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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Quantos Steve Jobs você precisa ter em sua empresa?


Poucos meses se passaram da prematura morte de Steve Jobs, e as livrarias de todo o mundo já expõem em suas prateleiras de maior destaque diversos livros falando sobre a vida e a história desse extraordinário empreendedor, bem como sobre a evolução da Apple, empresa por ele fundada, a qual no momento de sua morte estava em seu auge em termos de rentabilidade, crescimento e valor de mercado. Muitos desses livros estão na lista dos mais vendidos desde que foram lançados.
Esse interesse é compreensível tanto pelo sucesso da empresa quanto pela peculiaridade da personalidade do fundador e de seus métodos de gestão. Vale a pena conhecer essa interessante trajetória de vida e de negócios. E procurar aprender com ela.
O sucesso da empresa com produtos inovadores e extremamente bem-sucedidos foi originado em grande medida graças à genialidade de seu fundador. Logo após a sua morte, John Shook escreveu um interessante artigo que mostra a contribuição de Jobs sob a perspectiva lean (Steve Jobs Era Lean?).
Porém, devemos ter o cuidado de olhar atentamente para as nossas empresas, para as pessoas que a constituem, a fim de reconhecer que cada história pessoal e que cada personalidade é única e, por isso, a probabilidade de surgirem novos Steve Jobs em cada empresa é mínima.
Lembrei-me desses fatos em recente visita a uma empresa que tenho acompanhado há alguns anos. Nos primeiros momentos, por ocasião da implementação de um projeto piloto em umas das famílias de produtos (com foco nos principais problemas de determinado processo-chave), notava como o conhecimento sobre os princípios básicos da operação da planta pela direção, gerência e operadores era pouco. A princípio, até acreditávamos que o projeto de transformação lean tinha poucas chances de prosperar por conta dessa pouca qualificação.
Alguns anos se passaram, e para nossa surpresa, repetida ano após ano, o projeto inicial em uma primeira família piloto não só prosperou como se espalhou rapidamente para outras plantas da empresa. No ano que se findou, a empresa economizou milhões em um momento em que as condições de mercado e a competição se acirraram bastante.
Nas visitas mais recentes, notamos o enorme desenvolvimento pessoal dos colaboradores, da direção e da gerência, até nos níveis de supervisão e operação. Através da implementação das técnicas e ferramentas lean, não apenas o conhecimento sobre as operações da empresa melhorou como também o reconhecimento da importância e papel de seus colaboradores por parte de gerentes outrora autoritários. O trabalho em equipe se fortaleceu, muitas melhorias foram implementadas, e os resultados tiveram significativos incrementos ano após ano. Isso, muitas vezes, com ideias geniais, ainda que simples, de operadores resolvendo problemas crônicos e fazendo melhorias, sem investimentos.
Nessa empresa, devido a transformação profunda pela qual estão passando, as atitudes, comportamentos e o conhecimento das pessoas têm ficado muito distante das preocupações e prioridades do departamento de RH, totalmente distante e ausente desse processo. Aliás, como a maioria dos departamentos de RH nas transformações lean. (Veja o artigo: "Incorpore a Mudança em seus Processos de RH").
A maior parte dos departamentos de RH parece estar frequentemente em busca dos talentos individuais, dos "gênios" que trarão grandes e revolucionárias ideias. Cuidado com isso. Cansei de ouvir histórias de gênios e mentes brilhantes que alcançaram grandes vitórias e resultados de curtíssimo prazo. E, com isso, foram promovidos rapidamente, deixando para trás "bombas", que foram explodindo ao longo do tempo.
Assim que uma pessoa "normal" a substitui e começa a entender a situação, nota-se que os resultados conquistados foram de fato fruto de um tipo de genialidade, que através de manipulações simples trouxeram grandes resultados por um curto período de tempo. Não deixa de ser brilhante. Mas espero que você e sua empresa percebam isso. Não há resultados extraordinários, na maioria das vezes, se não houver melhoria significativa dos processos. Ideias geniais e revolucionárias ocorrem muito raramente.
É ótimo se uma empresa tem gênios com ideias brilhantes, pois podem ser conquistados alguns saltos de desempenho. Mas nem todas têm, nem todo dia essas ideias aparecem, e depender somente disso seria um grande risco. Mas todas podem ter milhares de colaboradores diariamente inovando os processos e produtos com ideias simples e alinhadas às necessidades dos clientes - um dos principais resultados do sistema lean. Isso através de seus conceitos de expor e eliminar desperdícios, operar de acordo com o tempo takt, entendendo sistemicamente os principais fluxos de valor, expor e resolver os problemas na base rapidamente e com método científico etc.
Você não precisa nem ser e nem ter nenhum Steve Jobs em sua empresa para fazer com que os resultados melhorem significativamente. Melhorar os processos, examinar de forma crítica as atividades da empresa, resolver os problemas sob a ótica dos clientes, tudo isso trará um desempenho melhor. E assim se desenvolverão as capacidades e o envolvimento das pessoas "normais" de sua empresa.
Cada pessoa tem um potencial enorme de se tornar melhor. Cabe ao sistema de gestão criar as condições para aproveitar e fazer desabrochar essa capacidade reprimida e subutilizada. Sem necessariamente criar gênios. E nem precisa.
José Roberto Ferro 
Presidente
Lean Institute Bras

