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quinta-feira, 30 de maio de 2013

“Não tenho medo de levar não” - Blogueira de Moda

A blogueira Camila Coutinho no SPFW ©Felipe Abe
Se você estava em outro planeta quando houve a explosão de blogueiras no Brasil, talvez ainda não tenha ouvido falar de Camila Coutinho ou de seu blog Garotas Estúpidas. Mas é bom guardar esse nome. Aos 25 anos, essa recifense, filha de uma arquiteta e um restauranteur, não brinca em serviço.
O GE foi criado em 2006 para ser um espaço em que Camila poderia conversar com suas amigas sobre moda, beleza e celebridades. Hoje, ele contabiliza cerca de oito milhões de pageviews/mês e virou uma máquina de fazer dinheiro, com mais de 30 anunciantes rotativos mensais. Segundo a blogueira, seu blog é o primeiro desse segmento no país.
Recentemente, o Garotas Estúpidas foi eleito o 4º mais influente do mundo, em uma lista de 99, segundo o ranking Signature 9, que faz sua análise através de dados de popularidade, compartilhamentos em redes sociais, número de pageviews, estilo pessoal dos blogueiros, engajamento e qualidade do conteúdo.
Como comparação, veja em que lugar estão outros blogs famosos:
#84 Hanneli #49 Fashionismo (Brasil) #48 Anna Dello Russo #40 Julia Petit (Brasil) #20 Man Repeller #14 Garance Doré #4 Garotas Estúpidas (Brasil) #2 Advanced Style #1 Sartorialist
Desde que ficou conhecida, já fechou licenciamento de produtos para a Corello (a coleção Corello by Camila Coutinho, vendida nas lojas da marca e no e-commerce) e Pat Bo (segunda linha da estilista Patricia Bonaldi), e recentemente contratou uma assessoria de imprensa para divulgar o seu trabalho. “A Camila tem uma linguagem que envolve informação de moda, pontos de vista e opiniões cheias de personalidade, comportamento. Sempre com senso de humor, é uma garota otimista, de bem com a vida. Ela comunica sinergicamente com o nosso público”, diz ao FFW Carla Silvarolli, diretora artística da Corello.
O próximo passo é contratar uma pessoa com expertise em desenvolver personalidades. “As pessoas já me contratam para ir aos eventos e assinar produtos. Quero fazer com que minha imagem gere dividendos”, conta Camila, em uma conversa durante o SPFW. Nos poucos passos que deu da entrada do restaurante até a mesa onde conversamos, foi parada quatro vezes para tirar fotos. “Sempre fui uma representante na blogosfera, mas de dois anos para cá as pessoas tem me tratado como alguém mais famoso”.
Os números que a acompanham são superlativos: oito milhões de pageviews no blog por mês; mais de 300 mil fãs no Facebook e 240 mil no Instagram. O que faz centenas de milhares de pessoas seguirem e participarem ativamente da vida de uma jovem fã de cultura trash e celebridades, de estilo hi-low, como ela mesmo define? O que Camila tem que faz com que tantas outras meninas se identifiquem com ela? Entre as respostas está o fato de que Camila inclui seus seguidores em seu ambiente, ela parece acessível (e é) e sua forma de se vestir, que mistura peças caras e baratas, marcas exclusivas e de rua, não é inatingível. É uma garota que alcançou o sucesso, mas que poderia ser da sua turma. Com vocês, Camila Coutinho:
Como você começou?
Fiz faculdade de design de moda e tinha tempo livre porque minhas aulas eram à noite. Resolvi criar um espaço na internet para postar e conversar com as amigas e comecei a falar de moda e beleza. Fui o primeiro blog desse segmento.
De onde vem o nome do blog?
O nome vem da música “Stupid Girls”, da Pink, que é uma crítica às celebridades tontas que ficavam sem calcinha. Peguei esse nome para ser um espaço só para garotas onde falamos de assuntos femininos que normalmente os meninos não gostam.
Como são os números do seu blog e das redes sociais?
Atualmente, o blog conta com uma média de 70 mil visitantes únicos por dia. Temos mais de oito milhões de pageviews por mês, mais de 300 mil fãs no Facebook e mais de 200 mil no Instagram.
E os comentários? Você lê todos?
Antes do Instagram tinha de 200 a 500 por post, hoje é uma média de 100, 150. Os acessos hoje são muito mobile. Mas eu aprovo um por um. Antes era uma área aberta, mas rolava muito barraco.
Quando ocorreu o primeiro boom?
Foi muito devagar. Sempre fazia credenciamento do SPFW e nunca era aceita. Cobria pela revista “RG” através de contatos de amigas blogueiras. Fui estudar em Nova York e saí no ranking da “Vogue” francesa dos 45 blogs que mereciam ser visitados. Então pensei: “Pô, se eu não for credenciada agora, aí eu desisto”. (risos). Isso ocorreu há quatro anos. Antes era clandestina, agora sou oficial.
Quanto custa um anúncio no seu blog?
Temos anunciantes fixos com pacotes semestral e anual. Por mês temos cerca de 30 a 40 anúncios. O anunciante quer conteúdo e temos muita demanda. Os nossos publiposts são sinalizados e sempre busco parceiros de muito tempo, como Corello, PatBo, O Que Vestir… Bolo ações especiais para as marcas, dou ideias, faço mailings. (Camila não quis revelar os valores de suas ações, pois cada uma é pensada de um jeito e tem um valor, mas segundo fontes ouvidas, um publipost pode sair em torno de R$ 10 mil)
