comunicação e Gestão de Negócios pela Eastern Illinois University (EUA) e diretora-executiva da região Sul da Véli Brasil, empresa especializada em soluções em Recursos Humanos.
O mercado hoje fala em “empresabilidade”, ou seja, a capacidade que as empresas têm de atrair bons profissionais para seus processos de seleção – ao contrário da “empregabilidade”, que representa o índice de atratividade do próprio perfil e currículo profissional. É por conta dessa nova realidade que a tarefa de recrutar e selecionar pessoas se tornou peça-chave no bom desempenho dos negócios. “É um processo que precisa ser objetivo, sincero e coerente com a imagem institucional da empresa”, conta Flávia.
O mais importante, ensina a especialista, é criar uma imagem de confiança institucional, fazendo com que a empresa seja vista com bons olhos pelo aspirante ao cargo – independentemente se ele for contratado ou não. A pedido do Noticenter, ela aponta a seguir algumas dicas do que fazer – e o que não fazer – nesta importante etapa dos negócios.
RESPEITE HORÁRIOS
Uma das principais falhas cometidas em processos seletivos é a empresa achar que está fazendo um favor ao profissional ao lhe oferecer uma vaga de emprego. Pior ainda é usar isso como justificativa para atrasar o horário das entrevistas. “Infelizmente ainda ouvimos declarações de profissionais indignados porque tiveram que esperar. Alguns não toleram a falta de respeito e vão embora, abrindo mão do processo seletivo”, conta Flávia.

Para a especialista, além do desrespeito ao candidato, esse tipo de postura arranha a imagem institucional da empresa. “Algumas destas organizações inclusive carregam o valor às pessoas junto a seu nome. O candidato percebe a incoerência desde o início do processo, e o mercado não aceita mais a incoerência”, acrescenta.
Carlos Tonet/Noticenter
Flávia Kurth, da Véli Soluções em RH: processo de atração de talentos precisa ser coerente e sincero

Atenção especial também aos candidatos de outras cidades e estados que se deslocam para uma entrevista. Nestes casos, além de respeitar datas e horários, é preciso cumprir compromissos e acordos pré-assumidos. “Já vivemos casos como o de uma empresa contratante que solicitou a vinda de um profissional de São Paulo para ser entrevistado em Blumenau, assumindo ressarci-lo pelas passagens. O profissional comprou as passagens e a empresa ‘mudou de ideia’”, conta Flávia. “A relação de confiança foi quebrada com um ótimo profissional. Hoje ele não quer mais ouvir falar na contratante. Mas continua falando dela. Falando mal!”.
JOGUE LIMPO E SEJA COERENTE
As empresas esperam que os candidatos a uma vaga sejam sinceros e honestos durante a entrevista de seleção. O inverso também acontece. De acordo com Flávia, é preciso deixar claro a atual realidade da empresa, quais são suas premissas e objetivos e o que ela espera do profissional. “A condução da entrevista precisa ser coerente e verdadeira”, acredita a especialista.
É preciso estar atento também à abordagem com a pessoa. Alguns recrutadores usam piadas, brincadeiras ou pegadinhas para quebrar o gelo do encontro. “Este tipo de recurso pode ser mal interpretado, levando a constrangimentos desnecessários”, diz Flávia.
PREPARE-SE PARA A ENTREVISTA
Independentemente da vaga que busca se preencher ou da pessoa que será avaliada, é fundamental estar bem preparado para a entrevista. Definir previamente um roteiro com as questões que serão abordadas e discutidas ajuda no andamento da conversa, mas a empresa não pode se limitar a isso, diz Flávia. “O histórico profissional precisa ser lido e estudado previamente. É deselegante perguntar aquilo que já está escrito em um currículo. O profissional pode perceber a falta de preparo, sentir-se desprestigiado e mal impressionado pela organização”.
NÃO ESQUEÇA O FEEDBACK
Uma das principais queixas dos candidatos é a falta de retorno das empresas. E não importa se ele for negativo. Para Flávia, é uma atitude profissional responder a pessoa que enviou um currículo informando que ela será avaliada, mesmo que a empresa não tenha intenção de contratá-la.
Da mesma forma, explicar os motivos de uma eventual não contratação mostra que a organização valoriza e considera o profissional e seu desenvolvimento. “Os próprios candidatos cobram explicações. Querem entender o porquê, saber onde erraram e o que pontos precisam melhorar”, analisa Flávia. “Além disso, as empresas precisam considerar que um eventual profissional rejeitado por ela neste momento pode estar melhor preparado e ser seu profissional de sucesso amanhã. Desde que ele queira voltar”.
BOCA A BOCA
Existe um motivo muito simples para as empresas tomarem cuidado no momento da atração de talentos: o boca a boca. Quem se sentir mal tratado, desvalorizado ou desprestigiado vai manifestar isso, mais cedo ou mais tarde. “Em tempos de comunicação instantânea e onde uma crítica se alastra tão rapidamente em mídias sociais, basta poucos minutos para a imagem da organização ser manchada por um processo seletivo mau conduzido",alerta Flávia.


 
5 dicas para sua empresa transmitir confiança durante o processo seletivo
1. Respeite datas, horários e compromissos pré-assumidos com os candidatos. Lembre-se que os profissionais estão dedicando parte de seu tempo à empresa.
2. Seja verdadeiro com o candidato. Deixe bem claro quais são as pretensões da empresa e o que ela espera dele.
3. O profissional responsável pela entrevista deve estar bem preparado. Além de ter avaliado o histórico do candidato, deve ter um roteiro pré-definido e evitar fazer perguntas sobre o que já foi dito no currículo.
4. É preciso tomar cuidado com a abordagem. Na tentativa de quebrar o gelo, o recrutador pode usar piadas ou brincadeiras que podem ser mal interpretadas pelo candidato.
5. Mesmo que a empresa não contrate o profissional, é importante dar um retorno a ele, apontando as razões pela não contratação e no que ele deve se capacitar para concorrer futuramente ao posto.








 
Matéria publicada em 02/11/2011

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