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Vitória Para as Sauditas - Mulheres Podem Trabalhar em Lojas de Lingerie


A partir do início deste ano, apenas empregados do sexo feminino poderão vender lingerie para senhora na Arábia Saudita, colocando assim um fim a décadas de constrangimento no reino ultraconservador muçulmano, onde as mulheres devem vestir túnicas pretas sempre que estiverem fora de casa.
 
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Vitória para as sauditas
Um decreto real emitido pelo Rei Abdullah em junho do ano passado – marcado pelas objeções de clérigos de topo – concedeu seis meses aos proprietários das lojas de lingerie para se livrarem dos seus empregados do sexo masculino e colocarem nas suas lojas apenas funcionários do sexo feminino. A proibição de funcionários do sexo masculino deverá ser alargada às lojas de cosméticos a partir de julho.
«Esta é uma ordem do rei», disse o Ministro do Trabalho, Adel Faqih à AFP. «Todos os preparativos estão em andamento para implementar integralmente esta decisão», acrescentou o responsável, referindo que mais de 7.300 lojas de retalho serão afetadas pela proibição de funcionários do sexo masculino, criando oportunidades de emprego para mais de 40.000 mulheres na Arábia Saudita.
A proposta original do ministério do trabalho para permitir que as mulheres trabalhem em lojas de lingerie provocou há três anos uma tempestade de protestos por parte dos principais clérigos do reino. Eles emitiram uma “fatwa”, ou decreto religioso, impedindo as mulheres de qualquer tipo de trabalho.
As mulheres, que durante anos se queixaram de serem forçadas a comprar as suas roupas íntimas a funcionários masculinos, reagiram com uma campanha no Facebook chamada: “Chega de constrangimento”. Agora, a página web do movimento proclama orgulhosamente: “O constrangimento acabou”.
A fundadora da campanha, Fatima Garoub, saudou a implementação da nova lei e disse que, apesar das hesitações iniciais entre os retalhistas, «eles estão agora a responder positivamente, especialmente porque não têm escolha».
A estrita separação dos sexos fora de casa, que é imposta na Arábia Saudita pela poderosa polícia religiosa do reino, significa que as mulheres são efetivamente impedidas de muitos empregos. O clero conservador permanece profundamente em oposição

Jeans Que Solta Cheiro Pode Nunca Precisar Ser Lavado


As calças com tecnologia "Scratch and Sniff" podem liberar um perfume sempre que você esfregá-las
Aqueles que não gostam muito da ideia de ter que lavar suas calças com frequência podem se interessar pela novidade da Fashion & Famous. A empresa, que já havia lançado um par de calças que brilha no escuro, apresentou uma nova peça de vestuário equipado com a tecnologia “Scratch and Sniff”, o famoso “esfrega e cheira” dos catálogos de cosméticos.

Dessa forma, a calça solta um cheiro de perfume sempre que alguém esfregar o seu tecido, dando a impressão que ela acabou de ser lavada. A empresa afirma ainda que ela pode ser lavada em máquina sem problemas, mas aconselha a fazer isso com a menor frequência possível para preservar o efeito. As calças “Scratch and Sniff” ainda não estão disponíveis nas lojas e não têm preço divulgado.
Tags: CheiroJeansLavadoNuncaPodePrecisarQueSerSolta

Como potencializar a sua venda


Aprenda como vender mais e melhor e transformar seus clientes em parceiros

Cédulas de 100 reais
São Paulo – Vender é crucial para praticamente todas as empresas. No comércio, em específico, a movimentação de mercadorias define muito bem o desempenho do negócio, e estoque parado acaba virando prejuízo. Por isso, mais do que investir em estratégias mirabolantes de marketing, é essencial estar preparado para vender e fazer um trabalho de fidelização da clientela.
Clientes mais satisfeitos viram parceiros e levam a imagem da sua marca para amigos e familiares, o famoso boca a boca. Veja a seguir cinco dicas para potencializar de vez as vendas da suapequena empresa.


1. Venda mais e melhor
Para vender mais e melhor, é preciso gostar de lidar com o cliente e entender as necessidades dele. Não precisa nem falar da importância do bom atendimento, aquele que é educado, cordial, bem feito e que traz benefícios para a empresa. Outra dica é nunca mentir para o cliente. Ele pode acabar descobrindo e cortar o vínculo com a sua empresa.