Você é paga para usar roupas?
Sim, temos essa opção no Mídia Kit. Mas todas as marcas que solicitam isso passam antes pelo meu crivo pessoal.
Caixas e caixas: alguns dos presentes recebidos por Camila ©Reprodução Facebook Garotas Estúpidas
Como funciona a questão de licenciamentos?
Eu assinei uma linha para a Corello de nove ítens quando abriu a primeira loja da marca no Nordeste. Para a Corello fiz duas campanhas, em 2010 e 2011. Além disso, teve a linha assinada no final de 2012; eles fizeram produção extra para prolongar a venda online, pois nas lojas as peças se esgotaram. Para a Pat Bo, fiz a primeira campanha da marca, em 2012. Agora tenho em vista um licenciamento de maquiagem e quero fazer algo com uma loja mais pop.
Como você fez para entender o processo comercial quando o blog estourou?
Meu pai me orienta muito. Com dois anos de blog eu já tinha dois mil acessos por dia. Ele me alertou na parte do registro do nome, na abertura de uma empresa. Passei anos fazendo tudo sozinha, cobrando, emitindo nota fiscal…
Eu não tinha parâmetro e inventava valores no início. Quando os pedidos de anúncios tornaram-se frequentes, fui à agência de um amigo ter uma aula e montei minha própria tabela. Hoje outras blogueiras me consultam sobre isso.
Quem são seus concorrentes?
Qualquer blog com boa audiência acaba sendo concorrente, mas não vejo ninguém fazendo nada na mesma abordagem que eu. Trabalho com marcas grandes, como Nextel, até marcas mais populares, como Marisa.  Eu sou o que vivo. Hoje, por exemplo, estou de Colcci e Gucci e meu short é de uma marca desconhecida do Sul.
Por que todas as blogueiras vão ao salão do Proença?
Ele é muito bom e faz marketing pessoal. Ele promove as meninas, além de ser o melhor baby liss da cidade. Imbatível.
O que você acha da polêmica iniciada por Suzy Menkes, que diz que a moda virou um circo?
Não tem nada a ver. Fui para a porta da Chanel e perguntei pro Sartorialist qual a importância do street style na moda. Scott disse que ele só complementa e quanto mais gente interessado em moda tiver, melhor. Se a pessoa não está a fim de ver aquilo, passa direto e entra na sala. Esse é o momento atual. É um interesse que acendeu e vai ficar sim.
Mas não há muita futilidade nesse meio?
Se a menina tem audiência, ela criou uma personagem interessante. Ela tem esse mérito. O que a Kim Kardashian tem? Ela não sabe cantar, não sabe desfilar, mas tem algo interessante, assim como a Paris Hilton. Elas criaram um produto que são elas. “Big Brother” é um momento de relax. Você se distrai de alguma maneira. Não precisa ter tanto conteúdo pra se distrair.
O que acha de blogueiras como a Shame, que também é popular na internet, mas de uma maneira mais crítica?
Eu acho que ser crítica, principalmente com bom humor, exige uma dose de bom senso elevada, porque até pra fazer uma boa sátira é preciso ter limites! Adooooro essa coisa da ironia e não me levo tão a sério (tanto que criei uma sátira de mim mesma com os vídeos da Tarsila Marinho, mas a crueldade gratuita anônima é uma das coisas chatas da internet! + Leia aqui nossa entrevista com a blogueira Shame
Qual a sua opinião sobre as confusões éticas geradas por publiposts sem sinalização?
Acho que é um mercado que cresceu muito solto e que começou a se “organizar” há um ano, mais ou menos. Como um veículo “novo”, nessa fase mais profissional, está criando seu manual de conduta de maneira bacana, sinalizando o conteúdo publicitário do seu jeito. Assim como fazem as revistas, o rádio, os programas de TV e as novelas, cada um a sua maneira. Acho natural que, em um mercado enoooorme em que se começa amador, em alguma parte do caminho, haja alguns tropeços. Mas nada que não se possa entender e organizar, como já está acontecendo há um tempo.
Onde quer chegar?
Nessa temporada, acho que meu blog ganhou muito respeito. As portas estão abertas. Quero me fortalecer como Camila e com a marca GE.
Qual a sua estrutura hoje?
Trabalho em home office, tenho uma colunista de beleza, duas pessoas no comercial, uma no financeiro, uma assessoria de imprensa e também contrato frilas. Cada um trabalha na sua casa.
Quais blogs você lê?
Papel Pop, de celebridades.
Qual a coisa mais chata que alguém já falou de você?
Que meu joelho era de porco.
Já está rica?
Estou muito bem para 25 anos. Comprei meu carro com meu dinheiro e viajo muito com o blog. Eu era uma menina que vivia de mesada. Hoje ganho meu dinheiro e compro na Gucci ou na Renner e isso faz com que eu me comunique com mais gente. E no site dou os exemplos de como colocar isso em prática.
Como você se vê?
Sou uma personalidade. Falo em primeira pessoa todos os dias, sou um veículo e uma personalidade. E não tenho medo de levar não.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Afinal, quem é o culpado dos problemas na empresa?



Negócios foram feitos para ser rentáveis, mas por que alguns não são tão rentáveis? Muitas vezes porque o empreendedor, ao se deparar com problemas do dia a dia, tem uma tentação em investigar o culpado e não a sua causa.
Concordo que o culpado deva até ser punido, ou melhor, orientado, para o problema não voltar a ocorrer, mas será que o culpado é mesmo quem se apurou? Ou seria a desorganização da empresa?
Vejamos algumas vivências para reflexões:
          - o pedido de venda foi cancelado devido ao atraso na entrega, então a produção é punida. Será que a causa é a produção? Poderia ser devido à falta de conhecimento de quanto tempo se leva para produzir ou executar o serviço? Poderia ser devido à falta de conhecimento do acumulo de trabalho? Poderia ser devido à uma negociação mal feita? Poderia ser por falta de recursos materiais ou humanos? Poderia ser a falta de comunicação interna entre os departamentos da empresa? Poderia ser por falta de expertise? Qual seria a verdadeira causa?
          - Quebrou-se um equipamento de trabalho, então o funcionário que quebrou é punido. Seria a causa da quebra a pressão psicológica para cumprimento do prazo? Seria devido à ameaça para se ter qualidade no produto ou serviço? Seria por falta de um plano de manutenção preventiva do equipamento quebrado? Seria pela falta de controle de todos os usuários do equipamento que culminou na quebra com o último usuário? Seria a qualidade do equipamento na busca de preço de compra mais baixo? Seria a falta de treinamento do usuário para a utilização do equipamento? Qual seria a verdadeira causa?
          - O departamento comercial não consegue desenvolver novos clientes ou aumentar as vendas, então a equipe de vendas é punida. Seria a causa a falta de condições de trabalho da equipe de vendas? Seria a causa o alto preço de venda devido à desorganização da empresa que gera um elevado custo para a produção do bem ou serviço? Seria a falta de divulgação da marca, produto ou serviço para o público alvo? Seria a falta de treinamento da equipe de vendas para ter melhor conhecimento do produto ou serviço? Seria a falta de treinamento da equipe para fechar negócios? Seria a história negativa que a empresa construiu ao longo do tempo e não tem feito nada para reverter? Qual seria a verdadeira causa?
Caro empreendedor, vejo com muita frequência os meus clientes querendo resolver seus problemas administrativos num passe de mágica, como se a causa fosse um funcionário específico, percebo que ao trocar um determinado funcionário o problema persiste, qual seria a verdadeira causa? Será que não está na hora de se fazer um reflexão no atual modelo de trabalho? Afinal, negócios foram feitos para ser rentáveis.

NEGÓCIOS FORAM FEITOS PARA SER RENTÁVEIS, CONSULTE UM ESPECIALISTA EM CUSTOS
Edson Carlos de Oliveira
Consultor de Custos e Estratégias
www.consultoriaplanecon.com.br
edson.oliveira@consultoriaplanecon.com.br

sábado, 4 de maio de 2013

Cabine 'escaneadora' e cabideiro robô: novas tecnologias ajudam a comprar roupas

As luzes fluorescentes estão piscando, o espelho está claramente torto, e você está pingando de suor.

Loja Hointer (Divulgação)
Hointer optou por uma loja com mostradores menores e muita tecnologia para provar
De pé, dentro de provador, vestindo um jeans que não cabe, você se conforma com o fato de parecer fora de forma - em vez de exuberante - nas calças que cobiçava.
Parabéns. Você está fazendo compras nas lojas do século 21. É uma experiência que a maioria de nós ama ou odeia.
E esse medo dos provadores está levando muitos consumidores a comprar online, criando enormes desafios para as lojas físicas.