2. Fidelize os clientes
Tornar um cliente fiel é um desafio para muitas empresas. Apesar de não existir uma fórmula científica para isso, é possível ter ações para que eles voltem sempre. Conhecer o cliente é fundamental e pode ser feito através dos dados básicos, como nome e histórico de compras. Além disso, acompanhe as críticas e tente melhorar para que o consumidor perceba como ele é importante para sua empresa.


3. Organize-se
Principalmente em épocas de pico de vendas, como Natal e datas comemorativas, as pequenas empresas devem se preparar para evitar o caos.
Uma dica importante é manter o estoque organizado, o que agiliza o trabalho dos vendedores. Além disso, reforce a quantidade de atendentes nos caixas e tenha sempre uma máquina de cartão extra para evitar perder vendas.


4. Tenha clientes mais felizes
Um cliente satisfeito com o seu produto faz propaganda de graça da sua empresa. Ou seja, ele curte sua página no Facebook, recomenda para amigos e conta sua experiência positiva de compra para mais gente. Para ter clientes mais felizes, fique atento aos detalhes. Um pequeno deslize pode comprometer a satisfação do consumidor.


5. Tenha uma boa equipe
Um time de vendedores e atendentes bem preparado pode ser a chave para o sucesso nas vendas. O desafio é encontrar e reter os bons talentos. Para ter uma boa equipe de vendas, garanta um salário fixo além das comissões e ofereça benefícios adicionais, como um plano odontológico. Outro fator importante é atualizar frequentemente a agenda de cursos e treinamentos.


FONTE:

Blog de Moda é Novo Canal de Venda


A repercussão dos blogs de moda e beleza tem transformado blogueiras em formadoras de opinião e suas páginas na internet em canais de promoção e vendas para empresas brasileiras e multinacionais. L'Oréal, Dior, Reckitt Benckiser, Droga Raia e Lojas Marisa estão nesse grupo.
As blogueiras influenciam hábitos de consumo de um exército de leitoras: algumas páginas chegam a ter mais de cem mil acessos diários. Os textos geralmente tratam de cosméticos e fotos de "looks do dia" - combinações de roupas, sapatos e acessórios que pretendem servir como dicas de moda.
No Brasil, as francesas L'Oréal e Dior já têm estratégia para usar os blogs para atrair mais consumidoras. A primeira incluiu há três anos a verba destinada a blogs no planejamento de marketing. Uma das ações foi a organização de uma festa na casa de uma blogueira em dezembro, em São Paulo, para promover a marca Yves Saint Laurent. Meses antes, em maio, a Dior levou quatro blogueiras para conhecer sua fábrica nos arredores de Paris.
"O fenômeno das blogueiras criou uma nova classe de importantes formadoras de 'opinião digital'. A proximidade e frequência com que se relacionam com nosso target [público alvo], além da forte credibilidade junto a ele, as tornaram 'incontornáveis' em nossa estratégia de comunicação", diz Alexandre Frota, superintendente da divisão de luxo da L'Oréal no Brasil, que engloba marcas como Lancôme, Ralph Lauren, Giorgio Armani, Kiehl's e Biotherm.
Ele diz que o movimento é particularmente forte no Brasil: "Não percebemos a mesma intensidade e influência no comportamento de nossas consumidoras na Europa ou nos Estados Unidos".
A L'Oréal começou seu "relacionamento" com os blogs há três anos, quando lançou a plataforma de vendas na internet da Lancôme - "uma importante fonte de receita", diz Frota. Desde então, aproximadamente 10% da verba global de publicidade da empresa, acrescenta o executivo, é reservada para promover ações on-line, e "a maior parte desses recursos começa a ser destinada aos blogs".
O retorno do investimento ainda é difícil de ser medido em vendas pela empresa, mas, depois de feito, a repercussão em torno dos lançamentos acontece na internet com uma "rapidez jamais vista".
A francesa Dior também tem feito esforço para garantir uma boa reputação virtual. Foi por isso que Rosangela Lyra, diretora da marca no Brasil há 25 anos, encarregou-se pessoalmente da apresentação exclusiva sobre a grife para blogueiras e "meninas antenadas" no fim do ano passado. Em outra ação, a divisão de perfumaria levou quatro das moças para conhecer a fábrica na França.
Para homenagear a blogueira Lala Rudge, eleita porta-voz de nova coleção, a Yves Saint Laurent lançou uma linha de batons em uma festa na casa da socialite, em São Paulo, em 1º de dezembro.
Em novembro, a varejista Marisa convidou 16 blogueiras a montarem combinações de roupas em suas lojas - os "looks" deveriam custar menos de R$ 100. Elas deviam publicar as fotos de suas criações em seus blogs e todos os dias as internautas votavam na combinação preferida. A blogueira que acumulasse mais votos ganhava uma viagem internacional.
Logo que lançou os panos umedecidos da marca Veja, em agosto de 2011, a Reckitt Benckiser fez um encontro com três blogueiras. Elas discutiram o papel da mulher na modernidade e formas de conciliar família, trabalho e vida pessoal, já que o conceito do produto é tornar a vida mais prática. Vídeos do debate foram publicados na internet. A RB não pagou às blogueiras. Ofereceu um almoço e um kit de produtos. "Pela primeira vez investimos 20% da verba de marketing de um produto na internet", diz a gerente de categoria de limpeza da Reckitt, Marina Inserra. Segundo ela, isso deve se repetir para futuros lançamentos.
Foi para seis blogueiras que a rede de farmácias Droga Raia apresentou pela primeira vez, em novembro, a sua marca própria de higiene e beleza, Pluii. Sem orçamento para fazer um lançamento grandioso, a varejista decidiu convidar "formadoras de opinião" da internet para testar os produtos. Cada uma recebeu dez kits para sortear entre seus seguidores. Elas não foram pagas para isso, mas todas escreveram pelo menos um texto sobre a nova marca.
Nas últimas semanas, dois novos sites que tangenciam o universo dos blogs de moda foram criados na tentativa de aproveitar o potencial de negócio desse novo nicho: o Moda It está estudando o comportamento das internautas e o F*Hits montou uma plataforma de comércio eletrônico para vender produtos indicados pelas blogueiras, que ganham uma comissão sobre as vendas. A fabricante de roupas Hering patrocinou o almoço de fim de ano e o amigo secreto do F*Hits em um restaurante na zona oeste de São Paulo.
Organizado pela empresária Alice Ferraz, o F*Hits foi criado em 2011 para cuidar dos contratos de publicidade dos blogs que compõem seu portfólio e, na última semana, lançou uma loja virtual. Alice não revela o valor do investimento no comércio eletrônico. O aporte de capital foi feito pela holding digital do Grupo RBS, conglomerado de mídia com forte presença no Sul do país. Criada em 2011, a holding tem participação em algumas empresas digitais como os sites Guia da Semana e ObaOba e a consultoria Predicta.
Andiara Petterle, diretora de desenvolvimento de negócios da holding digital do Grupo RBS, diz não ver conflitos entre a bonificação das blogueiras e os textos que elas escrevem: "O e-commerce não tem vínculo com os anunciantes. As blogueiras e a Alice fazem curadoria das peças e indicam as que gostam".
No começo do mês, o BuscaPé comprou o Moda It, que reúne e organiza as mensagens de cerca de 70 blogs de moda e beleza. Diferentemente do F*Hits, não há vínculo comercial com os blogs.
Os diretores do Moda It estão estudando o tráfego de internautas para descobrir como ganhar dinheiro com a relação entre leitoras e blogueiras, diz o fundador Caio de Arruda Miranda. Ele afirma que a ideia inicial é multiplicar o número de acessos às páginas e depois montar uma tabela para explorar comercialmente.
Miranda diz que o Moda It não vai negociar publicidade nos blogs para evitar conflitos editoriais. Segundo ele, o trabalho da blogueira poderia ser afetado caso ela se sentisse obrigada a falar bem de um produto apenas por pressão de patrocinadores.
Por Camilla Veras Mota, Letícia Casado e Luciana Seabra | De São Paulo