Consumidor com controle remoto

Nadia Shouraboura ama roupas. Mas ela não gosta do teste de resistência que costuma ser a busca por um par de jeans que lhe caia bem.
"Quando vou a uma loja tradicional, sempre fico decepcionada com a experiência, de tirar a roupa no provador e gritar através da porta para pedir algo à vendedora", diz. "E odeio desmontar pilhas de roupas. Fico incomodada, porque sei que alguém vai ter que vir arrumar. Pensei que poderíamos melhorar drasticamente todas essas coisas com a tecnologia."
Com tablet ou celular, cliente seleciona as peças que quer provar
Como ex-chefe de suprimentos e tecnologias para a gigante online Amazon, Shouraboura tinha muitas ideias. O resultado disso é a Hoiter, uma loja-conceito estabelecida em Seattle (EUA) e inicialmente focada no público masculino.
As roupas são exibidas em cabideiros minimalistas, facilitando sua observação pelo cliente. Se este quiser provar uma roupa, basta encostar nela com seu smartphone, se ele tiver NFC (a tecnologia "near field communication"), ou escaneá-lo com o código QR. Daí você é automaticamente alocado para um provador e pode continuar comprando.
Escolhidas as roupas, o cliente vai ao provador determinado, onde elas estarão esperando por ele (foram transportadas por coletores robóticos).
Precisa de um tamanho diferente? Pode usar seu smartphone e o item vai aparecer na sua frente em 30 segundos, diz Shouraboura.
Para efetuar a comprar da roupa escolhida, o cliente passa o cartão de crédito num terminal automático.

Preços

Os preços são dinâmicos: variam ao longo do dia para se manterem competitivos em relação aos preços das lojas online e para evitar que os consumidores apenas olhem os produtos na loja e depois os comprem na internet.
Isso só é possível porque os custos são mantidos baixos, diz Shouraboura. Menos espaço ocupado significa um aluguel menor; automação significa menos trabalhadores.
Nadia (centro) e seus colegas da Hointer
Nadia (centro) desenvolveu uma loja com provador automatizado
A tecnologia por trás disso envolve um piso para exibir as mercadorias e um estoque robotizado, controlado por um sistema central que se comunica com aplicativos de celular e tablet.
"É muito rápido e compacto, como uma lata de sardinha que pode rapidamente mover itens selecionados pelo consumidor."
Shouraboura acredita que esse tipo de inovação pode ajudar as redes varejistas a sobreviver à brutal concorrência online.
"Acho que a experiência (de comprar) online é ótima, mas a de loja pode ser ainda melhor porque você pode provar, tocar e sentir os produtos", diz ela. "E pode ser uma experiência mais barata, porque não há custos de frete."

Dos pés à cabeça

Agora, a questão do tamanho: um P em uma loja pode ser um M em outra.
Fits.me
O Fits.me oferece um serviço virtual de prova de roupas
Para lidar com isso, foi criada a Me-ality, uma cabine presente em mais de 20 shopping centers americanos que escaneia o cliente dos pés à cabeça e cria um perfil de seu corpo, que fica arquivado em uma conta pessoal online. O perfil, então, recomenda peças de roupa que melhor cabem no cliente.
A cabine usa um sistema de ondas milimétricas. Cada rotação da cabine leva cerca de 10 segundos, em que ondas liberadas rebatem na pele do consumidor.
"Isso nos dá 200 mil pontos de referência de seu corpo", diz Kathleen Funke, que trabalha no Me-ality. "Nosso software cruza essa informação com medidas de roupa e produz um relatório."
O sistema funciona com quase 200 marcas de roupa, e varejistas americanas começam a usá-lo para ajudar os clientes a identificar aquele par de jeans perfeito difícil de encontrar.
"O sucesso do varejo depende de ele se adaptar e integrar novas tecnologias, sob o risco de se marginalizar por conta das lojas online", diz Funke.

Provadores virtuais

Me-ality
O Me-ality é uma cabine que escaneia o usuário e cria um perfil do seu corpo
E para quem se incomoda em até mesmo entrar em um provador de roupas, o sistema Fits.me oferece um serviço virtual de prova, que permite que os clientes vejam como fica uma roupa em seu tipo de corpo sem ter que vesti-la.
Destinado principalmente para varejistas online, o serviço também está disponível via tablet em algumas lojas. A empresa também firmou contrato com um canal de compras na TV.
O sistema usa manequins robóticos conectados a um laptop e uma câmera e vestidos com os principais itens de cada varejista. Um banco de dados é formado com o máximo de informações possíveis sobre tamanhos e dimensões das roupas.
O usuário que procura, por exemplo, por uma camisa, pode colocar suas medidas no site ou aplicativo, e é apresentado com um avatar humano com um tipo físico semelhante. Daí ele "experimenta" diferentes tamanhos de roupa para ver o que fica melhor.
Fiona Graham