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Idoso é o Novo Desafio para Indústria da Moda


Idoso é o novo desafio para indústria da moda "Eu estou vestindo uma bermuda e por isso as pessoas olham para mim espantadinhas", conta Marilda Ferraz, 75. Um vestuário à altura da vida atarefada é algo que mulheres como ela, acima dos 50 anos, consideram imprescindível. Mas não costuma ser uma tarefa simples encontrá-lo. A velhice, se não chega a ser um tabu para a indústria da moda, é praticamente ignorada por ela.
"Tomamos cuidado com o corpo, com o cabelo, com a maquiagem. Mas na moda existe um exagero: ficamos com cara de velhinha, ou então de velhinha querendo parecer menina", diz Marilda.
O Instituto de Estudos e Marketing Industrial de São Paulo (Iemi) faz pesquisas de mercado nos setores de vestuário, calçados e móveis para que os lojistas entendam melhor o comportamento do consumidor. Marcelo Prado, 46, diretor do instituto, aponta uma maior participação de pessoas acima dos 65 anos no setor da moda. Segundo ele, não houve um aumento só na população de idosos, mas também em seu poder de compra.
"Existe uma predisposição para que os idosos se tornem a grande fatia do mercado a partir de 2030. Ao fazer moda para terceira idade podemos mudar a modelagem, o decote, mas temos que manter os estilos da estação, as cores, os tecidos etc.", afirma Prado.
Marilda vai ao cabeleireiro, dirige, trabalha e consome. "Eu me sinto integrada à sociedade. Daqui a algum tempo, tudo o que faço, que hoje ainda é considerado surpreendente, será visto com naturalidade", diz. Ela se refere não só ao envelhecimento da população brasileira, mas também a uma mudança no perfil da terceira idade.
Pedagoga há 40 anos, Marilda divide a semana entre São Paulo, onde trabalha e pratica ioga, e sua cidade natal, Guaxupé (MG), onde vive o marido. Percorre o trajeto de 300 km de ônibus. "Minhas amigas trabalham para complementar a aposentadoria e fazem cruzeiros para todo canto." E avisa as mais novas: "Quando chegar a vez de elas envelhecerem, terão muito mais obrigações".
COMENDO MOSCA
Apesar de todas essas mudanças, o desenvolvimento de vestuário voltado para esse público ainda é um movimento embrionário na indústria da moda.
Segundo Patricia Sant'Anna, 37, pesquisadora do Grupo de Estudos em Arte, Design e Moda da Unicamp, esse público alvo é muito difícil de satisfazer. "O cliente não pode ser chamado de velho. Temos que reinventar um nome, uma ideia de elegância e propor isso de maneira sutil. Não querem ser excluídos do universo da moda e nem uniformizados por um figurino da terceira idade."
Em entrevista à Folha, o estilista Ronaldo Fraga, 45, diz que não existe moda para terceira idade. "Era muito comum senhorinhas entrarem na loja e dizerem que iam comprar roupa para suas netas. Mas, na verdade, estavam comprando pra elas mesmas."
Em 2009, Fraga fez a coleção Risco de Giz que foi apresentada na São Paulo Fashion Week por idosos e crianças. Para ele, o desfile significou mais: "Vivemos num país tão jovem que uma pessoa se torna invisível para a sociedade depois que faz 65 anos. O que nós estamos fazendo com os nossos velhos? Como queremos envelhecer?".
O fashionista americano Ari Cohen retrata senhoras de Nova York com um estilo diferenciado em seu blog Advanced Style (estilo avançado, em tradução livre) e comenta: "A indústria da moda está aberta a todos. As mulheres mais velhas que eu conheço ainda fazem compras e leem revistas de moda. A publicidade pode ainda tentar convencer as pessoas de que ser jovem é melhor, mas eu acho que usar modelos mais velhas diria algo de bom sobre a qualidade da marca."
Ronaldo Fraga concorda. "Se a moda não quiser olhar para os idosos pelo olhar humanizador, de inclusão, que seja pelo econômico: A indústria está comendo mosca."
NAS RUAS
A reportagem visitou a rua Oscar Freire -point paulistano para fãs da moda- em uma manhã de terça-feira para observar como mulheres com mais de 50 anos se vestiam. Concluiu que elas não fazem feio e adotam os mais diferentes estilos.
Com a saia longa rosa-choque e cabelo preto curtíssimo, Miriam Morato, 63, se considera descontraída "inclusive na hora de se vestir". Seu estilo, ela diz, é aquele que consegue misturar peças rústicas e chiques. Já Maria Noemi, 78, é também adepta das cores fortes, mas no estilo color block. Ao saber da intenção da reportagem, nos disse, orgulhosa: "Eu já sou convencida, agora vou ficar mais ainda".

Setor de Cama e Mesa Prevê Recuperação


Depois de um 2011 difícil para o setor têxtil, a perspectiva é de recuperação entre os fabricantes de itens de cama, mesa e banho em 2012. Um otimismo moderado é compartilhado pelo setor que espera retomar o crescimento nas vendas e nas margens depois de amargar os reflexos da alta dos preços do algodão que prejudicou o desempenho no ano passado.
Para a Lepper, de Joinville, a perspectiva é crescer e faturar R$ 180 milhões em 2012. A empresa atua com produtos populares, com foco em licenciamento de marcas voltadas para o público infanto-juvenil. Segundo Gabriela Loyola, vice-presidente da empresa, o ano de 2011 foi de aprendizado para a empresa. Em 2010, a Lepper havia faturado cerca de R$ 196 milhões e teve um desempenho mais baixo no ano passado.
"Nós tentamos repassar para o mercado o custo do algodão, porque a empresa não teve como segurar. O mercado não reagiu bem", explica Gabriela. De acordo com a vice-presidente, o aumento dos preços acabou se refletindo em uma queda no volume de vendas. "O produto têxtil é considerado como um supérfluo e houve uma mudança do perfil de consumo. O orçamento das famílias está bem mais comprometido com eletrônicos e outros financiamentos", disse.
De acordo com Gabriela, os preços das tabelas de produtos já foram reajustados para baixo, acompanhando o movimento do algodão, que também teve queda. A Lepper já voltou a produzir com máxima capacidade em dezembro e retomou o nível de emprego, com cerca de 1 mil funcionários, atenta às vendas da próxima coleção.
Para a Teka, de Blumenau, o ano começa mais animado do que em 2011. "Projetamos um crescimento expressivo, acima de 2010, já que 2011 foi atípico", diz Marcello Stewers, vice-presidente.
De janeiro a setembro de 2011, a Teka faturou R$ 189,9 milhões segundo dados informados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). No mesmo período do ano anterior, a empresa tinha uma receita de venda de R$ 244,3 milhões.
"Vamos conquistar mais margem e lucro, e não somente volume este ano. Todos os produtos que nos davam prejuízo estão sendo revisto", disse Stewers. A alta nos preços do algodão foi o principal responsável, segundo o vice-presidente, para o resultado ruim em 2011. Para 2012, a expectativa é de "otimismo pé no chão". 
A Döhler, de Joinville, tem uma perspectiva de cenário mais otimista. A companhia informou ao mercado que projeta um crescimento de 15% em 2012 na comparação com o ano passado.
De janeiro a setembro de 2011, segundo dados informados à CVM, a Döhler obteve uma receita de R$ 224 milhões. No mesmo período do ano anterior, a companhia havia registrado R$ 175,3 milhões em receita.
Carlos Döhler, diretor da empresa, avalia que a perspectiva para o mercado têxtil de cama, mesa e banho é crescer em 2012. "O que não podemos é esperar taxas altas de crescimento. O consumo interno continua em ascensão, então é factível que o país todo evolua entre 3 e 4% no ano. Tudo dentro de uma normalidade, sem a euforia que ocorreu em 2010", disse.

Grupo estrangeiro eleva disputa no varejo de roupa infantil


SÃO PAULO - Com a previsão de ter ainda este ano no Brasil 40 lojas em operação, a rede espanhola de vestuário  infanto-juvenil Charanga começa a chamar a atenção das empresasnacionais que atuam no segmento, como, por exemplo, Tip Top e Hering Kids, entre outras. Ao perceber no País bom potencial para seus negócios, a marca europeia, até o fim deste mês, estará com sua quinta loja, em Goiás, de portas abertas. Com outras unidades entre São Paulo Rio de Janeiro e  público-alvo voltado às crianças de zero a 14 anos, a Charanga tem produção própria e abastece a atual rede de 230 lojas (Espanha, Portugal, Emirados Árabes Unidos, Irlanda, Chipre, Marrocos e Venezuela).
Para fazer frente à investida internacional no segmento de roupas para o público mirim, que movimentou cerca de US$ 4,5 bilhões ano passado, a Tip Top, do grupo TDB Têxtil, tem planos de dobrar o número de lojas até o final do ano que vem. Segundo Mario Silveira, superintendente-comercial de Franquias da Tip Top, a rede tem hoje  54 lojas, das quais  quatro são próprias. Outra estratégia este ano é dobrar as importações, sendo que  a empresa não importava  produto algum havia 2 anos. "Este ano  a marca completa 60 anos e passará por grandes mudanças."
Outra que virá com novidades, como a expansão de lojas-conceito, é a Cia. Hering, dona das marcas Hering, Hering Kids, PUC e dzarm. Com crescimento de 25% das vendas brutas que renderam o montante de R$ 386,6 milhões no terceiro trimestre de 2011, a Hering destacou que o crescimento da ramificação infanto-juvenil foi impulsionado pelo canal de varejo multimarcas.
 
 
FONTE: DCI

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ex-morador de rua vira empresário e fatura R$ 100 mil ao mês vendendo camisetas personalizadas


A primeira empresa de Marcelo Ostia,31, faliu. Vindo do interior de São Paulo para a capital, ele sobreviveu com R$ 4 por dia. Alugou vaga de estacionamento, mesmo sem ter carro, para fugir da violência das ruas. No inverno, tomou banho em um tanque de lavar roupas de uma indústria e, por isso, era vítima de gripes frequentes. Conseguiu se reerguer: hoje é empresário com loja própria e 340 microfranquias.
Confira abaixo o depoimento do empresário concedido à Folha:
*
Descobri que havia nascido para trabalhar com confecção aos sete anos, quando ganhei uma camiseta do Batman e fiquei curioso para saber como ela havia sido feita.
Aos 18 anos, confirmei a teoria ao abrir uma empresa de estamparia de roupas em Itu [a 101 km de São Paulo], cidade onde moro hoje. Ganhei muito dinheiro [com o negócio], mas como era "filho de papai", não soube aproveitar a oportunidade.
Eduardo Anizelli/Folhapress
Marcelo Ostia, dono do portal Camisetas da Hora
Marcelo Ostia, dono do portal Camisetas da Hora
O empreendimento chegou ao fim quando tomei calote de R$ 4.500 de um dos clientes e fiquei no vermelho. Para microempresas, qualquer perda é um grande prejuízo.
Falido e desempregado, fui para São Paulo com R$ 50 para vender peças personalizadas e reerguer minha vida financeira. Durante um mês, sobrevivi com R$ 4 por dia.
Para não dormir na rua, aluguei um estacionamento no Brás (centro de São Paulo). Não tinha carro, mas usava a vaga para descansar. Era uma forma de me proteger da violência nas ruas. Dormia sobre um cobertor velho e usava camisetas com defeito como travesseiro.
Durante o inverno, tomava banho no tanque de uma fábrica sem xampu nem sabonete. Sentia frio e pegava gripe com muita facilidade.
No começo da noite, vagava pelas ruas para evitar o barulho do entra e sai de carros no estacionamento.


TAPA NA CARA
A minha vida mudou quando tomei um "tapa na cara" do destino: recebi uma blusa usada de representantes da prefeitura em uma campanha que dá roupas a pessoas carentes. Eu, que vendia peças novas, aceitei uma antiga.
Era com essa camiseta que me cobria enquanto dormia no estacionamento. Três meses depois de chegar a São Paulo, a mãe de um colega me chamou para morar com ela e deixar as ruas.
Era uma muçulmana de quem até hoje só consegui ver os olhos [por causa da vestimenta]. Fico triste por saber que, se encontrá-la, não a reconhecerei para agradecer o que ela fez por mim e pela minha carreira.
Os planos na capital foram interrompidos quando soube que minha namorada, em Itu, estava grávida. Voltei ao interior disposto a ser empregado para criar o bebê.
Fiquei três meses distribuindo currículo e consegui emprego como auxiliar administrativo em uma fábrica. Mas a alegria não durou muito. Um salário mínimo não foi suficiente para sustentar a minha filha.

RECOMEÇO
Para complementar a renda, voltei a vender camisetas personalizadas em um portal de compras. Foi um recomeço em 2004.
Meu interesse de infância em empreender foi atiçado, apesar de ter falhado na primeira tentativa. Juntei R$ 300 e montei um site para mostrar e vender as peças. A ideia deu frutos e, depois de um ano, transformou-se no site Camisetas da Hora. Deixei de ser empregado.
Hoje vendo cerca de 8.000 camisetas por mês e tenho faturamento mensal de R$ 100 mil, loja própria em um shopping na cidade de Itu e 340 microfranquias distribuídas pelo Brasil.
A minha meta como empreendedor é chegar a mil microfranquias no país, exportar as peças e ser reconhecido como o maior empresário de camisetas do mundo.
Minha história fez toda a diferença para o sucesso como empreendedor.

As dificuldades me fizeram ser uma pessoa melhor e mais humilde, compreensiva e paciente. A camiseta usada que ganhei na campanha está hoje emoldurada e pendurada em uma das paredes da empresa.
FONTE: FOLHA ONLINE

domingo, 22 de janeiro de 2012

Mercado da Moda Chega à Justiça Com Mais Frequencia


O mercado da moda movimenta bilhões de dólares no mundo e envolve diversos profissionais e empresas de diversos ramos, inclusive o jurídico. Um desfile, por exemplo, acontece depois da assinatura de muitos contratos — de direito de imagem, de exclusividade, de propriedade intelectual, publicidade. No país, os litígios relacionados a este mercado têm crescido substancialmente nos últimos anos.
O chamado Fashion Law já ganhou destaque nos Estados Unidos e na Europa, onde é possível encontrar escritórios de advocacia especializados e também centro de estudo interdisciplinares, como a Fordham Law de Nova York, primeira instituição de ensino a oferecer o curso de Fashion Law. Lá, há um instituto para aproximar o mundo fashion do mundo jurídico, com a participação de designers, estilistas e advogados.
No Brasil, Mariana Valverde deixou as passarelas para solucionar juridicamente os conflitos. Fundadora do Valverde Advogados, explica que esse mercado envolve Direito Publicitário, Regulamentar, Propriedade Intelectual e Concorrencial. “Não existe uma área específica, e sim uma série delas, que juntas formam o Fashion Law. O mercado fashion não é só o mercado de luxo, ele engloba tanto as grandes grifes, quanto as menores. Ou seja, tanto uma Louis Vuitton quanto uma do bom retiro precisam tomar certos cuidados.”
O mercado de moda brasileiro tem uma particularidade: a maior parte dos contratos exige exclusividade. Ou seja, se uma modelo faz um comercial de shampoo, ela não pode fazer propaganda para produtos de marca concorrente dentro do prazo estipulado no acordo. Mariana explica que muitas vezes os produtos ficam estocados, e são postos à venda após o prazo regulamentado pela cláusula contratual. Nesse caso, cabe ao fornecedor do produto controlar as remessas de produtos enviadas, para evitar um processo por uso indevido da imagem.
Outro problema frequente nesse meio é em relação ao direito de imagem. Em um caso defendido por Mariana, a Mob Studio de Fotografia pedia indenização da Infinity Comunicação (Esbelt) e o reconhecimento de danos morais, alegando que o contrato previa a veiculação no território nacional, por um período de um ano. Em meados de 2010, a autora tomou conhecimento de que o material publicitário estava sendo veiculado na Colômbia e na internet, sem prévia autorização e remuneração dos titulares do direito de imagem.
Na sentença, o juiz Antonio Carlos Negreiros entendeu que estavam “caracterizados, portanto, o desautorizado uso das imagens e a culpa da anunciante. Já que a lei assegura a preservação da imagem, com expressa previsão legal do direito à indenização pela sua desautorizada exploração comercial (CC, art. 20). O dano pode afetar tanto o direito à personalidade (bem imaterial) como patrimonial.” Com isso, o juiz condenou a Esbelt a pagar R$ 80 mil à modelo, pelo uso abusivo de sua imagem.
A advogada Michelle Hamuche, sócia de Mariana Valverde, recomenda atenção na assinatura de contratos. “Eles precisam ser bem avaliados para evitar problemas futuros. Hoje, o mercado está mais preocupado em cumprir as exigências legais.”
Em abril de 2011, o francês Christian Louboutin, especialista em calçados de luxo, decidiu entrar na Justiça francesa contra a prestigiada grife Yves Saint Laurent depois de ver na vitrine da concorrente um sapato com o solado vermelho, sua marca registrada. Inspiração? Releitura? Louboutin entendeu que era uma cópia descarada.
Segundo reportagem da Vejinha Rio de Janeiro do último sábado (14/1), os próprios estilistas assumem que essa é uma prática comum no mercado: 75% reclamam que tiveram peças imitadas por concorrentes e 58% admitem já ter clonado modelos de outras grifes. Eles ainda contam que saem às compras e visitam lojas pelo menos uma vez ao mês para uma rápida espionada no que os rivais andam fazendo.
A advogada Mariana Valverde explica que esse assunto entra na seara da proteção da criação, voltada aos direitos autorais. O Brasil não tutela esse tipo de produção, mas algumas coisas são marcas registradas, como, por exemplo, o jacarezinho da Lacoste, ou o F da Fórum. O que é proibido no país é tentar se fazer passar pela marca, o que permite a aplicação da legislação antipirataria.
Esta semana acontece a Fashion Rio, evento que pede atenção dos advogados ligados a este mercado, para verificar o cumprimento de contratos. Mas Mariana diz que a maioria dos contratos é firmada antes do evento e a procura pelos profissionais de Direito nessa hora gira em torno de obter alvará autorizando as modelos menores de 18 anos de darem seus passinhos na passarela.
Aos interessados em advogar nessa área é importante saber que a maioria das agências de modelo e publicidade tem seu time de profissionais para garantir que a imagem de seus modelos esteja sendo devidamente utilizada.

Com fusão, Osklen quer chegar aos R$ 3 bilhões em dez anos



Oskar Metsavaht, dono da grife Osklen, com equipe de criação
Oskar Metsavaht, dono da grife Osklen, com equipe de criação


SPFW 2012

No backstage e na sala de desfile da Osklen, na SPFW, o assunto era um só: a venda ou a fusão da marca.
O diretor criativo da grife, Oskar Metsavaht, negocia com três grandes grupos, mas a exclusividade deve ficar mesmo com a Alpargatas, que produz as sandálias Havaianas. As empresas envolvidas preferiram não comentar o assunto.
Na semana anterior à SPFW, Oskar já havia confirmado à coluna Mônica Bergamo que estaria "avaliando a possibilidade de parceria com três grupos distintos", no entanto não deu mais detalhes sobre a situação da marca.
Após o desfile da Osklen, na última quinta-feira (19), primeiro dia do evento, ele falou com asãopaulo.
*
sãopaulo - A Osklen já fechou a parceria?
Oskar Metsavaht - Ainda não fechei com ninguém. Estou avaliando as propostas.


Existe a possibilidade de a marca ser vendida?
O que vou fazer é uma fusão. Vou entrar para um grupo que vai criar sinergia com o meu trabalho. Estou procurando a equipe que tenha maior capacidade de desenvolver a produção da marca aqui dentro do Brasil e internacionalmente.


Quais as vantagens de uma fusão para a marca?
Ganho outras práticas que não tenho hoje como uma maior distribuição internacional. Além disso, me beneficio em gestão, porque acho importante que junto com uma marca com o potencial da Osklen exista uma gestão maior.


Hoje a Osklen tem lojas na Argentina, no Japão, na Itália e nos Estados Unidos. Deve existir um aumento no número de pontos de venda?
Isso eu ainda não sei. Envolve um plano gigantesco. A ideia é que em dez anos a Osklen seja uma empresa de mais ou menos R$ 3 bilhões.


A venda total da Osklen está descartada?
Está. Tenho um projeto que ainda não foi terminado e quero continuar na marca. Sou o diretor criativo e pretendo continuar nessa posição.